segunda-feira, agosto 08, 2011

Casas-de-banho públicas

Não gosto de ir a casas-de-banho públicas. Considero o meu rabo demasiado precioso para se sentar nesses tronos repletos de micróbios. No entanto, como a bexiga é uma força da natureza muitas vezes tão pouco controlável, quando menos espero e quando menos quero, começo a ficar aflitinha e que remédio tenho em ter de ir com o rabinho entre as pernas a correr para a casa-de-banho mais próxima.

E na sexta-feira à noite lá tive que me dirigir ao Santo Graal das casas-de-banho públicas: as dos cinemas do centro comercial. Mal entrei, senti aquele cheiro tão pouco agradável, uma mistura entre embalagem de lixívia aberta, esquecida num canto por nunca ter sido usada e aquele cheiro vulgarmente conhecido como cheiro a puns. Já meio enojada, entro para o cubículo e começo a fazer o que faço sempre numa casa-de-banho pública: crio um colchãozinho de papel higiénico em cima da sanita, tirando sempre a primeira folha do papel para o lixo - eu sei lá quem já lá andou a mexer! E de seguida, ao invés de me sentar, fico apenas ligeiramente acocorada para poder efectuar o servicinho sem quaisquer problemas, apesar de sentir que as minhas pernas vão vacilar a qualquer momento - a posição não é, de todo, a mais confortável.

Azar dos azares, aquela primeira folha que eu deito para o lixo, era a última folha que havia.

Ok, vou tirar uns lenços da mala.

Mas só tenho um lenço.

Vou sair daqui e ponho-me no cubículo ao lado.

Mas eu acho que o cubículo ao lado está fora de serviço. E se o outro também não tem papel?

Oh god!

O pior dos pesadelos em termos bexigais está a acontecer! E agora?! Não conseguia aguentar o filme inteiro e ainda o caminho até casa para fazer um xixi rápido mas muito agoniante para a minha bexiga.

E, com aquele único lenço, armada em McGyver, dividi o lenço ao meio. O xixi, esse saiu envergonhado com toda a situação. Mas lá me safei.

Saí, lavei as mãos, tudo nice. Entro na sala de cinema, sento-me, abro a mala para tirar o telemóvel e pô-lo em silêncio quando me vem parar às mãos um pacote inteiro de lenços de papel.

Bonito.

13 comentários:

  1. Gostei do teu breve dilema de ir às casas-de-banho públicas. Eu ODEIO ir a casas de banho públicas mas infelizmente sou do tipo de pessoas que vou à casa de banho de 30 em 30 minutos -.-' e como tal vejo-me obrigada a fazer aquela posição fantástica e como tu descreves de nada confortável para fazer o tal servicinho. Mulher sofre, sofre muuuito!!!

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  2. Hahahaha a minha sorte é que do centro comercial aqui até têm bom aspecto e têm manutenção várias vezes ao dia... nunca me aconteceu essa situação... mas acho que ficava puta da vida LOL

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  3. Eu não é que goste muito de ir a casas de banho públicas mas lá tem de ser. Mas essa situação foi muito caricata (vista do lado de fora) porque nesse momento deves ter ficado fula.

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  4. D: lol pois, eu bebo imensa água por dia, por isso vou à casa-de-banho com regularidade. Mas sempre que consigo aguentar, aguento! :P

    Daniela: lol sim, fiquei um pouco :)

    Patrícia: no dia seguinte, contei o episódio a uma amiga, e só me ria a contar isto. Mas na altura não achei muita piada, não senhora! :P

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  5. Eu compreendo que na altura não tenha tido piada, mas.... LOL fizeste-me rir.
    E rir é bem difícil agora... Obrigada pelo momento**

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  6. Diverti-me imenso a ler este post. Está tão familiar a tantas de nós... Adorei:)
    beijinhos

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  7. Ana FVP: eheheh

    Imagina...: ora, de nada! :D

    Tsuri: obrigada! é que para os homens é fácil, é prático... agora para as mulheres, ir a uma casa-de-banho pública é, por norma, um suplício lolol

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  8. O meu pior pesadelo são as casas de banho dos aviões!! Um terror mesmo! E não é por medo que o avião caia quando estou na casa de banho é mesmo acertar na sanita e evitar sujar-me toda! Uma tragédia grega!

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  9. Ri-me imenso. Está super divertido.
    Obrigado.

    Um beijinho

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Gambuzinem