A conversar com a minha amiga CCM, no chat do facebook, quando às tantas ela pergunta: "hoje estás um pouco speedada, não?"
Eu: nota-se pelo chat?????
Ela: oh yes baby!
Estes últimos dias tenho andado com mil e uma coisas para fazer. Entre trabalho, projectos pessoais, estar com a família e com as amigas, e aquelas tarefas que têm de ser feitas e têm - tratar da roupa, limpar a casa, ir às compras, etc, etc - não tenho parado muito, sempre numa correria de um lado para o outro.
E amanhã chega o Gambuzino.
Conclusão: ando aqui numa adrenalina que não imaginam. Estou de momento a queimar tempo para daqui a pouco ir arranjar as unhas - uhhhh, de vez em quando também mereço estes mimos! - e, apesar de estar sentada, não consigo ter a perna quieta, com aquele tique nervoso e irritante que até a mim própria me enerva. Mas é mais forte que eu.
E já vos disse que amanhã chega o Gambuzino? Que excitação pá, mas que excitação!
em que estás a arranjar as sobrancelhas a ti própria, muito atenta com a cara muito colada ao espelho da casa-de-banho e, ao perceberes que arrancaste mais dois ou três pêlos do que é necessário, dás dois passos para trás para veres melhor resultado...
Devo ter estado uns bons cinco minutos a andar para trás e para a frente no corredor da secção de produtos para o cabelo, num hipermercado de todos nós conhecido, quando ao não encontrar aquilo que queria decidi perguntar a uma menina da loja se já não havia.
"Não, já não há. Os shampoos e condicionadores da Nivea foram descontinuados", diz me a menina, sem dó nem piedade.
E eu...
É que eu gostava mesmo dos produtos para o cabelo da Nivea. Para além de ficar com o cabelo bónitinho, é uma marca que não faz testes em animais. Eu sei que alguns (ou muitos, quase todos proavalmente) acham que eu sou radical, uma chata e que tenho uma panca com isto. Mas a verdade é que para mim é muito importante eu comprar produtos que sei serem contra testes em animais, como é o caso da Nivea. E assim de repente, sobra-me a Body Shop, que apesar de gostar, são um pouco mais caros. Portanto, ajudem lá aqui a pequena: sabem de alguma marca boa e anti-testes em animais?
Os planos para este fim-de-semana incluíam uma viagem até ao Algarve, ficar na casa de uma amiga de família, praia, sol, e essas coisas todas. Mas pois claro que há sempre qualquer coisa a trocar-nos as voltas e já não foi possível irmos. Of course.
Apesar de andar a fazer algum exercício físico, a verdade é que já não ia correr há algum tempo... E o que aconteceu foi (e tem sido) isto:
Expectativa
Realidade
Hoje
Pôr um pé à frente do outro é uma tarefa incrivelmente árdua! Ai as minhas pernas!!!
Hoje no comboio reparei haver um exemplar masculino muito fiel ao Bradley Cooper. Por isso já sabem, quem estiver interessada, que ande atenta na linha de Cascais.
Quando vais no metro ou em qualquer outro transporte e ficas na dúvida se ofereces ou não o teu lugar sentado a uma senhora por não teres a certeza se está grávida ou apenas... inchada.
Se há uns meses atrás me dissessem que eu iria ficar perdidamente apaixonada por umas calças com padrão floral e que por não aguentar essa dor de não as ter comigo, teria de as comprar o mais rapidamente possível, acho que me atirava ao chão a rir às gargalhadas enquanto tentava dizer, como disse muitas vezes no passado: "Eu gosto lá disso! Calças às flores são pijamas!"....
Pois.
Mas em minha defesa, eu precisava mesmo de um par de calças. Ainda procurei (óh se procurei!) por um par de calças de ganga decente, mas em vão. Ou eram grandes, ou eram pequenas, ou eram demasiado rotas (quando são só um pouco rotas, até que não desgosto, mas o que eu vi era um exagero), ou se eram o meu número, ficavam bem/justas nas pernas e larguíssimo na cintura - é o que dá ter uma cinturinha fina sobre uns autênticos troncos.
Portanto, tenho umas calças às flores. E com passarinhos.
Se não são são os vizinhos do lado a discutir à uma da manhã, são as suas duas gatas a miar às quatro da madrugada. E não esquecendo o vizinho de cima no truca-truca logo bem cedo ou a vizinha que gosta de andar de saltos altos em casa, a toda a hora do dia ou da noite. E eu a querer dormir.
...em que acabas de ler um artigo na net, fechas a página e passados três segundos ficas a pensar "espera lá... o artigo estava em português ou inglês?"
Isto é dramático.
Um Inverno manhoso
Para além do ranhoso
Com muita chuva e muito vento
Para me deixar sem alento
Muitas saudades eu senti
Por ter vindo para aqui*
Do sol, céu azul e família
Só acalmando com chá de tília
Sonhei com as férias de Verão
Para gozar que nem patrão
Livrar-me desta palidez
E mais tarde gozar com o Irlandês
Desta crise já não posso ouvir
Para a praia quero ir
Mas as nossas vidas são tão malfadadas
Que as idas às águas estão cortadas!
*aqui = Dublin
Apresento-vos o Snoopy. O meu canito, com quase 15 anos. Apesar de velhote, cheio de pêlos brancos - era um cão com o pêlo todo preto - de ter Leishmaniose, uma doença maldita e estúpida sem cura, e de já estar um pouco surdeco, ainda é um cão muito ladino e todo gaiteiro. E tão, tão divertido!
Mamãe e eu somos muito rápidas a fazer compras. É chegar, ver e vencer.
Mas depois chegamos à secção dos gelados. Aqui o caso muda de figura e demora-se o tempo que for necessário. Não é o tipo de escolha que se faça assim de forma inconsciente, de pé para a mão. Afinal de contas, escolher gelados não é o mesmo que escolher, sei lá... pão. Não é, não senhora. Lá por uma pessoa gostar muito ("gostar muito" é pouco) de gelados não quer dizer que se desgrace em calorias e gorduras e essas coisas todas. Não fosse isso, trazia-se um pouco de tudo - desde que não tivesse sabor a menta ou manga. O objectivo é encontrar um equilíbrio entre sabor e um número não muito assustador de calorias.
Ósportantos, depois de muita ponderação, trouxemos uns cones de rum e passas e outros de café. Curiosamente, eram dos que tinham menos calorias. E bons como tudo.
Eu sou uma pessoa um tanto desconfiada. Ou melhor, não dou assim tanta confiança quanto isso quando conheço alguém. Para além disso, sou observadora. Como tal, raras vezes são as que me engano acerca das primeiras impressões com que fico das pessoas que conheço pela primeira vez.
Mas depois há aquelas surpresas. Aquelas desilusões.
E eu odeio quando isso acontece. Não só pelo facto de me ter enganado mas também pelo facto de, para chegar ao ponto de sentir desilusão, ter acreditado que poderia dar alguma confiança e porque achei na outra pessoa uma possível amizade. Parece, contudo, que para mim o significado de "amizade" traduz-se em algo mais genuíno (devo ser muito ingénua por pensar que um amigo é aquele que está lá nos bons e nos maus momentos) enquanto que para outros traduz-se apenas em "conveniência".
Não gosto, não gosto mesmo nada disso. Como disse a uma amiga - a uma das minhas verdadeiras amigas - sinto-me usada quando isto acontece. Enfim.
Ele a fazer de esquilo.
Eu a fazer de zombie do War World Z.
Uma conversa muito pouco interessante, portanto. Mas a gente entende-se.
Vocês sabem lá a festa que eu fiz quando soube que tinha ganho algo pela primeira vez num giveaway - a verdade é que não sou muito de participar em giveaways, mas de quaisquer das formas, nunca tinha ganho nada em nenhum passatempo. Ainda por cima foi do blog Cheirinho a Chocolate e Canela, da Catarina, que é simplesmente um dos meus preferidos!
Weeeeeeeee!
E o que é que eu ganhei, perguntam vocês? Um porta-chaves em forma de coração, lindo, lindo, lindo que só ele. Vai andar comigo para todo lado!
A pessoa em causa poderia ter dado um toque para o telemóvel. Poderia ter saído do carro por breves momentos para ir tocar à campainha. Poderia, até, ter combinado com a outra pessoa a hora certa e essa pessoa estar já na rua à sua espera.
Mas não.
Bom bom, é acordar às 7h da manhã de Domingo com a buzinadela típica de quem quer avisar que a boleia já chegou. E ainda melhor é, depois de acordar meio estrambulhada com o raio da buzinadela irritante, não conseguir voltar a adormecer porque a pessoa que estava à espera da boleia decide fechar a porta de casa à bruta, fazer passo pesado em saltos altos enquanto desce as escadas, fechar a porta do prédio com uma violência como se a sua vida dependesse isso e ainda fechar a porta do pátio com mais violência. Às 7h e pouco. De Domingo. Para terminar, como pièce de le résistance, é eu ter ouvidos de tísica.
Digam o que disserem, eu continuo a achar que os homens tem a vida muito mais facilitada que as mulheres. Ok, têm - os que têm - de fazer a barba todos os dias. Mas já nem à tropa são obrigados a ir.
Agora para as mulheres é bem diferente.
É a mulher que tem de aturar a nojentice que é ter o período menstrual e, à conta disto, sofre com dores de rins, ovários, barriga, cabeça, e ainda com o inchaço que se instala no corpo nesses dias do mês. É a mulher que tem de passar pela TPM. É a mulher que engravida e, consequentemente, dá à luz - nunca passei por isso, mas já ouvi dizer que é doloroso. É a mulher que usa saltos altos. É a mulher que se preocupa em conjugar os sapatos, com a saia, com a blusa, com o colar, com o relógio, com os brincos, com o penteado, com a mala... É a mulher que tem de demorar meio século para enfrentar a casa-de-banho pública para fazer um simples xixizinho, ao tapar o tampo da sanita com um belo colchão de papel higiénico, ter força de pernas para aguentar o rabo no ar a 10 cm da sanita para não se sentar e sem se mexer um único milímetro que seja para não falhar o alvo. É a mulher que, por muito boa condutora que seja, tem de ouvir bocas machistas acerca da condução feminina - ok, neste ponto também consigo ser um pouco machista... É a mulher que tem de se preocupar em arranjar soutiens porque, verdade seja dita, um bom soutien faz toda a diferença. É a mulher que se queixa que o peito é muito grande e pesa muito. É a mulher que se queixa que o peito é muito pequeno. É a mulher que se preocupa com aquele cabelo branco que apareceu de repente. É a mulher que se preocupa com as rugas. É a mulher (por norma) que faz a depilação nas pernas, nas virilhas e nas axilas. E ainda arranja as sobrancelhas.
Já não bastava isto tudo, ainda temos de nos preocupar com aquilo que deveria ser unicamente máscula: o bigode (aka buço)? Ainda por cima, para além do belo buço, eu pessoalmente tenho de andar atenta ao crescimente de meia dúzia de pelitos que de há uns tempos para cá teimam em aparecer na zona do queixo, que nem um bode (obrigada cortisona, és uma fixe!) para os ir arrancando - sim, sim, já muita gente me avisou que quanto eu mais arrancar, mais crescem, mas como não tenho intenções de fazer tranças com os tais pelitos, não vejo outro alternativa senão arrancá-los.
Ai... Como eu às vezes gostava de ser homem.
Ou eu estou a ficar muito esquisita - na verdade, segundo a minha mãe, já nasci esquisita - ou estou a ficar forreta e sem vontade de gastar dinheiro em coisas que eu não considere autênticos investimentos, por muito barato que sejam - ou gasto dinheiro em algo que valha a pena e que sei que vou usar, ou fica na prateleira/cabide, aquela história do "óh, pelo preço, se usar uma vez já compensa" já não resulta comigo - ou as lojas não têm nada de nada de nada de especial. Os saldos, então, fraquinhos, fraquinhos, fraquinhos. E, fatídico como a morte, aquilo que eu gosto não me serve, não tem o meu número, ou é demasiado caro para o meu gosto e, muitas vezes, para a qualidade que apresenta ter.
Bem sei que para muitos, este calor que se tem feito sentir é demais. Insuportável mesmo. Eu também sinto que está muito calor, também transpiro, também ando toda inchada que nem uma baleia devido a todo este calor, também tomo banho as vezes por dia que forem preciso. Mas prefiro mil vezes isto que ao frio.
This is the End é um filme parvo, idiota, sem ponta por onde se pegue... mas estupidamente cómico! É daqueles filmes que visto em casa não deve ter piada nenhuma, mas que vale muito a pena ir ao cinema ver. Com um humor sórdido e situações totalmente nonsense, eu no final já chorava de tanto rir.
Fica aqui o trailer
Matar saudades da família, das amigas, pôr a conversa em dia, ir à praia, jogar raquetes, comer a comida da mamã, gelados, cerejas, vestir pouca roupa (e leve)... como podem ver, foi um fim-de-semana muito complicado!
E por aí, também foi complicado?
Em que te apercebes que as havaianas douradas ficaram em Dublin... Aquele momento logo de seguida em que te questionas "mas porque raio levei as havaianas para Dublin????"
Estou a poucas horas de regressar ao Aeroporto de Dublin. Desta vez, porém, não é para esperar alguém que nos venha visitar. Não. Desta sou eu a ser esperada, no Aeroporto de Lisboa.
Não posso dizer que não estou contente por voltar - mesmo que temporariamente, como é o caso - a estar com as minhas pessoas, a minha casa, ao sol, ao calor, porque estou realmente contente e feliz da vida. Mas também não posso dizer que, por outro lado, não vou com o coração apertadinho por deixar cá - mesmo que temporariamente, mais uma vez - o Gambuzino, porque também estaria a mentir se o dissesse.
Estes dias em que deixo um país para ir para outro são sempre assim, carregados de sentimentos contraditórios. Isto de ser emigra não é fácil, não senhor. Ter que conviver lado a lado com saudades - se não é do Gambuzino, é da família e dos amigos, se não é da família e dos amigos é do Gambuzino... - é tramado, mesmo que passado algum tempo elas se tornem mais fáceis de se aturar. O que vale é que daqui umas semanas Sr. Gambuzino irá ter connosco, para as suas merecidas férias de Verão.
Bem malta, até já!*
Sai o Gaspar e escolhem uma pessoa que vem carregadinha de polémica em cima (Maria Luís Albuquerque)? A senhora até pode estar muito inocente (cof, cof, cof) de toda aquela confusão dos swap, mas não era suposto escolherem alguém mais... vá, neutro de polémicas? Alguém que inspirasse mais confiança? Alguém que não estivesse envolvido nestes diz-que-não-diz?
O Governo tem tendências suícidas. Só pode.
Estar a caminhar, olhar para o lado e ver um senhor na casa dos seus 40 anos, até com boa aparência, deitado a dormir num mini-jardim da cidade, agarrado a uma lata de meio litro de cerveja. Às cinco da tarde.
Situações destas, são o pão-nosso-de-cada-dia. Ahhh, Dublin, a Meca das bebedeiras!




























