quinta-feira, maio 26, 2011

Da lei do aborto

tal e qual como é hoje, neste país, sou contra.

Para mim o aborto não é dar direito de decisão sobre o corpo da mulher, ou da decisão individual, mas sim um acto criminoso. Não quer dizer que seja contra o aborto em todas as situações: em caso de perigo de vida para a mulher, em caso de malformação do feto ou em caso de violação, concordo que se possa decidir em relação à interrupção voluntária da gravidez. Tirando estas situações, ficam outras que podiam ser evitadas com o uso de preservativo e/ou da pílula.

A lei diz que uma mulher pode interromper a sua gravidez até às 10 semanas de gestação. Só que às 10 semanas, o feto já tem braços, pernas e os seus orgãos formados. Tem sangue, e nervos - ou seja, sente dor. E a mulher nunca descobre a sua gravidez na duas primeiras semanas, mas algum tempo depois, quando o embrião já se encontra em pleno desenvolvimento.

Se eu não como carne porque tenho pena dos animais, quem sou eu para decidir a vida e a morte de um pequeno ser humano que não tem qualquer meio de defesa?!

Isto são motivos éticos e morais. Eu sou contra, não o faria, mas também não ando a apontar o dedo às mulheres que o façam. A consciência de cada um dita a sua escolha, e a minha consciência não me permitiria cometer um acto como este. Mas não condeno quem o faça.

Mas existem também outros motivos, como económicos. A verdade é que uma mulher, sempre que decide interromper a sua gravidez de forma involuntária, independentemente dos seus motivos, custa dinheiro ao estado. Ocupa camas nos hospitais que podiam servir para salvar vidas - não para as tirar. Tem prioridade em relação a outras "maleitas". E ainda recebe subsídio de maternidade, tal e qual como se tivesse decidido ter a criança. Acho isto, no mínimo, absurdo.

É claro que há azares. Mas esses azares justificam a morte e a despesa ao estado como está actualmente estipulado neste país?!

8 comentários:

  1. Eu concordo com a lei, porque se as pessoas não são capazes de ter crianças é melhor não as ter, do que abandonar independentemente se é ético ou não. Mas sou da opinião que hoje em dia só tem filhos quem quer, apesar de saber que existem azares, mas esses azares evitam-se. Ah não é 10 semanas, para fazer o aborto é 9 semana e 4 dias, isto porque se disse 10 semana, pensam que é 10 semana e uns dias... Mas não, tem ser que ser antes de perfazer as 10 semanas :)

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  2. Eu sou contra a lei exactamente por haver forma de evitar a gravidez. E mesmo que sejam 9 semanas e 4 dias, os orgãos já estão formados, já é um pequeno ser. E sou contra a lei porque eu, como contribuinte, pago para que haja muita gente que por puro descuido, faz aborto, não uma, mas várias vezes - como já foi confirmada esta situação.

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  3. Eu sou totalmente de acordo com a lei por um simples facto, se a lei fosse contra as mulheres iam faze-lo na mesma clandestinamente e fazendo-o fora do ceio hospitalar põem a sua vida em risco, não acho que as pessoas devam usar isto como um método contraceptivo, acho que devem ter senso comum, mas cada situação é uma situação e nunca sabemos como é a vida de cada um para julgarmos. Eu nunca faria um aborto voluntário, seria totalmente incapaz disso, mas acho que é melhor a lei ser de acordo do que contra.

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  4. Daniela: lá está, eu também não o faria, mas apesar de ser contra, cada caso é um caso e não ando a apontar o dedo a ninguém. Cada um sabe de si. Mas acho que a lei devia ser ao menos revista: não concordo que tenham prioridade nos hospitais, não concordo que recebam subsídio de maternidade e acho que deviam era apostar na educação, na prevenção - ou seja, acho que o número de abortos por mulher devia ser limitado. Uma vez, pode ser azar, duas vezes acho que já é puro descuido.

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  5. EU sou a favor de ser livre abortar, pois acho que se a mulher não tem qualidades para criar um filho mais vale não o ter do que abandola-lo ou pior.. maltrata-lo.
    Agora, a mulher ter direito a suns de maternidade e afins, isso não concordo.
    A lei deveria ser .. pode abortar em ambiente hospitalar mas tudo o resto ser suportado por ela, desde medicamentos, dias de falta, etc.

    Os metedos contraceptivos não são 100% eficazes. Se não fosse legar abortar continuava a existir "abortos de vão de escada".
    Que nem sei se não continua a existir!

    Cpj

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  6. Anónimo: eu compreendo isso, mas há tanta gente a querer ter filhos e a não conseguir engravidar, dispostos a adoptarem, mais valia, em vez de abortar, dar a adopção. Eu sei que os métodos contraceptivos não são 100% seguros, mas será possível que uma mulher tenha assim tanto azar e ter de abortar mais do que uma vez porque o preservativo rompeu ou a pílula não funcionou?! É que ainda há pouco tempo se confirmou que há mulheres a abortarem várias vezes. Eu continuo a dizer, sou contra, não faria mas não condeno quem o faça. Mas devia ser limitado o número de vezes, porque também me sai do bolso sempre que alguém decide abortar.

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  7. A grande questão na lei do aborto é que o número de abortos não diminuiria se não houvesse esta lei. E assim é ainda mais uma vida que se põe em risco. Depois temos que ver que se já existe tanta miséria, seria ainda pior se nascessem tantas crianças sem o mínimo de condições. E provavelmente o estado acabaria por ter de apoiar de qq forma. E se calhar gastando muito mais dinheiro, pois cada vez há mais famílias carenciadas a receberem subsídios do estado.
    É claro que também é necessário que aumente a taxa de natalidade, mas que seja com as devidas condições e que provenha de pessoas que possam realmente contribuir para isso.
    Este é um tema muito controverso, e é claro que também percebo o teu ponto de vista, apesar de não concordar pois como em todas as grandes questões, às vezes o que parece ser a vertente mais humana e sensível, torna-se pior e mais desumana na prática..

    Beijinhos karina

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  8. Maryyyyyyyyyy!!!!!!!!!! Fofura! O que é feito de ti?

    Pois, eu compreendo o teu lado, mas sinceramente não concordo. Como já disse, e volto a dizer, até que compreendo que haja um azar. E até compreendo que seja melhor abortar do que nascer uma criança que não venha a ter qualquer atenção. Mas a verdade é que anda por aí muita mulher a abortar como forma de contraceptivo. E isso eu não concordo, e não tenho pena dessas mulheres. Ainda há pouco foi "denunciado" um caso de uma mulher que só este ano já abortou três vezes. E eu ando a pagar para essa senhora andar a f*rnicar sem qualquer preocupação.

    Por isso é que acho que a lei devia ser revista, e devia ser limitado o número de abortos por mulher. Mais do que o aborto em si, sou contra a lei como está, e sou contra a atitude de muitas mulheres, o deprezo que têm pela vida humana que podem estar a criar e logo a seguir, matar.

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Gambuzinem