segunda-feira, maio 24, 2010

"Valor simbólico"...

Hoje fui à primeira prova do meu vestido de noiva. Levei o saiote, como tinham dito, e os sapatos ja lá estavam na loja. Cheguei, meti o saiote, calcei os sapatos, a consultora ajudou a vestir o vestido. Tudo muito bem. É realmente o que eu quero, não há mesmo dúvidas. Depois entra a costureira, que começa logo a dizer que o saiote é fraco (eu nunca me casei antes, não vou adivinhar que tipo de saiote é o necessário, nem nunca me explicaram, ou seja, como se diz em bom português, em relação a isso, desemerdei-me!). O problema não foi dizer que o saiote era fraco, o problema foi na maneira como falou. Se a voz tivesse alfinetes, teriam-me acertado no corpo inteiro, e a esta hora iria parecer um ouriço. E, por breves segundos ainda pensei perguntar então o que é que poderiam eles arranjar de saiotes. Mas logo de seguida pensei: "então, fui eu tirar um dia de férias para vir durante a semana para poder ter a costureira xpto, ela que se desenrasque!".

Quem compra um vestido de noiva, está à espera que as pessoas digam (e façam tudo) para que as coisas corram bem. Não se está à espera de uma mulher mal disposta que descarrega os seus problemas em cima das clientes.

Como se não bastasse, visto que o vestido tem uma cauda enorme, a consultora tinha dito que era possível retirar alguma coisa de tecido. Teria um preço adicional, mas era um valor simbólico. O valor simbólico, soube eu hoje, poderá ser 225€.

Adoro o vestido. É aquilo que eu quero. Mas estou desanimada. Conto com a honestidade das pessoas, até porque uma cliente feliz, passa a palavra. Talvez, se tivesse dito logo que o valor não era simbólico mas sim avultado, eu teria pensado "pronto tudo bem, tiro ou não tiro". Agora penso "bolas, mandei retirar e só agora é que me diz mesmo o valor! Xupistas!!!!"

2 comentários:

Gambuzinem