As últimas horas deste ano vão ser passadas em casa dos pais, com a família, com muita comida, com muitos doces, com muita alegria. E as primeiras horas de 2012 vão ser com os amigos. Porque é assim que sou feliz, com a família e com os amigos por perto, por isso não consigo arranjar melhor programa que passar o fim de um ano e o início de outro com aqueles que mais amo.
FÉRIAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Mas peço, encarecidamente, que alguém explique aos senhores Doutores que decidiram aumentar o IVA dos produtos alimentares de 6% para 23% que o Tofu não é uma sobremesa láctea. O Tofu é, para quem não come carne, um dos seus substitutos.
Mas ler uma entrevista numa certa revista com aquela menina que foi colega de faculdade, que era a lambe-botas professional do sítio, mete-me um pouco de nojo. Esqueceram-se, no entanto, de explicar que ela consegue avançar tão depressa na carreira porque os papás são figuras importantíssimas cheias de conhecimentos, e que por muito mau que fosse o seu trabalhinho, o seu parlapiê abrangia níveis incríveis de genialidade, quase convencendo um cego que consegue ver.
Mas se calhar sou eu que sou burra, talvez devesse ter dado mais graxa e trabalhado menos. Porque a vida é mesmo dos (chicos) espertos.
Gosto muito dos saldos. Pena não ter paciência para andar a vasculhar as feiras que se tornam as lojas nestas épocas. Ou vejo logo alguma coisa que me agrada, ou vou à procura de algo em concreto, ou entro, dou meia volta e saio.
Mesmo que insista em tentar encontrar alguma coisa, há sempre meia dúzia de mãos a quererem agarrar a mesma coisa, outra dúzia de mãos a mexer e remexer nas pilhas de roupa de forma a transformar essas mesmas pilhas em Everests de trapos, e nunca menos de duas dúzias de cotovelos prontos a efectuar autênticos golpes de Karaté, sem qualquer pingo de misericórdia.
Ou seja, durante a época de saldos, para além de feiras, as lojas tornam-se em verdadeiros ringues de luta-livre, em que todos lutam pelo Cinturão Melhor Comprador.
É o salve-se quem puder.
"Não te lembras?! Andas a comer muito queijo!"
Cá para mim isto foi algo inventado por alguma fábrica de fiambres.
Se por um lado eu tenho uma memória praticamente fotográfica e era capaz de me alimentar só de queijo, por outro lado conheço pessoas que só de ouvirem a palavra queijo ficam enjoadas e tem uma memória idêntica a um peixinho dourado.
É, acho que é um complô das fábricas de fiambres aos queijos.
Andava já há uns dias a ver se descobria uma música que costuma dar num anúncio do canal TLC. Bem podia procurar no Google, que aparecia tudo e mais alguma coisa menos aquilo que queria.
Ontem à noite estava eu na cozinha quando começou a dar o dito anúncio. Parei de fazer o quer que estivesse a fazer, aumentei o volume. "Eu conheço esta voz... eu conheço esta voz!".
Há pouco lembrei-me de confirmar se seria mesmo o que eu estava a pensar. Na mouche!
para a próxima semana estás de férias, Karina. Lembra-te disso. É só mais esta semana.
Inspira, expira... inspira, expira... conta até dez...
Ofereço uma dor de cabeça brutal, com direito a pontadas na testa, olhos e nariz.
Os custos de envio ficam a meu encargo. Digam lá se não é um giveaway imperdível!
Tenho um abastecimento avultado de chocolates que deve dar para um ano. Mas estão "escondidos", para não me perder em tentações.
E o vosso Natal foi bom?!
Muito obrigada a todos pelas mensagens ***
Eu e tu. Tu e eu... mas chegou a hora de partires. Não sei como vai ser a minha vida sem ti, que tanto jeito me deste. Ainda por cima foi tão repentino. Estava eu a pôr dentro de ti as batatas doces cortadas em cubos com oregãos, azeite e alho quando puff... foste à vida. Ainda pensei que fosse alguma macacoazita, mas não. Morreste, deixando-me desamparada. E as batatas lá tiveram de ir para o forno grande, que gasta muito mais electricidade.
Adeus, adeus querido mini-forno eléctrico!
Desejo a todos um Feliz Natal, cheio de amor, paz e saúde. E aproveitar agora para comer aqueles docinhos maravilhosos (já me estou a babar só de pensar nos coscorões maravilhosos que a minha mãe faz).
Um beijo enorme ***
Um dia, David Nicholls.
Confesso que antes de o comprar andei uns meses a hesitar, se o compraria ou não. Não sei porquê, achava sempre que seria mais alguma historia à Nicholas Sparks - não que tenha alguma coisa contra o Nico, até já li uns quantos livros dele, mas não são o meu tipo de leitura preferida. Até que um dia, após uma pessoa conhecida ter falado tão bem do dito cujo, ganhei coragem e fui à Fnac direitinha ao livro e lá o adquiri.
E li-o de rajada. É bom, tão bom. Daqueles livros que, num momento ora ria às gargalhadas ora, no momento seguinte, dava por mim a abanar a cabeça como forma de concordância, como se o que tivesse acabado de ler fosse a absoluta das verdades. Tem partes leves, partes mais pesadas, e um fim inesperado.
Bom bom bom!
Se há coisa que me tira do sério é que me interrompam quando estou a falar.
Uma coisa é quando estão várias pessoas a participar numa conversa. Há sempre interrupções porque alguém não concorda com algo, outro acha bem, aquele diz que sim, este diz que não ou assim-assim. Nestas situações, é perfeitamente normal.
Outra coisa é quando, por exemplo, estou a ter uma conversa com uma outra pessoa e de repente, do nada, surge uma terceira voz que se está absolutamente a marimbar se está a interromper ou não. O chamado, chegou, viu e venceu, também conhecido por arrogante-mal-educado-inoportuno.
Mas eu, torta como sou, continuo a falar, nuns decibéis mais altos. Fecho ligeiramente os olhos, com tendência para fechar mais um que o outro, para ficar com um olhar sério, frio, fulminante. Franzo a testa, para mostrar que não estou contente com a situação. O meu tom de voz torna-se numa espada afiada capaz de cortar sombras de crocodilo. Todo o meu corpo grita: "MAS QUÉ ESTA MERDA?! A INTERROMPER-ME?!". E, muito educadamente, após todo este processo, faço um ar cândido, como se não tivesse acontecido nada.
Terá uma supresa - para não dizer que não avisei - desagradável. Qualquer coisa que poderá envolver tortura medieval com práticas musicais utilizadas em Guantánamo.
Os meus pés assemelham-se a um rissol congelado esquecido há 3 anos numa arca frigorífica, e isto tudo com o ar condicionado ligado nos 30ºC - temperatura essa longe de ser atingida, diga-se. Imagino se estivesse desligado.
"Vais ter uma surpresa!". Não é que não goste de surpresas, mas vejamos os factos:
1. - Uma surpresa é um acontecimento inesperado. A partir do momento em que se diz que algo inesperado vai acontecer, perde imediatamente esse mesmo estatuto, visto que
2. - se for como eu, fica logo com os sentidos em alerta à caça de sinais que tentem descobrir qual será a dita surpresa;
3. - Pior, não me calo até descobrir qual será a tal surpresa. E, por norma, ou adivinho, ou canso tanto a pessoa que esta acaba por me revelar a verdade.
4. - Ao revelar a surpresa, deixa de o ser, ou seja,
5. - deixa de ter piada.
Portanto, se é para se fazer uma surpresa, que assim seja até ao final. Contar as coisas às mijinhas é irritante.
professora de Educação Física.
Faz-se desporto - o que é saudável -, está-se sempre em forma e ainda por cima é-se pago por isso. Só preciso é de gostar realmente de fazer exercício físico... mas tirando isso, parece-me genial!
Estava eu a jantar com as minhas queridas C. e I., quando um miúdo com os seus três, quatro anos, se aproxima da nossa mesa, e agarra-a com uma das mãos. A mãe, que estava sentada umas mesas à frente chama por ele "Vem cá, vem cá!".
Ao que o puto, ainda agarrado à nossa mesa, vira-se para a mãe e grita com toda a pujança: "MÃE! QUERO CÓCÓ!".
E pronto. Foi risota até me doerem as bochechas.
Ouvir um tipo todo chungoso, daqueles que gosta de sacudir as mãos para falar e inclinar a cabeça para trás para o seu boné criar aquela sombra misteriosa, com uma voz super analasada, a dizer "ÉS BONITA PÁ!", enquanto subo a correr as escadas rolantes.
Opah, amigo, dá para ver que és montes de bués romântico, mas não é numas escadas rolantes que vais encontrar a mulher dos teus sonhos.
Conhecemo-nos na secundária e somos amigas desde o primeiro dia. As melhores. Temos crescido juntas, temos aprendido juntas, temos ensinado muita coisa uma à outra.
Depois de uma infiltração vinda da casa-de-banho do vizinho, e depois do perito da sua seguradora querer-nos ingrupir que as nossas paredes tinham a tinta a saltar e o soalho a ficar preto por mil e uma coisas que poderiam não ser da casa-de-banho do vizinho, e após lá se verificar que o problema vinha da falta de silicone à volta da sua banheira, as paredes estão a ser pintadas e o chão a ser trocado.
O que nunca me passou pela cabeça foi que, tendo tão pouca coisa nos corredores - uma consola com um candeeiro, uma taça para as chaves e uma coisa muito gira para guardarmos as cartas, um cabide de parede com alguns casacos, uma sapateira, e algumas molduras - fosse o suficiente para deixar a casa completamente virada do avesso.
E ver as coisas fora do sítio deixa-me completamente neurótica. Neurótica!
Segundo o seu primeiro-ministro, Peter Kent, este protocolo é coisa do passado.
A mim parece-me que a massa cinzenta deste senhor é tão poluída quanto um esgoto de cidade. Coisa para nos deixar o futuro um pouco pior que o nosso presente.
Há uns dias atrás estivemos a falar aqui no estaminé sobre disquetes, cassetes e do tempo em que uma pen de 256mb custava 40€. E, no decorrer da nossa conversa nostálgica, lembrei-me do famoso Spectrum.
O meu irmão tinha um, que até dava para pôr cassetes. Era o máximo. Ainda me lembro do grrrrrrrrrrrrrrr grrrrrrrrrrr xiiiiiiiiiii shuuuuuuuuuuu txiiiiiiiiiiiiiiiii djiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii que fazia ao carregar o jogo e que demorava uma eternidade, mas eu tinha o tempo todo do mundo para esperar. Já hoje em dia, quando o Photoshop demora 3 minutos a gravar um documento mais pesado, já não sei o que fazer, o dia já fica estragado, óh meu deus que assim não dá, óh virgem que isto tem que ser feito agora imediatamente para ontem e o idiota do estupido do anormal do photoshop não se mexe.
Mas naquele tempo em que era criança, conseguíamos fazer tudo. Estudávamos, brincávamos, comíamos com calma, dormíamos, crescíamos com tempo. O dia parecia ter 36 horas, e havia sempre tempo para mais qualquer coisa.
Ah que saudadinhas desse tempo!
De certeza que todos os bolos, com a quantidade de madeira, plásticos e afins que têm para servir de estrutura, devem vir com um livro de instruções para se saber o que é ou não comestível. Sim, porque pelos vistos, apenas 70% do bolo tem de ser comestível (e eu a jurar que teria de ser 100%).
Estou a imaginar o livro de instruções: pegue na faca, conte 10 degraus para cima. Nesse andar, vai encontrar uma rosa no centro e uma margarida à sua direita. Posicone a sua mão com a faca no meio daquelas duas. Rode a faca 10º no sentido dos ponteiros do relógio, 2cm para cima, e pode fazer um corte, com 4 cm de largura e 3cm de profundidade.
Se não seguir estes passos à risca, poderá ingerir pedacinhos de contraplacado e pregos.
Bom apetite.
Eu para o Gambuzino: Quero ir ver aquele filme... Um Método Perigoso.
Gambuzino: Qual?
Eu: Um Método Perigoso. Sobre o Freud e o Jung.
Gambuzino: Não sei qual é...
Eu: mas nós vimos o trailer, na semana passada...
Gambuzino: pois... mas não sei.
Eu: aquele filme da moça que gosta de levar tau-tau!
Gambuzino: AH! Já sei. Sim, vamos ver!
Não é bem o meu projecto de vida. São mais dois grandes sonhos.
E estão no Emotional Algebra, da nossa querida Ana.
Obrigada Ana***
vá, apesar do teu ar inicialmente a dar para o apático, foi um prazer! Principalmente pela recta final, que foi de arromba!
Sim, é já hoje!
Bom feriado a todos*
Não sei onde meti o meu baton do cieiro. Logo hoje que a minha boca mais parece um bacalhau seco.
E um dos advogados chama-se, muito convenientemente, Brochado Teixeira.
Ontem à noite, no What not to wear, a "vítima" era uma jovem com 26 que já tinha feito uma operação de redução de peito. Aos 18 anos, usava o Triplo E.
Ou seja, só o mamilo dela devia ser do tamanho da minha maminha...
Obviamente que estou a generalizar. Mas durante os 5 anos de curso, vi muita gente assim, que quer ter aquela aparência de "eu não quero saber", que acha tudo "demasiado comercial", que só os que têm uma mente conceptual e abstracta e que leram tudo o que havia para ler de Nietzsche, é que são fixes.
Estava aterrorizada. Não sabia se iria sair alguma coisa minimamente comestível. É um soufflé, convém ter aquela textura suave, como se estivessemos a saborear nuvens brancas fofinhas. E a verdade é que deitei fora a primeira mistura (por estupidez minha, mesmo).
Mas a segunda mistura ficou maravilhosa. Fiz tudo certinho como vinha na receita - conceito estranho para mim, que nunca consigo seguir uma receita à risca, tenho sempre de dar o meu toque. Da próxima vez que fizer - sim, porque ficou tão bom, que vou ter de fazer mais vezes - já dou o meu toque.
Aqui ficam as fotos.
Como grande fãs da cozinha indiana que somos, hoje o almoço foi num restaurante Indiano, em Carcavelos. Foi a primeira vez que lá fomos, mas fiquei com a vaga ideia que vamos lá voltar muitas mais vezes. É um restaurante pequeno, mas muito giro. Com uma decoração tipicamente indiana, mas sóbria, ao entrarmos notamos logo naquele cheiro maravilhoso a caril. Os empregados de mesa são bastante simpáticos, e a comida é simplesmente maravilhosa. Adorámos tudo!





















