Ía eu no autocarro quando oiço duas jovens com os seus 15 anos a conversarem:
- Sabes, vi no Youtube um vídeo da Cátia, da Casa dos Segredos... tão burra!
- O que é que ela disse?
- Opah, tipo, sabes, veio a voz e perguntou-lhe se ela sabia algum país dos Estados... 'pera... da... sim sim, dos Estados Unidos!
- E o que é que ela respondeu?
- Opah... disse África!
- Duhhhhh, África é um continente. Não pode estar dentro dos Estados Unidos, que é outro continente!
Afinal há muita Cátiazinha por aí...
entrar na loja, ver ao longe aquele par de botinhas que se viu online e que tanto se comentou "ai que lindas, ai que maravilhosas", chegar perto delas e torcer o nariz. Pior, ainda assim, experimentá-las e pensar "mas c'a raio... são horríveis!".
Mal começam a cair as primeiras chuvas, parece que toda a gente fica possuída por algum espírito maléfico da condução. Se já é "normal" ver-se com cada manobra mais escabrosa em dias de sol e com o pavimento seco, agora que está tudo molhado e a visibilidade é menor, é ainda pior. Grandes velocidades, ultrapassagens desvairadas, distâncias suficientemente grandes para caber um tomate cherry entre dois carros, pessoas a atirarem-se para as passadeiras sem verem se vêm carros... Uma beleza.
Ainda hoje, a caminho do trabalho, um chico-esperto lembrou-se de se enfiar à nossa frente por um buraquinho ínfimo, sem fazer "pisca" e sem sequer pensar que, àquela distância, se fosse necessário travar não teria espaço nem tempo para tal.
Contínuo sem entender como é que temos tanta falta de civismo nas estradas portuguesas. Por muito que digam "não andem depressa, são as primeiras chuvas, as estradas são manteigas", as pessoas teimam em continuar com estes comportamentos psicopáticos a conduzir. Não custa assim tanto ser-se prudente.
agora que o Outono se lembrou de nos presentear com a sua graça, começa a temporada do cheiro a naftalina.
Disse-me o gambuzino, sobre as músicas que ando a ouvir. A verdade é que em termos musicais, nunca fugi muito deste registo dark, mais rocker, mais pesado. Mas, pensando bem, ando mesmo numa fase dark. Ando chateada. Aborrecida. Revoltada.
Ando assim porque vejo um país a afundar-se à minha frente sem as garantias de que, mesmo depois de tanto sacrifício e corte, volte ao sítio. E isto é difícil: eu, tal como uma boa parte da população portuguesa, não sou responsável, directa e indirectamente pela crise - quando digo indirectamente é porque nunca votei naquele "senhor"-cujo-nome-não-deve-ser-pronunciado. Obviamente que a culpa não é exclusiva dele, mas foi quem acabou por dar o pontapé final.
A juntar a isto, há certas e determinadas pessoas que eu tenho de aturar que só mereciam era que lhes cortassem os pulsos com folhas de papel. Pessoas sem educação, que pensam que têm sempre razão, que têm o rei na barriga, sem escrúpulos. Pessoas para as quais eu não tenho a mínima paciência. Gentinha ignóbil, deprezível.
É... ando dark...
um corte de papel no dedo. Mesmo na dobra. Tão bom!
Lembram-se deste post? A Catarina leu-o e desafiou-me a mostrar o que eu costumo trazer dentro da mala. Então aqui vai!
- Livro que estou de momento a ler
- Carteira
- Porta-moedas
- Pequeno moleskine
- Estojo com lapiseira, caneta e pen
- Caixa de óculos de ver
- Caixa de óculos de sol
- 2 telemóveis
- Pastilhas elásticas
- 2 papéis de cheiro, da Perfumes&Companhia que andavam perdidos dentro da mala
- 1 bilhete de autocarro da Carris
- 1 bolsa com o ipod, phones, pecinha da nike que liga ao ipod quando vou correr e o inalador
- creme para as mãos
- chaves
- lenços
- caixa para pôr o aparelho dentário de contenção
Ainda tenho numa gaveta no trabalho outras duas bolsas - uma com escova e pasta de dentes, fio dentário, escovilhão, etc etc - e outra com outras coisas (material feminino).
That's all folks!
Não gosto do frio e não há nada a fazer em relação a isso. Dizem - as más línguas - que é bom ficar em casa, a beber cházinho, a ver televisão, comer bolachinhas húngaras - por acaso até já marchavam - à frente da lareira (que no meu caso não existe). Mas eu não gosto nada disso. Gostar, até gosto, mas é de forma isolada e quando eu quero, não só porque está frio e chuva e vento e o melhor é ficar em casa para ninguém se constipar.
Para além de ser uma pessoa muito mais infeliz e depressiva com mau tempo, um dos motivos deste meu ódio de estimação é o facto de eu ser friorenta. Não, friorenta não. Muito friorenta, terrivelmente friorenta. Um cubo de gelo. Sou daquelas pessoas que gosta do tempo quente e que na praia, quando surge aquela brisa fresca que agrada toda gente, insurge-se e diz "Opah, está frio!".
Com isto tudo, quem acaba por sofrer mais são os meus pés - pés frios, coração quente! Em pleno inverno, não aguentam vivos se não tiverem bem agasalhados, que é como quem diz, 2 a 3 pares de meias calçadas. Por cima de collants. E com botas quentinhas. E mesmo assim não é garantido que isto funcione - semelhante ao Orçamento de Estado deste ano.
Mas acredito piamente que com estes botins venha a gostar um pouco mais do frio. Pelo menos não custa anda tentar... e o meu aniversário está quase a chegar...
paciência. Muita paciência.
ou politiquices.
Eu compreendo que muitos cortes tenham de ser feitos. Somos um país pobre e ponto final. Temos tendência a pensar que o dinheiro cai do céu, e que nasce como a erva daninha, em qualquer lado. Mas infelizmente não é assim. Se há uns tempos se gastou aquilo que se tinha e aquilo que não se tinha, agora é preciso poupar o que se tem e o que não se tem.
Claro que é injusto retirarem os subsídios de natal e de férias, há muita gente a "depender" desses subsídios para pagar contas extras e não só. Independentemente disso, é injusto retirarem algo que nos pertence e para o qual trabalhámos. Mas vá, compreendo que tenham de ir buscar dinheiro a algum lado de forma a não nos afogarmos ainda mais.
Sobre aquela meia-hora de trabalho por dia: não é nada que já não esteja habituada e creio que qualquer pessoal minimamente profissional que goste de ver o seu trabalho bem feito, não se vá embora só porque chegou a hora de ir para casa. O facto de ser imposto é que já é outra história. Era como os livros que tinha de ler na escola: se fosse eu a escolhê-los, li-os de bom agrado, mas se fossem de leitura obrigatória, já o fazia contrariada - mesmo que mais tarde viesse a gostar do livro. Dizem a meia-hora imposta é para se produzir mais, mas eu cá acho que vai ser só para criar mais ronha no local de trabalho.
Isto só agora é que começou, meus amigos. Agora é que vamos realmente conhecer a crise. Mas eu até acredito que por vezes, de forma a se poder dar dois passos em frente, seja necessário dar, primeiro, um passo atrás.
Agora, de forma a isto resultar, não nos podem vir pedir só sacríficios. Eu faço-os, que remédio tenho eu. Mas também tenho de ter algum incentivo, alguma motivação. Neste momento, dizerem que isto é para nos tirar da crise não chega, até porque não se sabe se será o suficiente. Sem sequer falar na redução de deputados no parlamento, no corte de, não só nas regalias, mas igualmente do número de administradores públicos, no corte de subsídios de inserções sociais e afins, etc, etc, etc, uma grande motivação para mim seria ver as pessoas culpadas pelo país ter chegado a este ponto punidas com prisão - como fizeram na Islândia. É claro que não iria resolver a crise em si, mas pelo menos era feita alguma justiça.
Já agora, não queria deixar de falar das manifestações que têm havido. Concordo que se façam manifestações, para perceberem que as pessoas não estão a dormir, que as pessoas passam dificuldades, fome, frio. Acho bem que façam manifestações para que vejam bem a quem estão a pedir sacrifícios. Mas acho totalmente vergonhoso que se façam manifestações violentas como vieram a acontecer em várias cidades do mundo durante o fim-de-semana. É perder toda a razão que se possa ter, é descer ao nível das pessoas culpadas pela crise.
Já posso revelar o que hoje aconteceu.
Txuuuuuuuruuuuuuuuuuuuuuuuu - Rufar dos tambores - txuruuuuuuuuuuuuuuuuuuu
Após dois (longos, longos, longos) anos, tirei o aparelho dos dentes!
Txarannnnnnn!
Adeus subsídios, adeusssssssssssss!
Todos os dias era sempre a mesma coisa. Tinha que me levantar para ir para as aulas, mas o sono era rei e senhor da minha condição matinal. Todos os dias fazia uma fita para me levantar da cama. "Não quero, tenho sono, vou dormir só mais um minuto!". Nunca cheguei atrasada às aulas, mas era porque, no minuto em que punha os pés fora da cama, desatava numa correria.
Desses três, vou ser madrinha de dois deles (sim, dois, é o que dá ser uma pessoa encantadora ahahahah). Como vai haver pouca gente em comum nesses três casamentos, e visto que a vida está cara, pretendo usar o mesmo vestido para as três ocasiões. Ontem vi este modelo e fiquei apaixonadíssima por ele.
Digno de uma madrinha! Óh se é! Pena ainda faltar um pouco, senão encomendava-o já imediatamente.
Asos
Óh santíssima ignorância... Isto é tão, mas tão triste...
compro uma coisinha destas
Brutalmente superior que a versão original - para mim, é claro.
Quando era miúda não perdia um único episódio dos Jogos sem Fronteiras. Mal acabava de jantar, agarrava-me à televisão à espera que começasse esse mítico programa televisivo apresentado por Eládio Clímaco. Aquilo é que era diversão para a família inteira! Lá em casa, toda a gente passava os serões de verão a torcer pela equipa portuguesa, a rir com a quedas, com os trambolhões, com as cambalhotas, com as idas à água. E sempre que os portugueses ganhavam, ficavamos muito orgulhosos pela prestação nacional!
Este fim-de-semana descobri um programa idêntico ao Jogos sem Fronteiras, mas bastante mais violento: Total Wipeout. Os concorrentes têm de ultrapassar uma série de obstáculos, e estão sempre a ir parar a água, parecendo autênticas personagens de desenhos animados. Mas já nem é por equipas, são participações individuais. No entanto, até que tem alguma piada. Nada a ver com a alegria que era passar o Verão a ver os JsF, mas sempre dá para lançar algumas gargalhadas.
Scones quentinhos, com manteiga e doce de pêssego ou de abóbora. E um cappucino. Com as amigas, numa esplanada a aproveitar os últimos dias de sol - dizem.
Sabia que nem ginjas!
Tive de telefonar à Segurança Social para efectuar umas quantas questões, numa tentativa desesperada de evitar ter de enfrentar a Loja do Cidadão ao sábado logo pela manhãzinha - e todas as consequências que isso acarreta como, por exemplo, o mau cheiro de dezenas de cidadãos que insistem em não fazer chap-chapzinho.
E não é que a minha alma ficou parva com a eficácia deste serviço telefónico da Segurança Social?! Há logo uma triagem inicial para sermos reencaminhados para o assunto a tratar. Mal premi a tecla necessária, fui logo atendida por uma senhora de voz cândida, que se identificou imediatamente e rematou com um "em que posso ajudar?!".
Coloquei todas as minhas questões e mais algumas que foram surgindo. Respondeu a todas, ainda fez uma sugestão e no final acabou com um "Disponha sempre!" muito simpático.
Sim senhora! Gostei!
A Sofia Carvalho do O Meu Eu Laranja ofereceu-me este selinho. Muito obrigada! Se ainda não conhecem este blog, recomendo vivamente! Ide, ide ver!
- Postar o selinho e o blog de quem indicou
- Postar a TAG e responder
- Indicar dez outros blogs e avisar ( serão os mesmos que vão receber a Tag)
Um escape. Onde escrevo o que me vai na alma, o que eu penso das coisas, das idiotices que passam pela minha cabeça.
Isabel Lima - Sim, sou esquerdina!
Ana - Emotional Algebra
Ana - Agora a Sério
S' - .:Queen of my own kingdom
Pretty in Pink
Imagina... - Imagina que...
1. As cuecas estão caríssimas. Não fosse eu gostar tanto de andar "limpa e segura", começava a cortar nas cuecas.
2. Queroooooooooooo
Da Geox.
P.S.: falta um mês para o meu aniversário.... só a dizer...
O meu cabelo está a atravessar uma fase menos boa da sua vida. Aquela fase em que anda à procura de se definir, numa incessante busca espiritual do seu eu. "Serei curto? Serei médio?", questiona-se ele.
Há dias melhores em que se sente bem. Vê-se ao espelho e gosta do que vê. Sente um amor-próprio infindável e o seu ego é do tamanho do mundo. Mas depois há outros dias menos bons em que o seu ego é do tamanho de um caroço de uma uva, partido ao meio e trincado por uma ratazana de esgoto. Nesses dias não se consegue ver ao espelho, a dor é demasiado insuportável. Nesses dias, só lhe apetece pegar numa tesourinha e dar um fim à sua vida enquanto ainda resta alguma dignidade.
Nos dias assim-assim, ele tem a noção de que é preciso ter paciência e não toma decisões precipitadas. Mas nos dias não, decide não considerar todas as opções, todos os prós e contras e vai a correr ao cabeleireiro onde o inevitável acontece: o corte. Mas não faz mal, ele não tem medo de mudanças, antes pelo contrário. Sabendo que se farta facilmente de estar sempre igual, prefere arriscar do que passar uma vida sempre com o mesmo corte, feitio e cor. O problema surge passadas umas semanas em que o cabelo deixa de ter aquele corte gracioso saído do cabeleireiro e começa a ficar incerto. Aí é que costumam surgir, outra vez, todas as dúvidas existenciais.
O meu cabelo está nessa fase, em que não sabe o que fazer. Deixa-se estar dando apenas um corte às pontas, ou voltar a fazer um corte daqueles mirabulásticos?!
Não! Grito-lhe eu! Tens de ser forte! Aguenta-te à bomboca! Cortas as pontinhas e vais crescer, forte e saudável.
Ahhh, mas a vontadinha de fazer um corte radical é mais que muita!
Um visionário que revolucionou o mundo tecnológico. Como designer, muito obrigada pelo espólio que deixaste no mundo do design.
RIP
Sinceramente nunca achei piadinha nenhuma ao Dia Mundial disto, Dia Mundial daquilo, Dia Internacional d'acoloutro. Todos os dias são dias do Pai, da Mãe, dos Avós, da Criança. E o dia do Animal também deveria ser todos os santos dias. Porque por muito triste que seja, há pais que abandonam filhos, filhos que abandonam pais, avós esquecidos em lares e hospitais. Mas um bichinho de estimação - principalmente cães e até gatos - não abandona o seu dono. Está lá sempre, para o que der e vier.
E não é só não abandonar, é tratar bem. Dar carinho. Dar atenção. Se são uma prisão?! São. Se dão dores de cabeça? Sim, por vezes também dão. Mas são o melhor amigo que alguém pode ter, e o mínimo que podemos fazer por eles é dando amor todos os dias do ano sem excepção.
depois de:
- compras;
- jantarada com os amigos;
- saída com os amigos;
- praia o dia todo de domingo em que a água estava mais quente que em qualquer outro dia a que eu fui este verão:
preciso de mais um fim-de-semana para descansar.
































