quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Eu e o futebol. O futebol e o nosso país.

Não gosto de futebol. Pronto, está dito!

Sou simpatizante do Sporting, porque toda a família virou-se para esse lado, por isso nem me dei ao trabalho de ser do contra nesse aspecto.
Não acho piada nenhuma ver 22 maganos atrás de uma bola. Não acho piada nenhuma que esses 22 maganos não saibam que 11+11 são 22. Não percebo como é que há gente que, por vezes, nem para comer tem dinheiro, mas vai gastá-lo para ver 22 imbecis que mal sabem falar a correrem de um lado para o outro. Já para nem falar dos ordenados que esses tipos recebem, mas daí já não posso falar visto que são as leis do mercado e há gente que paga para os ver.

Mas isso sou eu. Eu não pago para os ver. Eu nem sequer me aproximo do canal que estiver a dar futebol. E pronto, não critico - muito - quem gosta e possa pagar para ver. Os únicos jogos que ainda vou, de alguma forma, vendo, são os da Selecção. Aí secumbo à pressão patriota gerada nesse mês e meio por toda a nação e lá berro PORTUGAL uma ou duas vezes. O resto do tempo dedico-me à pratica desportiva de enfardar batata frita e beber tango. E também gasto bateria do telemóvel a jogar BrickBreaker.

Agora, o mais interessante, para mim, é tal pressão patriota que existe em relação ao futebol. Essa mesma pressão não existe para mais rigorosamente nada. Interesse político, social, económico, cultural e afins por Portugal: zero. Não há. Quase toda a gente tem um clube futebolístico, mas uma grande parte não tem um partido político nem ideiais com que se identifique. Desde que haja joguito e que o estado pague alguma indeminização inventada nestes últimos anos para pagar a quem não queira coçar sequer a micose, está-se bem.

Não digo que toda a gente deixe de gostar de futebol e que comecem todos a ver o canal do parlamento - ou como eu gosto de chamar, o chiqueiro. Digo antes que deveria existir pelo futuro deste país pelo menos o mesmo interesse que existe pelo futebol. Até porque me ajudava bastante quando vamos a algum café/bar haver mais algum tema de conversa para além de futebol. Também podemos falar da nova colecção da Zara (sim, eu também tenho as minhas futilidades!).

Vá vá, mostrem algum apreço por este país de merdinha, que apesar de tudo, é o nosso país.

3 comentários:

  1. Apenas uma palavra, que resume tudo "PRIORIDADES", toda a gente pode opinar pelo que quiser. No entanto, têm as prioridades mal ordenadas.

    ResponderEliminar
  2. Claro que é uma questão de prioridades. Começa com o facto de meio mundo parar para ver futebol e meio mundo não ir votar aquando eleições. E como é que se pode votar de consciência tranquila quando muita gente não tem conhecimento suficiente para decidir por si própria quem é que acha melhor. Acaba por votar naquele que o amigo ou o familiar votar. Não é deixar de ver futebol. Nem é pôr o futebol atrás de todas as prioridades. É simplesmente ter o cuidado de se preocupar com o país para além do desporto.

    ResponderEliminar

Gambuzinem