segunda-feira, maio 14, 2012

Ao senhor da Livraria Bertrand, do Cascaishopping, que me atendeu no sábado à tarde:

Peço muita desculpa por ter interrompido a conversa que estava a ter com o seu colega. Eu bem que tentei encontrar o livro que andava à procura sem ter de pedir ajuda, mas não consegui. Como tal vi-me obrigada a ter de pedir ajuda a algum funcionário da loja e como eram os únicos que ali se encontravam, não vi outra alternativa.

Sinto-me muito mal e envergonhada por ter feito tal acto. Peço imensas desculpas. Não volta a acontecer, sim? Mas podia ao menos fingir que não estava a fazer um frete e podia ter posto o sorrisinho mais amarelo que conseguisse enquanto me atendia. Mas pronto, a parva sou eu por pensar que os funcionários de uma livraria estão lá para ajudar e atender os clientes.

Atenciosamente,
Karina sem acento.

9 comentários:

  1. Isso é tão chato --' eu contra mim falo que sei que nem sempre estou com o melhor dos sorrisos a atender (há dias melhores e dias piores) mas tento porque sei que os clientes não têm culpa xD

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  2. É por essas e por outras que gosto mais de ir à outra loja que que começa e F e acaba em C...
    Pelo menos quando preciso de ajuda eles atendem sem fazer cara de frete...

    Nessa mesma Bertrand também já tive essa experiência e jurei que nunca mais lá punha os pés...

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  3. Isso irrita-me tanto! Acho bem que eles conversem e tal, mas também acho muito bem que eles se lembrem o motivo de estarem fechados naquelas quatro paredes, no meio de tanto livro! Opa, é o que dá as pessoas trabalharem no que não gostam! :/

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  4. Numa loja de electrónica num centro comercial dos grandes a ser atendido por um empregado com a mania de engraçado:
    - Eu: Boa tarde, eu queria [já não me lembro de o quê].
    - Empregado engraçadinho: Ai queria, mas então já não quer?
    - Pois, é verdade, tem toda a razão. Já não quero. Passe muito bem e muito boa tarde.

    Viva a concorrência!

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  5. Exacto. Para servir ao publico temos mesmo de gostar, caso contrário não adianta nem tentar.

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  6. tb ja me aconteceu tts vezes situações dessas, e acho tao mau, tao triste, e ha tt gente que quer trabalhar :(

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  7. Ana João: era bom que todos pensassem como tu. É claro que todos têm direito a ter maus dias, mas acho importante ser-se bem educado - pelo menos - quando se atende ao público. Beijinhos*

    Timido: lol, poissssssssss... mas é que eu já lá tinha ido, à tal loja começada por F e acabada em c, mas tb nao tinham o livro... buá!

    Ervilha: opah, mas devias ver as trombas dele. Mesmo amuado por eu ter interrompido a converseta... incrivel!

    Rui: és mesmo Craveiro!... digo isto porque já fiz exactamente o mesmo, mas num café onde pedi uma garrafa de água lololol

    Ana: ora, nem mais!

    Anita: podes crer!

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  8. Querida, Karina sem acento...por onde começar...pelo príncipio, talvez.
    Toda a gente tem direito a maus dias. Calculo que a Karina também os tenha. Todos temos. Todos temos direito a isso. Com certeza a Karina dirigiu-se aos funcionários com sorriso e boa educação. Aposto até que disse "Boa Tarde" com um sorriso. Lembra-se? ...Provavelmente não.
    Falar de cor é o mais fácil.
    É fácil apontar o dedo. Sempre. Lembre-se do pormenor de que quando aponta um dedo aos outros, três estão virados para si. Faça esse exercício. Talvez consiga perceber melhor a dinâmica do que lhe estou a dizer. Não leve a peito o que lhe escrevo, até porque não merece sequer a pena. Pena tenho eu do tempo de antena que as pessoas dão a este tipo de coisas...e que não se lembrem do outro lado da questão.
    Neste momento a Karina talvez se interrogue o porquê da minha intervenção. Trabalho no atendimento ao público e dou formação nessa área. Formação de sucesso, posso garantir-lhe. Infelizmente os clientes não têm acesso à mesma formação. Esse sim, é o verdadeiro problema que talvez, e desta forma, a Karina pode agora dedicar-se a reflectir um pouco. Lembre-se que há sempre o outro lado da moeda.

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  9. Anónimo: caro anónimo, é óbvio que todos têm direito a maus dias. E eu bem sei que atender ao público não é fácil e que se deve apanhar muita gente mal educada. Mas se há coisa de que me orgulho é de ser bem educada. Posso nem sempre responder com um sorriso na cara, mas tenho sempre um bom dia/noite o quer que seja para dar, agradeço sempre que é necessário e peço desculpa quando necessário. Por isso, se é por aí, não há motivo em serem mal-educados comigo. Além do mais, o funcionário em questão estava muito entretido a falar com o colega e ficou logo de trombas quando eu pedi ajuda. Por isso, é verdade que há muitos clientes sem formação, mas posso dizer-lhe que também há muito funcionário mal educado, arrogante e que não devia estar ao atendimento ao público.

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Gambuzinem