quinta-feira, fevereiro 02, 2017

A história da minha vida: filas de espera

Tiro a senha e vejo que tenho dois quatriliões de pessoas à minha frente. Tudo bem, há que ter paciência e esperar, é mesmo assim. Além do mais, as caixas estão todas abertas e a funcionar, não há-de ser muito mau.
Pois não, isto até está a andar bem. Há gente a desistir e a ir embora...
Passadas duas horas e quarenta e três minutos parada no mesmo sítio: olha que bom, já só tenho 6 pessoas à minha frente.
Boa, boa, boa, já só faltam duas, num minuto sou chamada.
Sou a seguir!
Bolas... isto parou... ficou empacado!
Credo... sempre assim... s-e-m-p-r-e!
Estou a criar raízes aqui....

Ahhh finalmente! Sou eu!

*Vozinha vindo do fundo*

Olhe, desculpe, deixei passar a minha vez, sabe, havia tanta gente há minha frente e eu aproveitei para ir a casa fazer o almoço, e um pouco de jardinagem, e umas comprinhas... mas ainda estou dentro da tolerância que dão...

Eu:

terça-feira, janeiro 31, 2017

Naftalina, chocolates e televisão

Quando era criança, costumava ir com a minha mãe visitar uma tia sua. A tia M.
A tia M. tinha uma vivenda - claro que batizei aquelas escadas que ligavam o rés-do-chão ao primeiro andar com um belo trambolhão, indo parar lá abaixo às cambalhotas - ao pé da praia. Era velhota, a tia, morena, tinha voz rouca e costumava dar-me uns chocolatinhos - às vezes fora do prazo. E falava muito com a televisão. Discutia, dava conselhos, desabafava com quem estivesse na televisão. 

Sr. Gambuzino faz-me lembrar a tia M. Não cheira a naftalina, mas fala muito com a televisão. "Não, não faças isso! Oh rapaz, então pá?! Pois, agora estás aflito, não é?! Já te percebi!"
Estamos a ver algum filme ou alguma série, ele num sofá, eu noutro e, lá começa ele naquele rol de comentários. Eu olho o lado, para o sofá onde ele está e, por vezes, em vez dele, vejo a minha tia M. 

Já lhe disse a verdade: Gambuzino! Eles não te ouvem!
Mas encolheu os ombros e continuou a falar para a televisão. Tal e qual a tia M.


sexta-feira, janeiro 27, 2017

Surpresa!!!

Cá estou eu. Outra vez. Depois de mais uma ausência. Eu sei...
Em minha defesa, o ano passado foi um ano cocó. Nada de terrível aconteceu, mas também não foi um ano maravilhoso. Também não foi propriamente neutro. Foi um ano... meh.
E eu sou aquele tipo de pessoa que se fecha em copas. Na verdade, passo grande parte do tempo fechada em copas mas de vez em quando consigo abrir umas frestas. 2016 foi ano para ter tudo fechado a sete chaves e as únicas conversas que tinha, quando tinha, era com a almofada.
Isto aliado ao facto de sempre que pensava "vou escrever isto no blog" deixar passar tanto tempo que as coisas acabavam por perder a sua piada e acabou por dar nisto: uma data de pausas e intervalos...

Mas a saudade acaba por dar sempre ares da sua graça e cá estou eu outra vez.
Sem nada de jeito para dizer.
O normal, portanto.


quarta-feira, novembro 09, 2016

Seriously?!!

Acordei ainda não eram cinco da manhã, como já é habitual acordar a meio da noite só porque sim, e agarrei logo o telemóvel para confirmar que Hillary estaria à frente das eleições. E caiu-me tudo quando vejo todas as notícias a indicarem Trump como o provável próximo presidente dos Estados Unidos. Já nem consegui dormir mais, a ler tudo o que era notícia sobre o assunto.

Opá, eu até percebo, era um dilema complicado de se resolver, à primeira vista. Mas era só mesmo à primeira vista e só com um olho aberto. 

O truque aqui não era escolher o melhor. Era escolher o mal maior e votar no outro. Nada que saber. 

E mesmo assim, vão votar no mal maior, no megalómano, intolerante, machista (como mulher, não percebo como haja mulheres a votarem nele), chauvinista, racista, homofóbico, no extremista que ofende tudo e todos - uma coisa é ser politicamente incorrecto, outra coisa é ser ofensivo, arruaceiro, parolo - que põe em causa os direitos humanos mais básicos, e sem qualquer experiência política...
Agora dizem que Hillary também é má, e eu concordo, mas nada deve ser tãoooo má do que ter um homem cujo discurso em tudo se assemelha ao de Hittler mas com acesso a códigos a armas nucleares. E dedos tão nervosos que até a sua equipa de campanha eleitoral teve de tomar medidas para ele não escrever nada no twitter nos últimos dias. Medo. Bela merda que foram arranjar.





segunda-feira, novembro 07, 2016

We'll always have Paris III

À tarde do segundo dia fomos à Torre Eiffel, subimos até ao segundo patamar, eu ia morrendo de vertigens, Sr. Gambuzino ia morrendo no elevador, eu, Sr. Gambuzino e os meus pais íamos todos morrendo de frio. Mas valeu muito a pena. A vista é qualquer coisa de deslumbrante.

Depois fizemos uma tour num daqueles autocarros hop on, hop off, onde saímos para ver Notre Dame e comer um crepe (maravilhoso!!!, o meu era de nutella) e após isto seguimos para os Champs-Élysées e ao Arco do Triunfo.


































Place de la Concorde

Champs-Élysées


Arco do Triunfo
A loja de Louis Vuitton



quinta-feira, novembro 03, 2016

Armada em espertinha

Depois de anos e anos e anos sem falar francês, a lembrando-me apenas o básico dos básicos, entro numa loja de souvenirs e vou para a caixa para pagar dois desenhos.
Senhor da loja: Bon jour!
Eu, armada em espertinha: Bon jour! Ça va bien?
Senhor: Ça va bien, merci! Et toi?
Eu: Oui, merci!
Senhor: blue blue blue blue blue? (blá blá blá blá blá com pronúncia francesa)
Eu:

Senhor faz gesto com as mãos e dá a entender que estava a perguntar se eu queria que ele enrolasse os desenhos.

Eu: oh... yes, please... thanks... goodbye!

We'll always have Paris II

No segundo dia fomos a Les Invalides, ao Museu de Guerra e ao túmulo de Napoleão Bonaparte.


Armaduras e armas
















Túmulo de Napoleão. Na foto não dá para ter uma ideia real da coisa, mas o túmulo era assim para além do gigante. Tipo, super, hiper, mega gigante




As grandes guerras