sexta-feira, agosto 30, 2013

Aventura nas férias

Apesar das nuvens que acharam piada aparecer ao final da manhã, estava a ser um dia maravilhoso de praia. A água estava a uma temperatura simpática mesmo convidativa a banhos. O sol voltou a brilhar com toda a sua força e potência logo após o almoço. A leve brisa de ar que corria era suficientemente fresca para não derretermos totalmente com o calor. Mas o que são umas férias só com dias perfeitos e sem uma dose de adrenalina?

Por norma vamos para a praia que está mesmo à frente da casa onde estamos instalados mas ontem decidimos ir para uma diferente, na outra ponta da cidade. O meu pai, por sua vez, costuma dar à minha mãe as chaves do carro para ela guardar no saco da praia - típico, andam sempre a queixar-se das nossas malas gigantescas onde pomos tudo e mais alguma coisa mas depois também gostam muito de se aproveitar.
O último ingrediente a juntar a este cocktail Aventura de Verão: o meu pai esteve mesmo para não ir à água à tarde. Mas foi. Com a chaves do carro dentro do bolso dos calções. Chaves electrónicas.
Numa praia noutra ponta da cidade de onde estamos instalados.

Chegámos ao carro a medo. Será que funcionará? Será que não? 

Não funcionou. Só deu para abrir as portas com a chavinha metálica  (que só serve para abrir as portas) que vem dentro da chave electrónica, que serve para ligar o motor. Se acontecer alguma coisa à parte electrónica da chave, só contando com as chaves sobresselentes e se não houver, tem que se falar com a marca e esperar que enviem umas novas. Isto foi o que viemos a saber depois de umas quantas chamadas, inclusive para a assistência 24 horas da marca. 
Após um breve suspiro de alívio, afinal de contas só precisavamos das chaves sobresselentes, caímos na realidade crua e dura: tinham ficado em casa. Em Lisboa. Ok, não faz mal, eu vou de autocarro, peço ao meu irmão para ir a casa dos meus pais buscar as chaves, vai ter comigo entregar-mas e eu volto no autocarro seguinte, digo eu. Não, não vais nada, é uma canseira ires e vires, eu vou contigo, e isto e aquilo. Mães.

Entretanto, o meu pai lembra-se de uma alternativa e trata de a pôr em marcha.

Com isto, precisávamos de regressar às nossas instalações. Telefona-se ao amigo do meu pai que vive perto da praia onde estavamos parados, que diz logo dar-nos boleia até onde fosse necessário. "Muito obrigada! Somos três, eu, a minha mulher e a miúda", diz o meu pai. "A miúda... A miúda é miúda casada!", respondo eu, entre dentes.

O amigo do meu pai podia ter chegado com o Mercedes dele, onde cabiamos todos à vontade, mas estava com uma avaria qualquer. O Porsche, onde já teriamos de vir mais apertados, também estava com um problema qualquer. Portanto, a terceira e última opção, a escolhida, foi numa carrinha daquelas de caixa aberta, para duas pessoas. 

O meu pai vinha sentado praticamente em cima do manipulo das mudanças. A minha mãe vinha mais apertada que uma sardinha enlatada. Se fosse um desenho animado, seria daqueles que estariam entalados num local qualquer, completamente espalmado e com os olhos a sair das órbitas. Eu parecia uma contorcionista chinesa do cirque du soleil, com as pernas viradas para um lado, o tronco para o outro (vinha tão apertada que nem sequer tinha o rabo sentado no banco, vindo meio no ar) e os braços para outro, para se agarrarem na pega ao lado da porta para não voar disparada de um lado para o outro. Juro que por monentos pensei que estava nos apanhados ou num reality show como o Truman Show. Quando finalmente chegámos ao nosso destino, tinha o pé tão dormente que nem sequer conseguia pô-lo no chão. Em compensação, pouco faltava para chorar de tanto me rir com toda a situação.

Neste preciso momento estamos à espera das chaves via autocarro. Já foram despachadas e devem chegar após o almoço. Só espero é que não venham estragadas ou com falta de pilha. Era uma chatice (ui, que chatice!) ter de ficar pelo menos mais uma semana no Sul à espera que viessem uma novas chaves.

quinta-feira, agosto 29, 2013

Salvo seja!

A olhar para a embalagem do pão de fatias, comento com a minha mãe "o que queres fazer a isto? Já só tem os rabos... E eu não gosto de comer os rabos..."

quarta-feira, agosto 28, 2013

Parabéns a nós!

A mim, à noiva mais descontraída de todo sempre e a ele, ao noivo mais nervoso de todos os tempos. Devia estar a pensar que se eu pensasse duas vezes no assunto desatava a correr ao estilo de Julia Roberts em Runaway Bride. Mas a verdade é que por mais que pensasse, tinha cada vez mais certezas que era o que realmente queria. Provavelmente fosse por isso que ia tão descontraída, por saber que não havia e nunca tinha havido dúvidas. Mas não posso ser muito convencida e pensar que eu e o casamentos éramos a causa de todo o seu nervosismo. Este devia-se também ao facto dele já andar a sofrer com dois dias de antecipação por ter de andar de avião para irmos de lua-de-mel. Hoje em dia, anda as vezes que foram necessárias. Irónico, hein?
E mal sabíamos nós, passados três anos, que iríamos estar fisicamente longe. Mas é só isso, é uma distância meramente física.

A três anos (de casamento)! Hip hip, hurray!


terça-feira, agosto 27, 2013

Que ultraje!

Uma pessoa a curtir a praia, pede uma bolas de berlim com creme e dizem que que são todas sem creme. Todas. Todinhas. Isto é um crime! Crime!

domingo, agosto 25, 2013

Até ao sul

Hoje ruma-se em direcção a uns dias de descanso (espera-se) por terras do sul. Roupa leve, com um ou outro agasalho não vá o diabo tecê-las, toda a parafernália de praia - bikinis, protectores solares, toalha, etc - sandálias, dois livros e os dedos cruzados em jeito de figas a desejar que o bom tempo, com menos vento, muito menos vento que nestes últimos dias (isto mais tem parecido o fim do mundo com tanta ventania - na minha mente, o fim do mundo é extremamente ventoso), e que o calor e o sol permaneçam. Até porque o meu objectivo é cumprir a promessa de vir a aparecer na Irlanda, à frente do Gambuzino, bem morena. Está prometido, está prometido. 
Portanto, avizinham-se dias de praia, leitura, gelados, uma ou outra bola de berlim, e mergulhos no mar caso a água não congele os ossos. Parece-me bem.

Bora ao sul! Bora!


sexta-feira, agosto 23, 2013

O vício da música

Eu sei que esta característica minha pode parecer algo irritante, mas comigo a expressão "viciada numa música", não é um conceito meramente abstracto. Já não bastava eu gostar, adorar, amar ouvir música, quando fico viciada numa canção em específico, fico mesmo viciada ao ponto de a ouvir vezes e vezes e vezes seguidas sem conta e sem parar. E quando quero ouvir e não posso por algum motivo, entro em ressaca.
Se existir algum grupo de Ouvintes de Música em Modo Repeat [On] Anónimos, eu mereço, devo e devia ser obrigatório pertencer a esse grupo. Olá, o meu nome é Karina sem acento e sou viciada em músicas viciantes. Olá Karina sem acento!

Portanto, meu vício mais recente é uma musiquinha que me fez lembrar os filmes de Bollywood (e eu adoro de paixão este género de filmes). Vamos lá ouvir mais uma vez. E outra. E outra. Só até enjoar.

quinta-feira, agosto 22, 2013

Oh... noooooooooooooooo!

A última temporada de Sandra Oh em Grey's Anatomy

Ver a nova temporada da Grey's Anatomy sabendo que é a última da Cristina é o mesmo que ver um choque em cadeia em câmera lenta. Humpf!


Para começar bem o dia

Depois de uma noitada a trabalhar (é sempre tudo para ontem! tudo!), nada melhor como acordar sobressaltada com o barulho do prédio em frente em obras. Às sete da manhã (é, sequer, permitido tão cedo?) Vira para o lado, vira para o outro, põe a almofada em cima dos ouvidos mas a verdade é simples: talvez para compensar o facto de ver mal ao longe, tenho uma audição que é um mimo. Logo apercebo-me que não vou conseguir dormir mais, por isso mais vale levantar, abrir os estores e começar o dia àquela hora, mesmo com apenas três horas de sono em cima do lombo.

E acredito que fosse isso tudo junto, o ter dormido pouco, ter acordado com aquele barulho metálico ensurdecedor e incrivelmente irritante e de me resignar, contrariada, à ideia que já não ia dormir mais que me fez sair da cama e chegar à janela para abrir os estores meio a cambalear, que o meu braço se lançasse involuntariamente contra o quadro que tenho em cima da cómoda (que se encontra ao lado da tira dos estores), que o dito quadro caísse em cima dos perfumes, os perfumes se espalhassem pela cómoda e pelo chão levando atrás as velas que estão dentro de copos de vidro, e que umas caíssem em cima dos meus pés descalços e outra directamente para o chão, partindo-se em pequenos cacos à minha volta.

Assim, para começar o dia. Respira fundo.
Mas mesmo assim, bom dia a todos!

quarta-feira, agosto 21, 2013

Alguém me explique

Imaginem o seguinte cenário: um casal novo, com um carrinho de bebé a passearem a pé numa rua bastante movimentada. Um passeio enorme. Ela, a caminhar no passeio. Ele, a empurrar o carrinho no meio da estrada.

Eu, a conduzir e completamente estupefacta ao ver este cenário. Mais: eu, que até devo ter a mania e que não me consigo conter nestas situações, vejo pelo espelho retrovisor que não vem ninguém logo atrás de mim, aproveito ter a janela aberta do lado do pendura, páro praticamente o carro, olho muito rapidamente para confirmar que vinha uma criança no carrinho (um bebézinho, na verdade), e berro toda indignada "a sério? A SÉRIO???? Com um carrinho de bebé no meio da ESTRADA?????"

Ele olhou para mim como se fosse um boi a olhar para um palácio, mas continuou a empurrar o carrinho no meio da estrada. Depois, depois admiram-se que são atropelados e que os condutores são todos mauzões e ai, ai, ai.

Gostaria de saber, mas é que gostava mesmo de saber, o que é que esta gente tem na cabeça para ter este tipo de atitudes completamente irresponsáveis. Devem comer muita m*rdinha à colherada ao pequeno almoço, só pode.

Coisas que eu oiço

Após enviar a proposta de um trabalho, o cliente - também ele designer - pede uma pequena alteração. Diz-me ele: "na circunferência redonda"...

E eu, ok.

segunda-feira, agosto 19, 2013

A polémica da Judite

Eu não gosto da Judite, nunca gostei. Acho-a demasiado parcial para jornalista, está sempre a interromper as pessoas que entrevista e acha-se muito moralista. Isto tudo aliado ao facto de falar como se fosse um GPS estragado para pessoas que tiveram derrames cerebrais, faz dela, a meu ver, uma autêntica vergonha como profissional do jornalismo. E esta entrevista com o Lorenzo é a prova provadíssima disso. Ele até pode ser fútil, não sei, não o conheço pessoalmente. Mas concordo quando ele diz que ele não tem a obrigação de ajudar ninguém. O dinheiro é dele e/ou da sua família, dos seus negócios privados, ao contrário de uma boa parte do dinheiro que a senhora Judite deve ter por ter trabalhado tantos anos num canal público - mera especulação minha. Independentemente disto tudo, acho triste escolherem alguém só porque tem dinheiro numa altura de crise, para o humilhar descaradamente.

Mas acima de tudo, o que me faz confusão é: onde é que isto é, alguma vez na vida, notícia, ainda para mais para transmitirem no jornal da noite? Querem lá ver que ele é o primeiro rapaz do mundo que estoira o dinheiro da sua família como quer e bem lhe apetece porque, francamente, ninguém tem nada a ver com isso, o dinheiro é deles. Porque conhecia a Pamela Anderson? Porque tem um Ferrari? Ou objectivo era criarem um género de guerra civil entre aqueles que, infelizmente, estão a sofrer com a crise e aqueles que, felizmente, não?

Jornalismo mau, vergonhoso, repugnante.

Marcas de guerra

Provavelmente uma grande parte de nós tem aquilo a que eu chamo de marca de guerra: uma cicatriz no joelho de alguma queda que se deu quando criança, um lanho no lábio por ter ido contra alguma coisa, uma marca na testa por ter partido a cabeça, etc, etc.
A minha marca de guerra (a maior) é uma cicatriz da apendicite. Uma coisa grandinha e feia, não tanto por culpa do médico cirurgião que me operou e que não teve outro remédio ter de abrir o que foi necessário, mas sim pelo médico que me viu a primeira vez quando começaram a surgir os primeiros sintomas e achou que, sem fazer qualquer tipo de análise ou mesmo sem sequer olhar decentemente para mim, o que eu tinha era uma intoxicação alimentar, dando-me medicação para baixar a febre e parar com os vómitos. É claro que a única coisa que aquilo fez foi camuflar a apendicite e, quando eu cheguei ao hospital, dois dias depois, já ia num estado brutalmente avançado. O resultado foi uma operação de máxima urgência, uma cicatriz a tudo idêntica a uma lagartixa morta mais a cicatriz do dreno, uma semana internada, uma data de tubos que saiam do meu corpo (na verdade, penso que só eram dois, um dreno na barriga e um tubo nas narinas, mas na altura aquilo parecia-me uma quantidade gigantesca de tubos), alguns dias só a soro, furadelas até dizer chega nos braços e mãos devido às minhas veias bailarinas e ao sangue que acabava sempre por subir ao tubo do soro, em vez de ser o soro a entrar nas veias, muito peso perdido (ainda hoje me lembro do sabor a terra dos croquetes do hospital) e um ponto que às tantas se lembrou de infectar.

Isto aconteceu tinha eu 11 anos. Aquela idade em que se começa a pensar largar o fato de banho e passar para o bikini para ir para a praia - pelo menos, eu com essa idade usava fato de banho e não bikini.

Durante alguns anos, o facto de andar de bikini com aquela marca de guerra à vista de todos e a assombrar-me a barriga, a alma e o ego, era coisa para me deixar desmotivada para ir para a praia. Não posso dizer que tenha ficado complexada com a dita cicatriz: foi algo que me aconteceu e o facto de a ter significa, simplesmente, que sobrevivi. Não estive na guerra, não perdi uma perna, não fui alvo de maus tratos, nem nada que seja motivo para ficar traumatizada. Foi, pura e simplesmente, um episódio menos bom. No entanto, também mentiria se dissesse que nunca reparei nas amigas que, indo comigo para a praia pela primeira vez, ficaram a olhar - umas mais discretas, outras mais descaradamente - na minha cicatriz com um olhar que misturava algum asco, na falta de melhor palavra, com pena, com dúvidas. Ou nos demais estranhos que também ficavam a olhar. Para uma adolescente, às vezes não era a coisa mais fácil do mundo. Mas fui crescendo e fui-me habituando à cicatriz e aos olhares mais curiosos. É, apenas, uma cicatriz feia. Ponto final.

Hoje em dia, não me incomoda minimamente, tirando o facto de, mesmo passados 16 anos que fui operada, ainda sentir algumas comichões. Em tempos ainda pensei fazer uma tatuagem nesta zona que desse para disfarçar, mas apesar de gostar de tatuagens, não as acho com grande piada quando feitas na barriga, portanto, cedo meti esta ideia de lado. Não ligo se olham ou deixam de olhar. Não deixo de comprar bikinis só porque tenho esta "coisa" à vista. Os únicos motivos pelos qual hoje compraria um fato-de-banho seria para disfarçar a barriga ou por gostar de algum modelo.

Como diz a minha mãe: quem gosta, gosta, quem não gosta, que vire a cara.

sexta-feira, agosto 16, 2013

Nota mental

Da próxima vez que te lembrares de tirares o gelinho ou outro verniz qualquer das unhas, não faças à frente do computador.

Acetona. Teclado do portátil com luzes muito bonitas. Acetona em cima do teclado. Pânico total.
Sorte a minha não ter acontecido nada de grave para além das luzes onde a acetona foi derramada já não funcionarem na sua totalidade - agora tenho teclas com a luz normal e outras com a luz bem mais fraca.
Parvalhona, que isto te sirva de lição!

Tenho outra vez 14 anos

e um nó que vai da garganta até ao estômago, tal e qual aquando das vésperas de testes apesar de saber a matéria toda de frente para trás e de trás para a frente. É assim que me sinto quando o vejo a fugir do meu campo de visão, no aeroporto de Lisboa para partir de volta a Dublin. Na quarta-feira, eu tinha outra vez 14 anos.

Ele foi mas eu vou cá ficar durante mais algum tempo. Porque posso e porque de certa forma tenho de ficar, por motivos familiares e logísticos. Portanto, ainda não sei muito bem quando o vou voltar a ver em carne e osso. O nosso terceiro ano de aniversário de casamento - sendo o segundo a que estamos separados por 1468 Km de distância - deverá ser celebrado via skype. Mal o menos que, apesar de não ser a mesma coisa, obviamente que não é, sempre temos estas novas tecnologias para ajudar a acalmar o coração.

Agora, e porque senhor gambuzino a modos que "impôs" que eu tinha de voltar à Irlanda bem bronzeada, o objectivo é ir gozando o resto do verão com a família e com as amigas. E eu, depois de limpar as lágrimas que escorriam pela cara, não tenho outro remédio senão fazer o que ele pede. Tudo bem, nem é um sacrifício muito pesado.


terça-feira, agosto 13, 2013

Olhá Bola de Berlim! Não engorda... Só alarga!*

*Na Comporta

Ccm, sabendo a minha gulodice por bolas de Berlim da praia, tenta oferecer-me uma.

Ccm: não queres uma bola de berlim?
Eu: não...
Ccm: tens a certeza?
Eu: yup...
Ccm: olha que o senhor está aqui mesmo mesmo ao lado!
Eu: não...
Ccm: tem com creme...
Eu: não...
Ccm: hão-de ser boas...
Eu: não...
Ccm: o senhor deve ter as bolinhas fresquinhas!
Eu: n... hããããã?

 

segunda-feira, agosto 12, 2013

A Gaiola Dourada

Duas palavrinhas: vão ver!
É um filme incrivelmente cómico, livre de pretensões e conceptualismos (tão comum, a meu ver, no cinema português), mas que consegue agarrar em todos aqueles preconceitos e clichés relativos ao emigrantes portugueses e torná-los, como o próprio realizador diz, numa homenagem. Acredito que este filme possa vir a mostrar a todos que nem todos os portugueses têm bigode, barriga grande, que só bebem minis e que só se interessam em futebol, e uma boa forma das pessoas perceberem que também somos um povo trabalhador e com gosto em fazer as coisas da melhor maneira possível, ambicioso e, claro, orgulhosos das suas raízes.

Muito, muito bom!



domingo, agosto 11, 2013

Motto of the day

Hoje não vais comer gelados. Hoje não vais comer gelados. Hoje não vais comer gelados. Hoje não vais comer gelados. Hoje não vais comer gelados. Hoje não vais comer gelados. Hoje não vais comer gelados. Hoje não vais comer gelados. Hoje não vais comer gelados. Hoje não vais comer gelados. Hoje não vais comer gelados. Hoje não vais comer gelados. Hoje não vais comer gelados. Hoje não vais comer gelados.

Pronto, só um.


quarta-feira, agosto 07, 2013

Aquele momento...

Em que tu, mais branquelas que uma casa alentejana acabada de ser caiada, olhas-te ao espelho e vês, finalmente, uma marca muito, muito, muito ténue do bikini...

terça-feira, agosto 06, 2013

Um dom só meu

Não sei ao certo quando surgiu nem como aperfeiçoei tão bem este meu dom. Provavelmente é algo inato, tendo sido apenas necessárias umas poucas idas à praia para isto se ter tornado numa verdadeira vocação vitalícia. Eu bem que já tentei e fiz de tudo para contrariar este meu destino, mas pelos vistos não há forma de fugir, quanto mais esconder.

Eu tenho o dom de, por muito que tente, por muito cuidado que tenha, por muito quieta que tente ficar, não consigo manter a toalha livre de areia. Nem a toalha nem a mim. Eu bem que estendo a bendita no areal com todo o jeito do mundo como se estivesse a mexer na porcelana mais frágil do mundo. Tenho o cuidado para não a pisar. Deito-me tendo em atenção onde ponho os pés e as mãos para não tocar na areia. Vejo a área total de toalha, os seus limites, as distâncias a que estou da areia e faço contas de cabeça, num momento em tudo genialmente semelhante à cabeça esquizofrénica de John Nash, em Uma Mente Brilhante.
Mas, previsivelmente, não são precisos mais de 47 segundos para a minha toalha desaparecer de vista e se tornar numa autêntica duna e para eu transformar-me no Croquete Humano. 

Juro que não sei como consigo fazer isto, só sei que enquanto todos os outros passam o tempo todo a trabalhar para o bronze sobre toalhas imaculadamente limpas (como se tivessem uma espécie de redoma protectora invisível), eu passo a vida a levantar-me para sacudir a toalha e a queixar-me "já estou outra vez cheia de areia"!

segunda-feira, agosto 05, 2013

A vingança - Karina contra-ataca!

Lembram-se deste e deste posts, da minha partida ao Gambuzino e a sua vingança do pijama? Eu disse na altura que haveria de me vingar mas não podia agir de cabeça fria. Não, nem pensar, estas coisas tem de ser bem pensadas e não podem ser feitas à trambalazana e de qualquer maneira. Por isso, deixei a coisa assentar e cair no esquecimento. O Gambuzino, esse, andou os primeiros dias aterrorizado com medo. Chegava a casa e a primeira coisa que perguntava era se eu já tinha a vingança preparada, e se era nesse dia que tudo iria suceder. Não, é claro que não. Mesmo que fosse, eu não diria. Mas é claro que nunca iria fazer algo que fosse quando ele estivesse à espera. De forma alguma, esse não é o meu modus operandi.
A minha vingança foi tão calculista, precisa e metódica quanto um alquimista que transforma chumbo em ouro. E com algo tão clássico que até pode ser considerado num pequeno cliché. Não
faz mal, funcionou na perfeição e isso era o meu principal (ou único) objectivo.

Portanto, desde cedo eu decidi qual seria a minha partida. Como já disse, deixei as águas acalmarem, ao ponto de eu vir para Portugal sem realizar a minha partida. A pressa é inimiga da perfeição e eu estaria disposta a esperar todo o tempo do mundo que fosse preciso para o momento ideal. E esse momento chegou na semana passada.

Estávamos a jantar em casa dos meus pais, no quintal quando, depois um belo manjar, ele diz que precisava de um café. Na minha cabeça soou imediatamente o alarme de aviso "É agora! É agora!". O momento e local eram perfeitos para proceder à minha tão esperada vingança.

- Deixa-te estar, eu faço, também estou a precisar - digo eu.
- Oh, obrigado, a sério... mal me consigo levantar!

Entro na cozinha, faço o café e pergunto-lhe quantas colheres de açúcar ele quer. Uma, responde ele.
E eu pego na colher de açúcar, enfio no açucareiro e apenas faço o barulho como se estivesse a encher a colher com o açúcar que restava ao fundo do recipiente. Ao mesmo tempo, agarro no saleiro e despejo uma boa quantidade de sal para dentro da chávena. Mexo aquilo muito bem e, com o dedo mindinho, mergulho-o no café para o provar. Super salgado é pouco para descrever.

Vou até ao quintal, dou-lhe a chávena e digo que vou tirar o meu. E vou, num passo algo acelerado e a tentar disfarçar o meu riso, para dentro da cozinha onde espreito atentamente.

Ele mexe mais um pouco o café enquanto continua a conversar com a minha mãe. Tira a colher de dentro da chávena, toca duas vezes no seu rebordo para atirar os pingos de café que ainda estivessem na colher e pousa-a no pires.

Aquela espera parece-me ser uma eternidade.

E assim, vejo-o a levar a chávena à boca, em câmara lenta. A minha mãe, que era minha cúmplice de crime nesta partida - visto que não só sabia de tudo como ainda deu uma ajudinha - contorce-se um pouco. Eu continuo à espreita quando vejo tudo a acontecer.

Quando ele finalmente encosta a chávena aos lábios e sente o café a invadir a sua boca como uma onda de mar revolta que destrói tudo o que apareça à sua frente, fecha os olhos, abana a cabeça e cospe tudo, de uma só vez para cima da mesa. A minha vingança é efectuada na maior das perfeições!
Após isto, seguiram-se muitas risotas, gargalhas, gritos de vitória e de guerra. E um novo café, desta vez com açúcar.

domingo, agosto 04, 2013

Actualização estival

Praia. Comer. Dormir. Praia. Comer. Dormir. Baptizado do sobrinho. Comer. Comer. Comer. 

Isto é uma vida árdua. 


quinta-feira, agosto 01, 2013

Xuxus:

Não pensem que lá por estar de férias (agora é oficial, estou de férias! Weeee) e por ter as minhas pessoas de novo todas juntas, que me esqueci de vocês e do blog. Na na nim na não. Mas como devem perceber, nas duas próximas semanas isto vai andar mais paradito. No entanto, sempre que consiga, vou dando novidades e vou escrevendo mais umas parvoíces minhas. E eu sei que não tenho respondido aos vossos comentários, mas não estão esquecidos.

Portanto, vou só ali à praia a ver se dou cor aqui à pele tom alforreca transparente. Bijus e até*