segunda-feira, dezembro 30, 2013

Dois Mil e Treze

 Eu em Novembro de 2013, Dublin - © Patricia Barata

Enquanto que em 2012 passei o tempo todo a sofrer de ansiedade por saber que ia viver para outro país, que ia deixar em Portugal a minha família, amigos, a minha casa, o sol e o bom tempo, este ano foi um ano de adaptação. Adaptei-me a um novo país e a uma nova cultura. Ajudou, é certo, o facto do povo irlandês ser, genericamente falando, bastante simpático, afável e incrivelmente alegre - principalmente tendo em conta o mau tempo e o céu cinzento durante o ano inteiro. E Dublin em si, é uma cidade pitoresca.
Não digo que goste mais de viver lá do que cá em Portugal, até porque as minhas raízes são portugueses e porque, acima de tudo, tenho cá a minha família. Menina dos papás como sou, chega a ser agonizante sempre que tenho de embarcar de volta para Dublin. Mas não há dúvida que esta é uma experiência única e que todas as pessoas deveriam sair uma vez na vida para outro país e viver aí durante algum tempo. Abre-nos a mente em muita coisa e aprende-se imenso. Não só sobre outras culturas e hábitos, entre outras coisas, mas também sobre nós próprios. Sabia lá eu com tanta certeza, por exemplo, que era capaz de me adaptar a coisas tão diferentes das que eu estava habituada.
O pior mesmo continuam a ser, e assim sei eu que irá continuar, as saudades. Fatídicas. Brutais como punhais. O meu verdadeiro tendão de aquiles. Sobre isso já vi que não há nada a fazer, é viver um dia de cada vez contando com as maravilhas que as tecnologias actuais nos conseguem oferecer (o skype, pois claro, passou a ser o meu melhor amigo) para poder falar com a família e amigos sempre que se quer e de uma maneira simples e prática. E aquela sensação de chegar ao aeroporto e ver a família à espera é algo indiscritível.

Resumindo, 2013 acabou por um ano mais amigo para mim do que 2012. Prefiro lidar e enfrentar de frente as mais variadas situações, como acabou por ser com este ano, do que sofrer por antecipação só por imaginar (e logo eu, que tenho uma imaginação por vezes demasiado fértil) mil e quinhentas hipóteses diferentes daquilo que poderá ou não acontecer, como foi no ano anterior.
Por isso mesmo, para 2014 prefiro não ter expectativas, nem fazer grandes planos uma vez que já aprendi que sempre que faço planos, sai tudo furado. Estou numa de Carpe Diem. Ou antes, o que será, será.

13 comentários:

  1. Querida Karina,estou contigo! Totalmente. O meu espirito é o mesmo!
    Um grande beijo e um grande ano que será o que será, é certo, mas que será bom com toda a certeza!

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  2. Opá, já me vejo a escrever este texto daqui a um ano :p mas vou tentar seguir o teu conselho e não sofrer por antecipação! Força e muita coragem, mas isso são claramente caracteristicas que já se encontram presentes em ti ^^

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  3. Karina, cheguei ao seu blog por querer acompanhar suas experiencias em terras irlandesas j'a que, provavelmente, no futuro, passarei por algo similar por culpa de um irlandes que me fisgou o cora'cao. Assim, queria agradecer por compartilhar um pouquinho de si conosco.
    Beijos e tudo de melhor para voce em 2014

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  4. Também não criei grandes expectativas para o ano que se avizinha. Desejo, como sempre, que seja um bom ano, mas sem colocar a fasquia muito alta.

    Um beijinho especial e boas entradas em 2014! ;)

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  5. E assim é que deve de ser, o que será será !

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  6. É mesmo isso! Também estou num modo "carpe diem" para aproveitar a vida ao máximo!
    Que tenhas um 2014 muito feliz!
    Bjs

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  7. Concordo menina, apesar de eu não conseguir deixar de fazer planos lol, está na minha natureza!
    Estás linda na foto :)
    Desejo-te um excelente 2014.

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  8. Também prefiro não criar expectativas! Planos, interiormente até os faço, mas prefiro viver um dia de cada vez!

    Estás bem gira na foto!

    Boas entradas e que ano novo seja no mínimo feliz! :)

    Beijinho*

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  9. Tal e qual. Também deixei de criar grandes expectativas à volta das coisas. O que acontecer, aconteceu e pronto. :) :)
    beijinho

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  10. Desde que encarei o facto de ter de emigrar, algo que nunca julguei que iria fazer, prefiro não fazer grandes planos para o futuro... melhor é viver um dia de cada vez, e acho que assim é que conseguimos ser felizes. Por vezes fazemos grandes planos e quando saem furados é uma enorme desilusão! É uma grande experiência sairmos da nossa zona de conforto, aprendemos tanta coisa sobre nós e até sobre aqueles que nos rodeiam! Crescemos muito à custa de termos de nos desenrascar sozinhos... e claro que a saudade, essa será eterna! :)
    Um beijo.

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