quinta-feira, setembro 20, 2012

Entre o querer e o poder

Eu sempre tive uma ideia geral daquilo que queria seguir. Tirando uma fase em que dizia que ser médica era fixe (porque estava na moda a série Serviço de Urgência e pensava que havia um Dr. George Clooney em todos os hospitais), sempre soube que era iria seguir alguma coisa relacionada com Artes. Com quatro anos, dividia o meu precioso tempo livre (ou seja, entre dormir, banhos e comer) a fazer novas roupas para as minhas bonecas com o que eu tivesse mais à mão (tecidos, papel higiénico, fita-cola, papel de prata, etc) com as minhas pinturas e, já nessa altura, dizia a todos que ia ser pintora quando crescesse. Mas como depois vim descobrir que grande parte das pessoas que segue Pintura acaba por ir dar aulas e eu que mesmo em criança já não gostava muito de aturar outras crianças, descobri uma coisa chamada Arquitectura e que também tinha a ver com desenho. Ou então desenhadora da Disney, ainda estava um pouco indecisa, mas tinha tempo para decidir.

E assim foi até ao 10º ano - tirando, lá está, aquela fase 1 ano antes que eu achava que iria ficar bem com o estetoscópio ao pescoço. No 10º ano deparei-me com o mundo fantástico do design. Aquilo supostamente misturava algumas teorias mais científicas com a parte criativa. Era perfeito para mim. E uma das suas vertentes era animação... Afinal Arquitectura não era bem bem bem para mim.

Apesar destas indecisões, nunca tive dúvidas que iria seguir artes - de tal maneira que poupei uns trocos aos meus pais quando disse que não queria nem precisava de testes psicotécnicos. Escolhi Design, tirei o curso percebi qual a vertente que mais gostava e arranjei, felizmente, trabalho na área.

Isto para dizer que cheguei a um ponto em que tinha um caminho bem delineado. Um plano de carreira. Obviamente que já tive uns quantos desvios, mas de certa forma, acabava por conseguir voltar à estrada principal. Até agora.

Agora vejo-me mais numa bifurcação. Ou vou para um lado, ou para o outro e sem grandes perspectivas de poder voltar atrás. E isto dá cabo da minha cachola, porque, lá está, eu sei o que eu quero, simplesmente de momento isso poderá não ser o melhor. Até poderá vir a dar grandes e doces frutos no futuro, mas... mas... mas...

Porque entre o querer e o poder vai um grande passo.


17 comentários:

  1. Eu também adoro o mundo da maultimédia e do design, mas escolhi caminhos completamente opostos.

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  2. nunca é fácil tomar uma decisão para a vida!

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  3. Há escolhas que não são fáceis mas tenta escolher aquela que te faz mais feliz. É que a vida são dois dias e trabalhar infeliz não me parece uma boa política. Kiss.

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  4. boa sorte na tua decisão e se precisares de ajuda diz
    aguardo tua visita no blog...tenho post novo
    Beijoca charmosa

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  5. Toma a decisão que te faz mais feliz, que te preenche :) Mais vale apostar naquilo que gostamos e arriscar, do que ir para uma coisa que supostamente tem saída e depois detestar aquilo. Só tu podes decidir e isso claramente é difícil, mas se eu fosse a ti ia para onde sou mais feliz ^^

    Beijo

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  6. São daquelas escolhas nada nada faceis.... Boa sorte com isso

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  7. Por vezes temos que pôr os sonhos de lado. A arte, de um modo geral, só é reconhecida tardiamente e estátuas póstumas numa praceta de um bairro chique da cidade, não enchem barriga a ninguém.

    Mas que grande emaranhado de pensamentos que aí vai... loool

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  8. Revejo-me um pouco naquilo que disseste, mas nunca quis ser médica... Eu sempre quis artes, pensei em enveredar pela história de arte, mas a arquitectura falou mais alto.... Tirei o curso, estou a trabalhar e adoro o que faço!

    A vida às vezes permite-nos escolher entre várias coisas, mas o importante é que estejas bem contigo própria! Isso facilitará muito a tua escolha!

    Um grande beijinho*

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  9. Olá Karina,
    eu sei como isso é... Dou-me mal com portas fechadas. Pensar que já não posso passar por ali, por ter decidido passar por aqui...
    Eu tinha muito jeito para as artes, mas vivia aterrorizada com a ideia de n ter emprego e, infelizmente, tive pais pouco arrojados que sempre preferiram incentivar o seguro e o mais vale um pássaro na mão do que dois a voar. E como eu preferia ter voado... Hoje sou enfermeira e apesar de gostar genuinamente de pessoas e de fazer por estar de bem com a minha consciência, preferia andar com uma caixa de lápis na mão... ou ser professora e "inspiraR" e "moldar", ser uma contadora de histórias...
    Passamos uma parte tão grande da nossa vida no trabalho, que é vital vivê-lo com paixão...
    Mas o que sei eu? Só vejo portas fechadas...

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  10. Essas decisões nunca são fáceis, porque sentimos sempre que de repente o que decidirmos vai definir todo o resto da nossa vida. Mas regra geral isso não é assim, e independentemente do que decidires podes sempre voltar atrás ;)

    Boa sorte :D

    Beijinhos :D

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  11. Nunca soube o queria seguir. Ainda hoje ando baralhada. No 10º ano estive inclinada para as artes, mas mexeram-me tanto a cabeça e acabei por ir por outro caminho. Nem sei se fiz bem ou mal; às vezes penso nisso, mas não chego a conclusão nenhuma.

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  12. pois é mt complicado, mas se fosse hj ia para farmácia :)


    http://dressedcrisis.blogspot.pt/

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  13. bem, nesse aspecto sempre soube que queria seguir artes, não sabia exactamente em que aspecto mas artes....e aqui continuo eu...
    e só de ler isto tudo... também fiquei mal da cachola a pensar nesta tua "bifurcação" porque na tua situação acho que também não sei o que fazia...

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  14. A todos: muito obrigada pelos comentários! De facto ando um pouco confusa porque quer um caminho quer outro é dentro da minha área, mas aquele que eu quero realmente de momento poderá não ser o melhor. Tenho de pensar bem no assunto, por um lado não quero deixar fugir algo de que gosto muito... ****

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  15. Manita,

    Eu gostaria de ter algo para te dizer que te pudesse ajudar a escolher um caminho, mas não tenho, pelo menos de forma directa.

    A única que posso dizer é que podes contar com o meu apoio, seja qual ele fôr... sempre!


    Rui

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  16. Toda a minha vida disse que gostaria de seguir medicina veterinária. Toda.
    Tinha média de 19. No 12º ano, confundi gosto e interesse pela ciência económica, com vocação.
    Gosto do meu curso, mas uma coisa é até gostarmos do que fazemos, outra, é a nossa verdadeira vocação. E hoje sei que me enganei.

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  17. Rui: eu sei manito! Depois a gente fala ****

    A Bomboca: o meu caso nem é decidir mudar de área. É mais investir numa formação entre dois ramos do Design: ou escolho algo que realmente gosto - e do qual eu já tenho as bases - ou escolher algo de que eu não acho muita piada, de que não tenho grandes interesses, mas que está muito em voga, digamos assim... humpf!

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Gambuzinem