quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Almas perversas

Hoje de manhã, à porta do edifício onde trabalho, em Lisboa, vi uma senhora a passar por mim que me fez lembrar a minha avó. Baixinha, magra, morena, cabelo pintadinho, olhos castanhos, com óculos. Bonita. Sim, definitivamente tinha semelhanças com a minha avó.

Na verdade, é raro o dia em que não pense nos meus avós, que já partiram. No entanto, hoje, ao ver a senhora, comentei cá para os meus botões: "Avó, se me estiveres a ver, eu tenho-me saído bem, hein! Deves estar orgulhosa da tua neta! Principalmente quando toda a gente diz 'Aí, és mesmo parecida com a Maria do Carmo - a avó - esse feitiozinho não engana ninguém'". A minha avó era a melhor pessoa do mundo, mas era conhecida, por nós, pela Generala. Eu sou, definitivamente, parecida com a minha avó.

Pois, os meus pensamentos fizeram-me levar para outro campo. Será que existe mesmo vida após a morte. Será que os meus avós me estão a ver. Todo o tempo? (Não têm mais nada para fazer no paraíso, não?). Conseguem-me ver de todo o lado? Espera, espera, espera... Conseguem-me ver sempre?!!! SEMPRE?!! Mesmo... pronto... em situações, digamos, mais... hummm... íntimas?! No me gusta! - vai em castelhano para entrar mais no universo "maiores de 18".

Bem, se a ideia dos papás apanharem os filhos nessas mesmas situações e verem 5 segundos do quer que seja - antes do belo do sermão - é, no mínimo, desagradável, o que se poderá dizer dos avós verem, à descarada, os netinhos (aqueles seres angelicais a quem davam doces todos os domingos) no triqui-triqui?!

É que se for assim, meus amigos, eu acho que devia haver algum tipo de censura! Mal os netinhos de todo o mundo começassem nos amassos, aparecia um pano preto a tapar tudo. É que nem sequer tinham direito a imagem desfocada, nem aqueles pixeis a distorceram a imagem, nada disso. Pano preto. Assunto arrumado. Mas como tenho as minhas dúvidas acerca do bom funcionamento em questões íntimas e sexuais no paraíso - já para não falar no inferno, que lá então, deve ser uma festarola - prefiro acreditar que a única coisa que existe após a morte, é a reencarnação. De preferência, da próxima vez, como minhoca indiana, para não ter de passar pelo o que os meus avós poderão estar a passar com os seus 4 netos.

4 comentários:

  1. Realmente tens uma imaginação muito fértil, às vezes sais-te com cada uma. Esta então é de se lhe tirar o chapéu.

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  2. Guarda as recordações com carinho... não penses no mau.

    E que raio... não penses nessas coisas sexuais. ahhahah

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  3. Sim, o bom dos meus avós era realmente bom e isso recordo com todo o carinho :D

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  4. Também já tinha pensado nisso. Será que eles veem esses momentos mais intimos? Tambem no me gusta! E pior que isso é pensar quando um dia as nossas mães e pais partirem verem essas poucas vergonhas!
    Beijo

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Gambuzinem