quinta-feira, março 28, 2013

A estas horas e ainda não ter jantado...

Tenho tanta fome que nem me apetece comer.


quarta-feira, março 27, 2013

Coisas de gaja

1. Lembrar-se que tem facebook;
2. Sentir vontade para ligar o facebook;
3. Ver que tem uma notificação;
4. A amiga tagged a photo of you;
5. Ver a foto;
6. Não pensar em mais nada se não em "AQUELAS SÃO AS MINHAS PERNAS? QUE PRESUNTOS! DIETA! CORRIDA! LIPOASPIRAÇÃO!"

Karina, a comilona

Se há algo capaz de transformar a alegria, paz e harmonia numa autêntica crise bélica pior que a crise dos Mísseis de Cuba, é sentir que tenho fome. Os sintomas são muito idênticos aos de um bebé esfomeado: fico birrenta, inquieta, com mau feitio e se for preciso faço beicinho e fico com olhos de carneiro mal morto. A grande diferença entre eu ter fome e qualquer outro bebé é que eu já sei falar, por mal dos pecados de quem esteja ao meu lado.

É claro que não fico assim mal comece a sentir um "buraquinho" no estômago. Nessa fase, ainda sou uma pessoa bastante tolerável. O problema é quando o estômago começa a comer os rins, tal o tamanho da minha fome. Aí sim, viro num bicho raivoso. O melhor é não falarem muito comigo, nem ouvirem as parvoíces que eu sou capaz de dizer nessas alturas. Nessas alturas, o meu objectivo principal é encontrar alimento e nada nem ninguém me detém. Aqueles que se ponham à minha frente, são derrubados sem dó nem piedade. Nem o mais difícil dos obstáculos será desculpa que me faça vacilar.

Ainda hoje, passados dois anos, vem à baila um certo fatídico dia na Ilha Madeira em que só começámos a almoçar depois das 15h30. A fome era tanta que eu já nem falava com ninguém, já espumava, já quase chorava. E agora, sempre que comento que estou a começar a ficar com fome, há sempre uma voz reaccionária que traz esse episódio à baila com medo de morte que eu volte a transformar-me naquela espécie rara de monstro esfomeado.

Mas tão depressa fico assim, como volto ao meu estado normal. É só darem comidinha. E nessas alturas, se eu tivesse cauda como os cães, também a sacudia de felicidade.


terça-feira, março 26, 2013

A malvadez da Senhora Dona Primavera

Não soube trazer sol, céu azul, calor e dias bonitos. Mas soube trazer as alergias, comichões, espirros e toda esta parafernália. Está bem, há-de ter muitos amigos assim.


segunda-feira, março 25, 2013

O fim-de-semana: sábado e domingo

Sábado

Lanternas de Papel
Sábado à noite fui para a praia de Carcavelos ver a largada de lanternas de papel (biodegradável), uma tradição asiática que alguém decidiu organizar cá para aproveitar a hora do planeta. Eu e a C. chegámos um pouco antes da hora marcada e telefono à P. para saber onde ela andava. Responde-me que estava a caminho da praia da Torre, ou seja, para a praia ao lado, porque a organização tinha decidido mudar de local. Lá chegadas, não vemos ninguém da organização. Grande parte das pessoas também decide ir embora. Passam as oito da noite, oito e um quarto, oito e meia e nada. Entretanto começamos a ouvir uns murmurinhos que a organização tinha decidido cancelar. Então está bem, muito obrigada por (não) terem avisado.




Um caso real
Domingo à tarde fui ver Um caso real, um filme dinamarquês que conta a história verídica sobre Caroline, uma inglesa que no final do século XVIII casa-se com o Rei Christian VII da Dinamarca, ainda antes de se conhecerem. O Rei, que não percebia nada de política e como governar um país, apenas apresenta-se às reuniões de concelho para assinar novas leis, decididas pelos ministros, e só quer saber de teatro, farras e prostitutas. A Rainha Caroline, uma interessada no Iluminismo, censurado na altura na Dinamarca, encontra-se cada vez mais solitária. Entretanto, chega à corte um médico alemão, também ele um Iluminista, que se torna numa grande influência para o Rei - os dois juntos estabelecem uma data de reformas totalmente revolucionárias e progressistas na Dinamarca - e que se envolve com a Rainha. 
É um filme maravilhoso, que só demonstra que a história política sempre foi igual: vivemos à mercê de um grupo de pessoas mais poderosas que põe os seus interesses pessoais à frente de tudo o resto. Aconselho vivamente. 


O fim-de-semana: sexta-feira

Sexta-feira

O Jantar
Durante a semana, eu, a C. e a P. combinámos ir as três na sexta-feira à noite à Festa do Cinema Italiano, no São Jorge. O filme escolhido, Tulpa, um filme de terror.
Para entrar no espírito, decidimos jantar primeiro num restaurante italiano. Após alguma pesquisa, deliberámos o restaurante Valentino, nos Restauradores. Nunca lá tínhamos ido, mas ficava perto do cinema e tinha bom aspecto.

Má ideia.

Sentadas na mesa número treze, fomos atendidas por uma rapariga, a única entre vários homens a trabalhar neste restaurante. Pepsis e um Iced Tea Limão para bebidas. Decidimos saltar as entradas e ir directamente para as pizzas. Perguntámos se era possível trocar algum ingrediente por outro, no meu caso, o fiambre por cebola.  Responde que sim, não há problema. Sendo assim, para mim uma Pizza Hawaii, com cebola em vez de fiambre.

Já tinha a empregada saído com os nossos pedidos e com os nossos pratos das entradas, quando nos aparece à frente um prato com bruschettas. Dizemos que não tínhamos pedido aquilo, e ela ainda nos contradiz mas ao expormos o facto de já nem termos os pratinhos, lá nos deu razão. De seguida, aparecem duas das pizzas, e engana-se ao pôr na mesa. Mas tudo bem. Entretanto aparece a minha, com salame, cogumelos e cebola. Não, aquela não tinha sido a que eu tinha pedido. Voltamos a chamar a menina, que volta a pôr em dúvida aquilo que eu tinha dito.
"Mas a pizza hawaii tem ananás e esta nem ananás tem...".
Ok, vai para trás. Dez minutos depois, apesar de me ter dito que demorava dois minutos aparece a minha pizza. Queijo. Tomate. Cebola. Ananás. Fiambre.

Volto a chamar a menina para dizer que a pizza tinha fiambre quando eu tinha pedido para não porem fiambre. "Mas a pizza não tem fiambre", responde-me. E eu, já a perder a paciência, agarro num bocado de fiambre com o garfo e pergunto o que era aquilo.

A pizza volta para trás e eu só peço que à terceira seja de vez. Vá, foi. E até foram rápidos, passados dois minutos tinha a pizza na mesa. Com a massa meio crua, mas pelo menos já podia comer.

Comemos, pedimos a conta, pagamos e a P. repara que recebe 40 cêntimos de troco a mais. Como pessoa honesta que é, decide não ficar com os 40 cêntimos mas para não pensarem que aquilo seria gorjeta, achámos melhor avisar à menina. Mas cadê menina? Eu pego nos tais 40 cêntimos e no recibo e vou até à caixa onde estava um rapaz do restaurante e explico que tinham dado troco a mais. Ele olha para mim, pergunta em que mesa estava e diz-nos que tínhamos de ser nós a falar com a colega.

Ora bem, depois disto tudo, não era eu de certeza que iria atrás de alguém quando, ainda por cima, o engano tinha sido dessa pessoa. Já completamente irritada, olho para ele e respondo: "Olhe, eu vou deixar o recibo e o dinheiro em cima do balcão!", e fui-me embora, irritada e a pensar que eu devia era ter pedido o livro de reclamações.

E foi assim a primeira e última vez no restaurante Valentino.

O filme
Saímos do restaurante e vamos directas para o São Jorge ver Tulpa. Eu, que sou apreciadora de filmes de terror, não estava à espera de algo tão pesado. A história resume-se a uma mulher de negócios de sucesso que, sem tempo para nada a não ser o seu trabalho, tem encontros sexuais num club privado. Entretanto, as pessoas com quem já esteve nesses encontros começam a aparecer mortas, de formas extremamente macabras. Essas cenas são tão violentas e tão gráficas que meu deram voltas ao estômago. Por momentos, ainda pensei que a minha pizza vinha parar cá fora. Para piorar, o filme é incrivelmente estapafúrdio, estranho, e mal contado. Chega-se ao fim sem perceber uma data de coisas, de porquês e de mas como?. Um grandessíssimo not!


quinta-feira, março 21, 2013

Porreiro, pá!

Ah sim senhor, este ano, "senhor" Sócrates, corre-lhe bem, está visto. Primeiro veio um empregozinho arranjado por um dos seus compadres, agora virou comentador político na RTP. Como se tivesse moral para falar...
Mas pronto, coitadito, o homem só está a fazer pela sua vida. Não importa se foi um dos grandes responsáveis por ter deixado Portugal num estado lastimável, virado de pantanas. Não importa que fosse acusado não sei quantas vezes por motivo de corrupção. Não importa que a nossa justiça seja tão podre que o deixe marchar para a terra dos croissants e de não haver ninguém com tomates suficientes para acusar e responsabilizar o Socras - e todos os outros responsáveis, que também temos de ser sinceros: ele não foi o único - por todo o mal que fez.

Ah, vida corre-lhe bem, estou a ver. E dormir à noite, consegue? Talvez precise de uns vizinhos como os meus.

Aos meus vizinhos do lado:

Sinceramente, não estou interessada na vossa vida pessoal, romântica e sexual. Antes pelo contrário, eu só gostava de poder dormir uma noite inteira sem acordar sobressaltada com as vossas discussões, todos-santos-dias-logo-pela-manhã. Verdade seja dita, mas talvez já esteja a pedir demasiado, também gostava de chegar à cama à noite e não ter de vos ouvir.

Não querendo meter no meio da vossa vida de casal, porque como se costuma dizer, entre marido e mulher não se põe a colher, eu não consigo compreender como é que ainda continuam juntos um com o outro. São discussões a toda a hora e minuto. Não sei como conseguem viver desta forma. E, infelizmente, sei mais da vossa vida do que gostaria de saber mas como devem imaginar eu não tenho culpa de, aliado ao facto de eu ter ouvidos de tísica, vocês fazerem questão de berrar de forma a que todos os vizinhos vos oiçam.

Mas, eu quero lá saber se vocês continuem juntos ou se separem ou o raio que o parta. Quero é que me deixem dormir em paz.

Muito atenciosamente,
vossa vizinha do lado, Karina sem acento*


quarta-feira, março 20, 2013

terça-feira, março 19, 2013

Amigo, tens jeito para a trafulhice?

Queres uma carreira de sucesso como gatuno, mundialmente reconhecido? Mas não queres andar preocupado em fugir das autoridades?

Não te preocupes, connosco poderás andar vestido de fato e gravata, terás grandes amigos com grandes influências e poderás roubar à grande, à descarada e sem risco de seres apanhado e atirado para a choldra.

Junta-te a nós, somos o Eurogrupo!*

*sobre o roubo descarado aos Cipriotas

O fim-de-semana em fotos

O fim-de-semana foi passado em... Portugal! Ah pois é! Ainda não vos tinha contado mas estou cá há uns dias, para tratar de uns assuntos pessoais e para, é claro, ver a minha gente. E este fim-de-semana foi passado em família, por esse Portugal fora. Os pontos principais foram Tomar, Covilhã, Serra da Estrela.

Aqui ficam algumas fotos deste passeio.


Castelo de Almourol



Em Tomar

Rio Nabão - Tomar
Tomar


Tomar

Tomar

Tomar

Tomar

Tomar
Bicharoco em Tomar

Castelo

Convento de Cristo

Convento de Cristo

Convento de Cristo

A famosa Janela Manuelina, Convento de Cristo

Convento de Cristo

Convento de Cristo

Convento de Cristo

Rio Zézere

Serra da Estrela

A caminho da Torre - quando lá chegámos, estava tanto frio que eu nem tirei fotografias apesar de ainda haver bastante neve.

sexta-feira, março 15, 2013

É só para dizer

que estou disposta a ser patrocinada pela Mango. E poderíamos começar com este top aqui. É que com este pequeno, até cometeria a loucura de usar isto em Dublin no "Verão" e com o casaco de penas por cima. 

Hoje estou...

por aqui!

Bom dia, sexta-feira!


quinta-feira, março 14, 2013

Liebster award

A Maria, do ELEMENTAR meu caro..., e Cynthia, do Bitaites da Cy, premiaram-me com um Liebster Award. Muito, muito obrigada :D








As regras são:
1. Postar 11 coisas sobre mim; 
2. Responder às 11 perguntas que nos foram atribuídas; 
3. Nomear 11 blogs com 200 ou menos seguidores, colocar o link do blog e avisar sobre o prémio; 
4. Fazer novas 11 perguntas aos blogs nomeadas;

11 Coisas sobre mim
1 - Para além de ser gulosa, também gosto de coisas ácidas como saladas bem envinagradas e de coisas à base de (muito) limão.
2 - Não gosto de menta, de manga, azeitonas pretas nem de sardinhas.
3 - Devido a um susto que apanhei há uns anos atrás, estive dois anos sem conduzir. Mas por força do destino, tive de voltar a pegar no carro e hoje em dia até digo que tenho prazer em conduzir. 
4 - Tenho reflexos rápidos.
5 - Ao computador, escrevo rápido e sem olhar para o teclado.
6 - Nunca parti nenhum osso. No dia em que isso acontecer, acho que devo ficar logo toda partidinha da cabeça aos pés...
7 - ... Mas há uns anos fui contra uma parede (às escuras) no preciso momento em que abria a boca para bocejar.  Dente da frente partido com o nervo exposto. 
8 - Há 3 anos e meio/ quatro que não como carne, só peixe. Mas gostava de me tornar realmente vegetariana e deixasse de comer até peixe - só comendo derivados animais. Mas por motivos logísticos, ainda não me foi possível.
9 - Gosto de caveiras mexicanas.
10- Espero fazer a segunda tatuagem dentro de pouco tempo. E sei exactamente o que vai ser.
11- Sou um pouco obsessiva com certas coisas. Quando ponho algo na cabeça, faço de tudo até atingir os meus objectivos.

As 11 Perguntas da Maria
1- Com sinceridade, o que acham da nossa posição política actual? 
Falando curto e grosso: uma merda. Cada vez tenho menos esperança na política e nos políticos, por vários motivos: porque os seus interesses pessoais sobrepõem-se sempre aos interesses nacionais; porque não consigo deixar de sentir revolta com os políticos que deixaram o país em pantanas, que não passaram e não passam de uns corruptos e com aqueles que só têm mão forte para os mais pequenos e mais fracos; porque só tem aparecido à frente gente incompetente; porque não temos uma justiça que faça frente aos grandes casos de corrupção e prenda os culpados por o país ter chegado a este ponto, mas que sabe perder tempo para julgar e prender um mendigo por roubar uma lata de feijões; porque, à conta dos nossos políticos que não sabem defender os interesses nacionais, Portugal deixou de ser Portugal para se tornar numa colónia da União Europeia.

2- Acham que faziam melhor, ou sabem se alguém faria melhor?
Não sei se faria melhor, até porque não tenho conhecimentos económicos necessários para endireitar um país. A grande diferença é que tenho a noção disto, ao contrário de muitos arrogantes que só vão para a política para ter um futuro garantido, independentemente do mal que possam vir a fazer. E, sinceramente, tenho cada vez menos esperanças que haja alguém suficientemente altruísta capaz disso. 

3- Qual foi a disciplina de que mais gostaram de estudar na vossa vida?
Geometria Descritiva, sem pensar duas vezes. 

4- Um sonho dos simples, qual?
Que os sacrifícios hoje tomados, dêem frutos no futuro.

5- O que vos faz escrever?
Tudo e nada.

6- Acham que o Carlos Cruz é culpado na questão da Casa Pia?
Cheira-me que deve ter alguma culpa no cartório... agora, o quê em específico, não sei.

7- São a favor da pena de morte?
Não, por dois motivos. Se por um lado acho que há pessoas que até mereciam um castigo como a morte - como por exemplo, o caso do terrorista na Noruega - por outro lado acho que acaba por não ser um castigo suficiente. Este tipo de pessoas sabe para o que vai e morrer, para eles, acaba por ser apenas um efeito colateral. Trabalhos forçados, e uma vida miserável para essa gentinha, para mim é o que mereciam. Por outro lado, já não é a primeira vez que há provas irrefutáveis de uma pessoa é culpada de certo crime, acaba por ser morta e depois descobrem que afinal estava inocente. Fica sempre a dúvida se a pessoa era realmente culpada ou não.

8-  São a favor dos casamentos homossexuais?
Sou. Sou a favor de pessoas que querem ser felizes. Porque é que eu haveria de ter mais direitos só por ser heterossexual? Se vamos pelo lado religioso, a verdade é que a Igreja Católica, inicialmente, até era contra qualquer casamento. Mas vendo que as pessoas continuavam a casar-se, decidiu modificar a estratégia e tornar o casamento como algo aceitável, mas a penas dentro de certas condições. Se vamos pelo lado da natureza: bem sabemos que os animais (irracionais) não ligam nada a essas coisas.

9- Porque é que gostam/ou não gostam, da Margarida R. Pinto?
Eu não a conheço pessoalmente, mas confesso que sempre que a oiço, fico com uma leve urticária. Demasiado dondoca, demasiado "sou melhor que todos". E para alguém com tanta mania, não acho que seja uma escritora tão boa quanto isso. 

10- O que detestam ter que fazer? 
Passar a ferro. Odeio.

11- Acreditam que um dia as religiões (todas), vão desaparecer e que o mundo vai ser científico?
Não, porque as pessoas têm a necessidade de acreditar em algo superior, até como forma de conforto. Eu, que não sou religiosa, sou agnóstica, não vou à igreja e sempre tive muitas dúvidas em relação à bíblia por achar haver demasiadas contradições, sou uma pessoa mais analítica mas que em certas alturas da minha vida já me questionei se não seria mais fácil se eu acreditasse sem qualquer dúvida em algo superior. E sei que sim, que seria. Pessoas com fé têm uma força inexplicável. E isso é muito difícil de ser erradicado por completo.

As 11 perguntas da Cynthia
1. Que peça de roupa nunca usarias?
É mais uma peça de calçado: aquelas botas Jeffrey Campbell. Acho-as do mais horrível e piroso que pode existir.


2. Verão ou Inverno?
Verão, definitivamente!

3. Qual é o programa de televisão que vês mais?
Actualmente nem tenho visto muita televisão, mas gosto de algumas séries e de alguns documentários do National Geographic como os das prisões, dos apanhados no estrangeiro e de astronomia. 

4. És alérgica a alguma coisa?
Sou: a pó, pêlos, ácaros, essas coisas todas. E a morangos, snif!

5. Qual é a cor das paredes da tua casa?
Depende das divisões. A cozinha é branca, os corredores são bege, a sala é bege com uma parede laranja, o quarto é branco com uma parede verde seco claro, e o escritório é branco com uma parede em amarelo pastel.

6. O que esperavas do blog quando o criaste?
Sinceramente, nem sei bem.

7. Gostas de desporto?
Tirando um ou outro desporto, nem por isso.

8. Gostas do Carnaval?
Não me aquece nem arrefece.

9. Vinho ou cerveja?
Hummmm... se for do bom, bom, bom, vinho. Mas no Verão às vezes sabe bem uma cervejinha fresquinha!

10. O que é que mudavas na tua personalidade?
Talvez mudasse o facto de levar tudo tão a peito. Tirando isso, acho que não mudava grande coisa.

11. Acreditas em Deus?
Sou agnóstica. 

Nomear 11 Blogs
Quem quiser, esteja à vontade para levar :)

Aquele momento...

Em que queremos cantar uma música mas ainda ainda não sabemos a letra e acaba por sair um "vaeili uitapelrar quyebyapoiwcom love you baby" da nossa boca...


quarta-feira, março 13, 2013

Um dos grandes mistérios da Humanidade

Mas o que será que acontece aos elásticos e ganchos para o cabelo, que desaparecem todos? Todos.

Vai e não vai, lá tenho eu de ir comprar mais ganchos e elásticos porque dão o sumiço total. Não importa se são simples, pequenos, grandes, médios, para embelezar ou simplesmente para segurar alguma madeixa. Não deixam rasto, nem pistas, nem uma carta de despedida, e nem sequer têm coragem de vir com a típica desculpa "não és tu, somos nós". Desaparecem da minha vida assim, sem mais nem menos.
Começo a ficar deprimida com isto, a pensar que é algo pessoal.


A Frida Kahlo é que talvez tivesse razão...

Isto de arranjar as sobrancelhas é muito pouco prático. Para além do canseira que é estar com toda a atenção e cuidado para não arrancar pêlos a mais - basta arrancar um a mais e fica-se logo com a cara deformada - isto dói comó caraças.

Já devíamos nascer com umas sobrancelhas bonitas, bem arranjadinhas, bem delineadas e sem qualquer necessidade de manutenção. Isso é que era!

terça-feira, março 12, 2013

Das amizades

Se por um lado eu sei perfeitamente que tenho um feitio algo complicado e que, como todas as pessoas, tenho defeitos, por outro lado sei reconhecer que tenho muito boas qualidades. Uma delas é o facto de ser a melhor amiga que alguém poderá ter. Não é para me gabar, mas eu dedico-me de alma e coração aos meus amigos. E não sou amiga só para algumas ocasiões, para aquelas que mais jeito poderão trazer, mas sim para todos e quaisquer momentos. Eu estou lá nos bons e nos maus momentos, eu estou lá para me rir às gargalhadas com situações mais caricatas, para sorrir e dar uma palavra de conforto nos momentos menos bons, para dar um abraço quando precisam de um mimo. E estou lá para chamar a atenção e "dar na cabeça". Porque isto é que é ser amigo, é estar presente e atento, é dar a opinião sincera e não aquilo que o outro está à espera de ouvir.

Como sei ser a amiga que dá toda a dedicação e empenho humanamente possível, tenho sido cada vez mais radical no que diz respeito às minhas amizades. De uns tempos para cá, fruto de várias facadas e desilusões que já levei anteriormente, tenho vindo cortar com aquelas "amizades" que só se lembram de mim quando precisam de algo, ou só para cravar jantar com a promessa de trazerem sobremesa, algo que já está a passar fora de prazo por ter ficado esquecido num canto escondido do armário.

Para mim não há diferença entre "amigos para os bons momentos", "amigos para os maus momentos", "amigos para a borga", "amigos para o cinema", "amigos para isto" ou "amigos para aquilo". Ou se é, para qualquer altura e situação, ou não se é. E quando não se é, quando muito, passa para a categoria de "conhecidos", em que a minha dedicação resume-se a ser minimamente simpática e educada. Não vou andar a perder tempo com pessoas que não sabem o verdadeiro significado da palavra amizade.


segunda-feira, março 11, 2013

Há precisamente um ano atrás

tudo mudou. A esta hora, estávamos os dois agarrados um ao outro, a tentar perceber se a nossa decisão tinha sido a melhor, se não tinha sido um erro deixar tudo para trás. De qualquer das formas, não havia volta a dar. A viagem estava marcada para daí a 3 horas e tínhamos pouco mais de uma hora e meia juntos. Entre choradeiras e palavras de conforto, "vai tudo correr bem, e isto vai passar depressa!", vi o Gambuzino a  caminhar em direcção contrária à minha. Enquanto eu iria ficar em Portugal mais seis meses, ele dirigia-se a Dublin.

O tempo não passou tão depressa quanto isso. Por norma é o que acontece quando andamos ansiosos com alguma coisa. E quando quis que o tempo continuasse nesse compasso lento, foi quando tudo começou a correr. O tempo nunca é aquilo que a gente quer que seja.

Mas uma pessoa habitua-se a tudo. Adapta-se. E foi o que nos aconteceu. Foi há um ano que começámos este processo de adaptação. Podia ser mais fácil e meigo lidar com as saudades, permanentemente sentidas. Mas também viemos parar a uma terra simpática, com pessoas simpáticas, o que ajuda bastante.

Agora, vamos lá ver o que eu vou escrever daqui um ano. Confesso que estou curiosa.



domingo, março 10, 2013

O meu irmão

O meu irmão é o meu melhor amigo. Sim, ele às vezes consegue ser um pouco chatinho, pica-miolos. E nunca consegue chegar a horas a nada, o que me deixa maluca. Quando está concentrado nalguma coisa, não ouve nada nem ninguém, e quando lhe chega a mostarda ao nariz com alguma coisa é melhor fugirem da sua frente.

Mas o meu irmão é, para além das melhores pessoas que conheço, muito provavelmente o mais inteligente e culto - um autêntico cromo. Ele é genuíno e tem um sentido de humor genial, como quando me telefona de propósito para pregar alguma partida, de um número anónimo e alterando a voz para me enganar ("ahahahah, tens cá uma piada")! Ele é, por todos os motivos e mais algum, uma força da natureza e uma inspiração para mim. Está sempre a trabalhar, tem sempre mil e um projectos em simultâneo em mãos, não deve saber o que é uma noite longa e decente de sono desde 1918, mas mesmo assim tem sempre um sorriso estampado no rosto. Ele é um bacano e é, por natureza, bem disposto. É claro que, porque somos irmãos e isso faz parte, temos as nossas divergências e por vezes temos mesmo as nossas discussões. Mas nunca estamos muito tempo zangados um com o outro. Na, na. Passado pouco tempo lá estamos nós a fazer as pazes, a abraçar-mo-nos e a seguir em frente.

Sei que posso contar com ele para qualquer altura, assim como ele pode contar comigo. Aconteça o que acontecer. O meu irmão é o meu melhor amigo e, apesar de ser mais velho que eu, hoje é bebé.

Parabéns mano! Love you*

sexta-feira, março 08, 2013

Devo estar com febre alta. Sim, deve ser isso.

Não sei o que se passa comigo. Eu não sou muito pessoa de ténis. Já fui, durante os meus tempos de adolescente e recém adulta, quando andava na faculdade, que quem me tirava os ténis, tirava-me tudo. Mas hoje em dia, tirando os All Star, dos quais continuo a ser fã, prefiro botas, sabrinas e sandálias. No entanto, tendo em conta que eu gosto de ser uma pessoa prevenida e já antevendo um Verão Irlandês muito chuvoso e pouco quente, onde a probabilidade de pôr o pé a nu é rara ou mesmo nula, lembrei-me de começar a pesquisar no mundo fantástico e interminável da net se encontrava uns ténis jeitosos onde os meus pés pudessem morar durante a época estival.

Ora portanto, no meio da minha pesquisa, surge-me à frente estes modelitos, da Reebok que me fazem reagir de maneira inimaginável: enquanto que praticamente dou pulinhos na cadeira de excitação e bato palmas que nem uma foca amestrada, penso para comigo "Obaaaa, giros!".
Surpreendida com a minha reacção, páro e assim permaneço, muito estática a olhar fixamente para o ecrã e penso logo de seguida: "Hã?? Tu gostas distos, Karina sem acento? Tu gostas mesmo, mesmo, mesmo disto?! Com estes formatos e com estas cores? Tens a certeza?".
"Sim, são giros que se farta!", respondo eu, para mim própria como se fosse uma certeza irrefutável, dando mais um pulinho na cadeira com um sorriso de orelha a orelha.

E pronto, são nestes momentos que eu fico admirada comigo própria.





quinta-feira, março 07, 2013

Aquele momento...

em que se tem uma fome daqui até à lua e não se sabe o que apetece comer... Pão, não. Bolo, não. Iogurte, não. Gelatina, não. Bolachas, não. Fruta, não. Bacalhau assado, não... nada de nada...

quarta-feira, março 06, 2013

Os últimos filmes vistos

Lincoln




Sim, é um filme para o paradito. Não tem grandes cenas de acção, tampouco temos grandes cenas de batalhas. Mas a verdade é que é um bom filme, um filme que mostra a garra, a "teimosia", a força de um homem que marcou a história dos Estados Unidos da América. Daniel Day-Lewis está brilhante neste filme (como em qualquer filme em que entre), ao contrário da Sally Field que, para mim, neste filme foi demasiado teatral.


O Impossível




Este filme não é aconselhado a almas mais sensíveis. Este filme é um pontapé nas costas e facada no coração. As imagens do tsunami estão tão poderosas que por breves segundos quase jurei que ia levar com a onda em cima. E toda a parte emocional do filme, desde pessoas desaparecidas, o amontoado de corpos, as pessoas feridas, o caos dos hospitais, a perseverança de várias famílias em encontrar os seus entes queridos... é um filme poderoso.


Hitchcock




Eu, fã de Hitchcock, não podia deixar de ver o filme que conta a história deste homem para conseguir realizar um dos filmes mais marcantes da história do cinema, Psycho. Ainda para mais tendo em conta que seria Anthony Hopkins a fazer de Hitchcock. Não fiquem à espera de um filme emocionante, alucinante, e patati pataté. É, na verdade, um filme parado mas que não deixa de ser interessante por isso. Anthony Hopkins faz um papel fenomenal, contando igualmente com Helen Mirren, Jessica Biel e Scarlet Johansson.


A Good Day to Die Hard




Não gostei. A história é fraca, as piadas não têm tanta piada quanto isso e para quê terem posto uma segunda personagem principal (Jai Courtney) quando temos a personagem original (Bruce Willis) da saga Die Hard? Para mim, estragaram uma das melhores fórmulas do cinema de acção.


Cloud Atlas




Confesso que quando fui ver o filme, ia com expectativas baixas, uma vez que já tinha ouvido e lido algumas críticas negativas. Mas eu gostei, gostei tanto que quero ver uma segunda vez - acho mesmo que este filme deve ser visto pelo menos duas vezes. E, apesar do filme contar com mais de 3 horas, não houve altura nenhuma do mesmo em que me sentisse aborrecida e pensasse "mas quando é que isto acaba?". Sim, é um filme complexo, e que numa perspectiva mais desligada, até nem vemos tantas ligações quanto isso. Mas a verdade é que as histórias presentes neste filme estão todas interligadas, através não só das personagens e de uma marca de nascença comum a todos aqueles, mas por várias situações, por várias símbolos, por coisas que à primeira vista nem parecem ter qualquer importância.
E a caracterização? Fenomenal! Só por isto, quase que vale a pena ver Cloud Atlas.


Give it a Year




Eu gosto muito de comédia britânica. É, por norma, um humor inteligente, não é fácil nem apreciado por todos. Mas eu gosto muito. Por isso, quis muito ir ver este filme.
E a história em si é gira. É diferente. Em muitas partes, não queremos ver o casal principal junto, o que vai muito contra ao que é normal neste tipo de comédias românticas. Mas houve qualquer coisa que falhou. Talvez a realização em si, talvez os actores - Rose Byrne não me convenceu - talvez, talvez, talvez... Não sei, a verdade é que não fiquei totalmente convencida.