quarta-feira, dezembro 31, 2014

Em 2014

Viajei.
Li bons livros, ou como diz Sr. Gambuzino "tu não lês, tu devoras livros!"
Ouvi boa música e comprei bilhetes já para 2015.
Vi bons filmes, filmes assim-assim e filmes maus, mas estes não interessam.
Tive saudades mas também consegui matá-las umas quantas vezes.
Conheci novos restaurantes e fui também a outros já conhecidos.
Chorei algumas vezes mas sorri e ri muito mais.
Aborreci-me, refilei, estrabuchei. Mas também tenho vindo a aprender a ser mais tolerante e a ignorar aquilo que não tem grande relevância. 
Trabalhei. Descansei.
Tive reencontros. E bons reencontros.
Mesmo longe, mantive-me perto e senti perto as minhas pessoas.
Aprendi coisas novas e reaprendi outras.
Comecei no ginásio e tenho-me mantido motivada.

Para 2015 não peço nada de novo, apenas que se prolonguem várias coisas que já fazem parte de mim, da minha vida e do meu crescimento pessoal há algum tempo, como levar uma vida cada vez mais saudável (que se resume, basicamente, a ser menos gulosa), em ser uma melhor pessoa, mais tolerante, ter trabalho, ser mais activa, continuar a ser uma pessoa positiva e, o mais importante de tudo para mim, continuar a estar presente mesmo quando estou longe.

Posto isto, desejo tudo de bom a todos vós, que entrem em 2015 com o pé direito e não se esqueçam das passas!

Até p'ró ano!

domingo, dezembro 28, 2014

Desaparecida em combate

Eu sei, eu sei que ando desaparecida. Mas entre família, amigos, jantares, almoços, lanches e lanchinhos, o pouco tempo que me resta é dedicado à preparação de sais que facilitem a digestão. Tem sido com cada pitéu... Não há mesmo nada como a comida da mãe.

Ora portanto, estou viva e de boa saúde. Só um pouco mais lontra!

Bom Domingo malta!

quarta-feira, dezembro 24, 2014

Ho! Ho! Ho!

Feliz Natal a todos, muita paz, e muitas azevias!


Aquele momento...

Quando sais da farmácia, abres a embalagem, usas o spray e só depois é que te apercebes que te explicaste mal ao farmacêutico. Aquilo que realmente querias era algo que ajudasse a desentupir os ouvidos devido a tanto espirro e assoadela, da constipação e das alergias. Não um spray que limpe a cera dos ouvidos....

segunda-feira, dezembro 22, 2014

Homens!


Aproveitando um voucher que me tinha sido oferecido no meu aniversário, no mês passado, decidi experimentar fazer um pelling, limpeza e massagem faciais. Nunca tinha feito e pareceu-me a oportunidade perfeita para tal.
Como tal, sexta-feira de manhã telefonei para uma clínica em Miraflores de forma a efectuar a marcação. Atendeu-me uma rapariga muito simpática que ficou com os meus dados e explicou que ainda naquele dia iriam telefonar de forma a marcar o dia. E assim foi, ao final da tarde lá estavam a ligar e disseram-me que, se eu quisesse, havia vaga para o dia seguinte. Perfeito!

Avisei a Sr. Gambuzino que no dia seguinte, às 15h30 tinha de lá estar.
- Karina, vão-te tirar tanta caca daí!

Às 16h30 do dia seguinte, após a limpeza, ele olha para mim e comenta:
- Estás tão luminosa... Até já podes servir de lanterna!

Passado uns minutos, volta a olhar para mim e diz:
- Logo à noite, quando lavares a cara, já não vais ficar com a toalha castanha!!!!!

Falta de humor é o que o moço não tem, não é não senhor!

quinta-feira, dezembro 18, 2014

Mas que grande desilusão


Fui ao Cascaishopping levantar duas encomendas que já tinha feito no início de Setembro, quando cá estive no verão. Ao andar pelos corredores, depois de passar pela árvore de natal gigante e presépio que se encontram à frente da zona da restauração, fui reparando na muito fraca iluminação do centro comercial e nas montas das lojas quase despidas de decoração natalícia. O Continente, então, não tem nada para além de uma árvore de Natal pequena, raquítica e sem graça alguma.
Deixou-me triste.
Lembro-me dos tempos em que entrar neste centro comercial nesta altura do ano era uma emoção de luzes, de coroas natalícias, das lojas com montras bonitas, alegres e bem decoradas. Porque para mim o Natal é isso mesmo: não tanto sobre as prendas (é o menos importante, mas mentiria se dissesse que não tem a sua importância) mas sim as luzes, as árvores, as bolas decorativas, as estrelas, os flocos de neve, a música. As lojas decoradas. As casas enfeitadas. O bacalhau, os sonhos, o bolo de Natal numa mesa com o melhor de tudo: a família junta e unida. Isto tudo é o que ilumina o espírito natalício.
Não um centro comercial nu, cheio de lojas com montras enfadonhas interessadas apenas no lucro que pode vir do Natal, esquecendo-se de proporcionar aos seus potenciais clientes a experiência Natalícia.

Que desilusão das grandes.

Dedo mau, dedo mau!

Peço desculpa mas o meu dedo, um gordo desenvergonhado, eliminou assim sem meias medidas, uns comentários que aguardavam pacientemente por aprovação.
Ele já se encontra de castigo, não vai ter direito a Candy Crush durante dois dias que é para aprender a não ser tão distraído. Mas o que posso eu dizer? Sai à dona e quem sai aos seus não é de genebra.

quarta-feira, dezembro 17, 2014

#entusiasmada

Hoje volta-se a casa para passar as festas com a família e estar com os amigos, tanto aqueles que ainda vivem em Portugal como com aqueles que também já rumaram além-fronteiras e que já são uns bons quantos. Regresso sozinha mas Sr. Gambuzino junta-se a nós já amanhã - vais um dia mais cedo para ires aquecendo a cama, disse ele. Portanto, cool, 'tá-se bem!

sexta-feira, dezembro 12, 2014

É por estas e por outras que eu nunca vou ser uma fashionista

Como mulher que sou tenho o gosto em arranjar-me. Posso não ser obcecada com roupa, acessórios, cremes, maquilhagens e moda no geral - apesar de ter uma panca enorme por tudo o que é écharpes, cachecóis, e lenços, usando-os o ano inteiro - mas gosto de andar bem apresentável, e, dentro dos estilos que mais gosto, bem arranjada. Lavadinha e compostinha.
Acima de tudo, primeiro tem de vir o conforto. Posso estar vestida com a peça de roupa mais bonita do mundo que se não me estiver a sentir confortável, não é para mim e não me dou sequer ao mínimo trabalho de me esforçar. E uma das coisas mais desconfortáveis, para mim, é sentir frio - logo eu que sou extremamente friorenta - principalmente nos pés. Pés frios, corpo todo frio. Pés frios, pensamento congelado. Pés frios, rabugice quente.

Por isso, em pleno inverno andar toda encasacada - como é normal - e usar sapatos de salto alto - que também não é muito a minha cena, mas adiante - ou umas sabrinas sem meias... Não. Não, não, não, não. Tipo, não, nem pensar. Muito bonito e tal mas não. Muito frio. Só de pensar sofro de choque térmico!


quinta-feira, dezembro 11, 2014

Really, Mr. Karma?!


Apesar de não ser uma pessoa religiosa nem crente, acredito piamente no karma e no seu poder - talvez, digo eu, muito devido à ligação que sinto à filosofia budista. Acredito que tudo aquilo que hoje fazemos, todas as acções que tomamos e como agimos, mais cedo ou mais tarde retorna. What goes around, comes around.

E, acreditem, eu até sou boa pessoa. Tenho o meu feitiozinho "enxertado em corno de cabra" como já me disseram tantas vezes, e tenho os meus defeitos mas quem não os tem. Posso ser refilona, teimosa, casmurra, orgulhosa e não me calo quando sei que tenho razão mas também tenho noção que sou honesta, justa, sincera - às vezes até peco por ser demasiado sincera - sou boa amiga, amiga verdadeira, sou boa filha, sou trabalhadora, sou uma pessoa bastante pacífica, não desejo mal a ninguém - só desejo o dobro daquilo que me desejarem a mim, sempre ouvi dizer - e abomino qualquer forma de corrupção, mentira, engano e chico-espertismo. Para mim, acima de tudo, está a integridade e dignidade pessoal.

Isto para dizer que não percebo o que é que o universo tem contra mim que passa a vida a lançar-me pequenos azares, azares físicos. Nada de grave, felizmente nunca cheguei a partir um osso que fosse, só um dente, mas lá vez em quando tenho um ou outro azar que sempre faz alguma mossa: estatelo-me no chão, caio em escadas, tropeço, vou contra as coisas, etc, etc. Ontem, após dois meses de ter queimado três dedos da mão esquerda enquanto passava a ferro, foi a vez de queimar a mão direita no fogão de placa de vitrocerâmica (que eu simplesmente odeio, meus ricos bicos de gás, tenho tantas saudades vossas!). Ora, mal por mal, que tivesse sido a mão esquerda, que é um pouco inútil e só funciona realmente como deve ser se for em conjunto com a mão direita...

A sério. Há aqui algum engano, Sr. Karma. É azarinho atrás de azarinho... Não é que me possa queixar da vida, sou uma pessoa feliz, mas já agora era fixe não passar a vida toda a magoar-me fisicamente...

terça-feira, dezembro 09, 2014

Segurem-se, senhores!


Hoje, pela primeira vez desde há uns dias para cá em que as temperaturas andavam sempre em valores negativos, temos uma temperatura positiva. Baixinha, mas positiva.
No entanto e para compensar, estão esperadas para Dublin rajadas de vento entre os 70 e o 110km/h.

Isto aqui é sempre uma emoção meteorológica!

segunda-feira, dezembro 08, 2014

A vida por Dublin #1 / Custo de vida

Desde que vim viver para a Irlanda que já recebi uns quantos e-mails sobre como é viver por cá. Desde o custo de vida, como se pode fazer para alugar casa, ou mesmo o que ver quando se vem de férias. Como tal, há uns dias estava eu a pensar cá para os meus botões e decidi criar uma rúbrica aqui no estaminé sobre como é viver em Dublin e explicando mais ou menos a nossa (minha e de Sr. Gambuzino) experiência e a nossa visão das coisas - isto não invalida que quem queira enviar e-mail com questões, deixe de o fazer. Feel free to do so!

Sobre o custo de vida, há uma conversa típica bastante engraçada entre nós e irlandeses que a gente acabe de conhecer, em que umas das perguntas mais frequentes da parte deles é "e o que acham do custo cá? Isto é tudo muito caro, não é?", ao que a gente responde sempre "olha que não... em Portugal as coisas podem ser até ligeiramente mais baratas, mas muito pouco, e o ordenado mínimo lá é três vezes inferior!". A reacção deles, por norma, é bastante idêntica a isto:


Ou seja, de uma forma geral, as coisas são ligeiramente mais caras que em Portugal - se bem que há coisas do dia-a-dia, compras de mercearia, que encontramos ao mesmo preço ou até mais baratas - e como aqui a média dos ordenados é bem superior  - o ordenado mínimo cá anda nos €8,60 por hora - compensa bastante.
Onde notamos maior diferença é na renda das casas, isto comparando com Lisboa. A economia irlandesa tem vindo a melhorar aos poucos, em Dublin especialmente há uma procura maior que oferta e nos últimos meses as rendas subiram bastante, apesar de se começar a ver alguma estabilização de valores. Mesmo assim, o maior problema é mais encontrar uma casa (quer seja a partilhar ou não) minimamente decente. Vê-se muita coisa estranha quando se anda à procura de casa, nota-se que não têm pejo nenhum pelas casas.


Até ao final deste ano, a água canalizada tem sido de borla mas uma das imposições do FMI foi começar-se a pagar. Apesar de haver de quando em vez uma ou outra manifestação contra, parece que a medida vai mesmo em frente. E não me parece que vá ficar muito caro: nas moradias vai haver um custo por m3 de água gasta enquanto que nos apartamentos é um valor fixo por pessoa.
Pelo menos nos apartamentos é tudo eléctrico, não havendo nada a gás, e os preços são idênticos aos de Portugal. 


Para um turista ou para um estudante, vindos com orçamentos portugueses, o custo de vida por cá pode tornar-se um pouco abusivo. Comer fora por norma sai caro, isto se não quiserem passar o tempo todo a comer McDonald's - que cá tem uma opção vegetariana, o Spicy Veggie Wrap, iéééiiiii - ou restaurantes do género. Mas também não esperem comida local fantástica, é tudo muito à base de fritos, como o Fish&Chips e Chicken Wings. No entanto, se forem fãs de comidas étnicas, já se come melhor, apesar de, regra geral, os valores serem mais elevados que em Portugal.


Comprar roupa cá, mais €10, menos 10€, vai dar ao mesmo em relação a Portugal. Zara e Mango custama ser entre 5€ a 10€ por cá, mas em lojas como H&M, Accessorize, Parfois - apesar de ser uma marca portuguesa! -, os preços são exactamente iguais.

Posso dizer que, em média, acabamos por gastar praticamente o mesmo ou pouco mais que gastávamos em Portugal. Gasta-se mais um pouco nalgumas coisas, mas consegue-se poupar noutras. Mas o importante é que, no final do mês, consegue-se poupar muito mais que em Portugal. Not bad, not bad at all!

sábado, dezembro 06, 2014

Já nevou!

Foram só três flocos de neve e muito tímidos. Mas era neve. Cinco segundos muito bonitos.

sexta-feira, dezembro 05, 2014

Óhhhhhhhh


Sr. Gambuzino ao final do dia telefona-me:
- Então?, pergunta-me ele.
- Então?, respondo-lhe.
- Como é?
- Como é o quê?
- O que estás a pensar fazer agora?
- Não sei... o que te está a apetecer? Vamos tomar alguma coisa agora e jantamos depois? Jantamos e vamos ao cinema?
- Tanto faz. Quero é estar contigo.

Óhhhhhhhh. Depois de nove anos juntos, ouvir estas coisas, até no meio deste frio todo, fez-me derreter um pouco.

quinta-feira, dezembro 04, 2014

Sabes que estás a ficar senil quando...

Estás a ver-te ao espelho e não tiras os óculos antes de pores o rímmel (ou máscara, ou lá como agora chamam à coisa) nas pestanas...


Sim, fiquei com a lente um pouco suja...

terça-feira, dezembro 02, 2014

Já chega, 'tá?

Queridas tosse e gosma:

Durante três semanas, vossas excelências têm vindo a tomar refém o meu tórax sem qualquer indício de arrependimento ou pena da vossa parte pela minha pessoa. Chegaram aqui, viram que metade das pessoas em Dublin já estavam ocupadas e toca de se instalar sem qualquer pedido de permissão para tal. Vão e vêm quando querem e bem lhes apetece, se bem que parece terem um gosto especial em aparecer durante a madrugada quando eu estou a dormir para me acordar e desatar numa tosse desenfreada - e, consequentemente, fazer acordar metade do prédio.
Da minha parte, já tentei de tudo para que desistissem e fossem embora para outras bandas mas com esse vosso feitiozinho esquisito, com a mania que são muito más e implacáveis, não arredam pé nem por nada - vou na minha terceira embalagem de xarope, e se bebo mais chá fico chalada de todo.
Não é por nada, mas sois chatas e nojentinhas. Passo a vida a tossir, cheia de gosma e sem grande energia. E eu que tenho uns ténis novos todos xpto há duas semanas cá em casa por estrear! E o Natal está a chegar e dava-me jeito ir para o ginásio perder algumas calorias agora antes dos sonhos, coscorões, troncos de natal e tudo e tudo e tudo.

Vá, ide agora enquanto ainda vos resta alguma dignidade e enquanto ainda há oportunidade de sermos amigas e não haver ressentimentos futuros.

Atenciosamente,
Karina sem acento

segunda-feira, dezembro 01, 2014

Ironia das ironias


Até termos tomado a decisão de virmos para a Irlanda, disse sempre que até podia sair de Portugal mas a compensação seria ir para um país mais quente. Pois, está bem. Hoje cá estou eu neste gelo, vestida com collants com pêlo interior, dois pares de meias, duas camisas interiores, uma camisola-vestido de lã quente e fofinha, umas boas galochas que não deixam o pé transpirar, e prestes a vestir o casaco impermeável-corta-vento-com-forro-tecido-polar, luvas, cachecol e gorro, mais uma dose extra de coragem para enfrentar o frio da rua - e tende piedade de mim, amén. Isto só para vestir e despir é uma canseira.


Lá diz o outro: pela boca morre o peixe. E que grande peixe eu fui.

sexta-feira, novembro 28, 2014

quinta-feira, novembro 27, 2014

A menina gosta

Gosta muito. Muito, muito, muito.
Tudo da Mango... claro.

terça-feira, novembro 25, 2014

Vinte coisas minhas


1. O meu escritor preferido é Haruki Murakami mas o meu livro preferido é o Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez.
2. O meu filme preferido é o Moulin Rouge. Mas não sou apreciadora de musicais. Nem de filmes demasiado lamechas-romântico-delico-doces-de-fazer-chorar-as-pedras-da-calçada no geral.
3. Sou extremamente esquisita com música: não gosto de hip-hop, rap, fado, música brasileira no geral, música pimba, folclore, nem uma boa parte da música pop actual.
4. Gosto de rock, metal, alternativa, grunge, étnica, algum pop dos anos 80 e 90, música dos anos 50/60/70.
5. A minha banda preferida é Placebo.
6. Odeio profundamente Mafalda Veiga. A música, que a ela não a conheço de lado nenhum.
7. A pior coisa que me podem pôr à frente é sardinhas. E manga. E pêras. C'a nojo de alimentos!
8. Adoro comer, e cozinhar, e comida étnica e picante.
9. Não como carne, gelatinas nem gomas. Não bebo leite de vaca. Sempre que possível, evito comer trigo. Gosto de pão mas sou capaz de passar semanas inteiras sem comer um pãozito que seja.
10. Sou um pouco obsessiva-compulsiva: não posso ver nada torto, fora do sítio, sujo e desarrumado. Sou daquelas pessoas que se vê um quadro torto, não descansa enquanto não endireita ou avisa que o quadro está torto. Não gosto de cortinas, gavetas e portas dos armários abertas.
11. Não consigo dormir com a porta do quarto aberta. E tem de estar tudo às escuras.
12. Pavor de aranhas e abelhas.
13. Sou uma pessoa que gosta de pensar "meio copo cheio".
14. Tenho mau feitio... Sou refilona... Muito teimosa e casmurra... Mas tenho bom fundo.
15. Não gosto de pedir ajuda a ninguém... orgulhosa, eu sei.
16. Tenho ouvidos de tísica. Às vezes até gostava de não ouvir certas coisas.
17. Sou míope.
18. Gosto de tatuagens - tenho duas, muito pequeninas. E já sei qual vai ser a terceira. Ihihihih!
19. Tenho a noção que sou um pouco, ligeiramente, uma coisinha de nada excêntrica.
20. Apesar de nunca ter gostado de chupetas, chuchei no dedo até praticamente aos dez anos. Que vergonhaaaaaa!

segunda-feira, novembro 24, 2014

Àquelas pessoas

Que em plena sala de cinema, a meio de um filme e sentadas ao teu lado, lembram-se de ligar o telemóvel para ir ao facebook e fazer pesquisas no google com a intensidade de luz puxada no máximo



E eu não sou uma pessoa violenta, mas nestas alturas cresce em mim esta ânsia de espancar certas pessoas. Se tudo pode ser resolvido com uma conversa? "Olhe, desculpe lá, pode desligar isso?". Até pode ser que sim. Mas chateia-me que haja pessoas que não tenham dois dedos de testa e uma dose mínima de senso comum. É que não estamos a falar de ler uma mensagem recebida, que demora 5 segundos a ler. Vá, que seja necessário responder à mensagem... Estamos a falar de estar dez minutos com aquela coisa ligada.
Irra! Haja paciência!

sexta-feira, novembro 21, 2014

Inacreditável

Escandalizada é a melhor palavra para descrever a minha reacção quando li que os senhores iluminados doutores engenheiros deputados do nosso país iriam ter, outra vez, direito a subvenções vitalícias.
Apesar da proposta ter sido entretanto retirada, (menos mal, ainda bem, haja decência!) custa-me acreditar que houve a lata para que isto tenha sido posto outra vez em cima da mesa ainda para mais numa altura destas em que a única coisa que se ouve falar é em cortes, cortes e mais cortes - ah, mentira, também se ouve falar em aumento de impostos. E a coisa foi para trás devido à pressão e às críticas feitas contra esta medida - pudera!

A sério, como é que é possível? Como é que alguém pode ter algum pingo de esperança nestes políticos de meia tigela quando não são os primeiros a dar o exemplo?

quarta-feira, novembro 19, 2014

A dislexia contra-ataca

Aquilo que deveria ter tido: "Club de Ski".
Aquilo que realmente disse: "Scub de cli".

Aquilo que deveria ter escrito como título deste post: "dislexia".
Aquilo que realmente escrevi como título deste post (mas reparado a tempo): "disxelia".

Estamos bonitas, estamos!

terça-feira, novembro 18, 2014

Já só cá faltava a Dona Gripe

Para além de me doer tudo, da cabeça aos pés, de estar vestida com camisola interior, pijama de inverno, robe, meias, e ainda estar tapada com uma manta e mesmo assim sentir frio - arrepios, tantos arrepios - estou sem fome.
Eu. Sem apetite.

Não sou pessimista nem alarmista. Mas para estar sem fome é porque a coisa veio forte e feio. Boa. 

Dia de apoio a casados/as com escorpiões. Oi?

Alguém lembrou-se de criar o dia de apoio a casados/as com pessoas de signo escorpião. 
E eu, como boa escorpião que sou, digo-vos assim: merdinha para quem se lembrou deste dia. Sim, temos um feitiozinho tramado, mas não somos tramados nem maus. Sim, somos orgulhosos, teimosos e "antes quebrar que dobrar". Mas também ninguém nos pode atirar à cara que somos cínicos: dizemos o que achamos, somos sinceros e temos um elevado sentido de justiça. Politicamente incorrectos, como já me disseram muitas vezes, porque damos opiniões sinceras e não exactamente aquilo que podem estar à espera de ouvir. Defendemos com unhas e dentes aquilo que acreditamos. Podemos ser dos piores inimigos - quando ponho de parte, ponho mesmo de parte e para sempre - mas ninguém pode pedir melhor amigo que um escorpião.
Somos transparentes.
Somos de extremos, amamos ou odiamos, somos amados ou odiados. E eu, sinceramente, vivo muito bem comigo assim.
Não somos passivos mas sim activos.
Pelos vistos, isto tudo incomoda muita gente. Temos pena!

Ok, até reconheço que quem nos atura tem de ter algum jogo de cintura. Mas somos um signo fixe. 

segunda-feira, novembro 17, 2014

Biliões de pessoas em pânico


Mulheres choram desalmadamente, sem saber como vão conseguir aguentar-se a si próprias, principalmente nos momentos mais depressivos da TPM. 
Homens num pânico nunca sentido antes, gritam, choram, berram, esperneiam, sem saber como vão aturar as mulheres, principalmente durante esses mesmos momentos de TPM.

Aquilo que unia pessoas, homens e mulheres, novos e velhos, que acalmava corações, mentes e corpos, que aquecia noites frias, que estava sempre presente nos bons e maus momentos, dizem, encontra-se no fim.
O chocolate está a esgotar-se.

Nãooooooo!

sábado, novembro 15, 2014

Bom dia alegria!

Christmas markets, Manchester 

Este fim-de-semana estamos na ilha vizinha, Inglaterra. Viemos de ferry, passámos por país de Gales (lindo!) e estamos agora em Manchester. Mais tarde, Liverpool.
Isto é só passear! :)

quinta-feira, novembro 13, 2014

Aiiii tanta pressa, que violência!


O embarque para o avião é feito sempre por filas, primeiro entre as filas 15 a 29 e de seguida da fila 1 à 14. Enquanto não chega a sua vez, pede-se, é favor de permanecer sentado. Pois, mas levanta-se tudo, não há alminha que fique sentada. Querem todos ser os primeiros a entrar.
A saída do avião, depois do vôo, é basicamente a mesma história: a porta está fechada, os sinais para se permanecer sentado e com cintos apertados ligados, mas já está tudo levantado a tentar tirar as malas de cima. Devem estar com medo de perder o avião...
Por norma, depois do avião aterrar,  só me levanto quando já não há tanta confusão. Nas calmas. Para quê, de qualquer das maneiras vou ter de ficar à espera da mala de porão.
Mas o problema, hoje, foi mesmo esse: ter ficado sentada. De regresso a Dublin, com a porta do avião fechada, tudo a levantar-se e, claro, o corredor começa a ficar mais preenchido de pessoas nervosas e apressadas que depressa ficam sem espaço para se mexerem muito. E eu, muito calma e zen, sentada à espera que a manada passasse. E o corredor cada vez mais cheio, ainda com a porta fechada. Pois que, eu muito entretida a jogar Candy Crush quando sinto algo contra a minha cara. 

Um rabo. Um rabo foi duas vezes seguidas contra a minha cara. 

E esse mesmo rabo, depois de me pregar dois sopapos mesmo no meio das minhas trombinhas, ainda tenta invadir o meu espaço. Não me levanto do lugar para não me sentir que nem uma sardinha enlatada e mesmo assim vejo-me nesta situação, encurralada entre a pessoa ao meu lado, que hoje era a minha mãe (iéééééiiiii!!!) e um rabo.

Ai a minha vida...

Emigrante tuga que se preze...


Vem a Portugal com a mala praticamente vazia para depois regressar com 20Kgs de bacalhau, vinho, castanhas, jeropiga - alguém vai festejar o S. Martinho atrasado em Dublin... - marmelada (raios, lá só há uma marmelada de laranja-super-hiper-mega-ácida e eu até gosto de coisas ácidas, mas estas marmeladas são um abuso), caldo verde, azeite nosso do boum e um ou outro pastel de nata. E, no caso de se ser mocinha, qualquer coisa da Women's Secret/ Oysho/ Intimissimi, que por mal dos pecados de qualquer mulher portuguesa na Irlanda, não há nenhuma destas lojas por lá, óhhhhhh.

Assim, sim. Uma casa portuguesa em Dublin.

quarta-feira, novembro 12, 2014

O que me apraz dizer acerca da última aparição de Kim Kardashian numa capa de revista



Mas...que penteado à arara é esse?

Ai a canalha!


Pá, man, agradeço do fundo do meu coraçãozito a tua preocupação em quereres partilhar as músicas que estás a ouvir do teu telemóvel a todos que se encontram no mesmo espaço fechado e público - já vi que gostas especialmente de fazer isto no comboio. Mas, pá puto, a sério, não te preocupes comigo que eu também não me preocupo contigo. Estás a ver miúdo, eu não gosto de ser abusadora e não gosto de me aproveitar das coisas dos outros, muito menos da boa-vontade, principalmente de quem não conheço. Chavalo, fogo pá, a sério pela tua cena, mas não é preciso. Põe uns auscultadores nessas orelhas e curte o som só para ti. Caga-te p'rós outros! Man, ainda por cima ontem passei na fnac e vi uns phones buéda nices, porreirinhos, baratinhos, coloridos e bem foleiros para combinarem com a tua música xungosa. E é bué swag, a cena de se usar phones!  Pá, dread, fixe man.

Será que assim eles percebem o recado? Dasssss...

terça-feira, novembro 11, 2014

O mistério (e o drama) do paninho dos óculos

Eu tenho dois pares de óculos, uns para ver e outros de sol (também estes graduados). Para além do pano que veio dentro da caixa de cada par, na loja costumam oferecer mais um pano adicional. Ou seja, contas feitas, um total de quatro paninhos para limpar os óculos.
Todos eles desaparecidos. Juro que ainda estou para perceber como é que eu faço isto, mas a verdade é que podia ter uma loja só de panos de óculos que desaparecia tudo.
Nos entretantos, ponho eu a mão no bolso de um casaco qualquer ou numa mala que já não uso há algum tempo e lá encontro um dos panos que andam perdidos. Pouco tempo depois, volta a dar o sumiço.
E eu volto a procurar em tudo o que é bolso de casaco, calças, camisas, camisolas, malas, malinhas, caixas dos óculos e nada. Entre panos desaparecidos-reencontrados, vou limpando os óculos às mangas das t-shirts de algodão e vou cravando o pano a quem também use óculos (devolvendo imediatamente, para não correr o risco de o perder).

Isto para mim é um mistério do camandro, só equiparável com o buraco negro que são as malas das mulheres. É como se eu fosse o Triângulo das Bermudas dos panos dos óculos.

segunda-feira, novembro 10, 2014

Por momentos pensei que estava em Dublin...

Mas o que é esta chuva e este frio e este dia tão cinzento e feio? Caredoooooo, já não me basta isto na Irlanda?

O meu mais recente vício

O novo álbum dos Placebo, Loud Like Love - como qualquer álbum deles, verdade seja dita. Mas há uma música em especial que consigo ouvir em repeat vezes e vezes seguidas sem parar, a Exit wounds.
Com muita pena minha não pude ir vê-los ao Coliseu dos Recreios na semana passada, até porque só vim um dia depois para Lisboa. Mas os mininos decidiram dar um pulinho a Dublin para Fevereiro e no dia em que meteram os bilhetes à venda, comprámos logo. Vá, para ser precisa, não foi no dia mas sim no minuto em que meteram à venda (é a minha banda preferida, já sabem não sabem?). E, se tiver sorte, também tocam a Exit Wounds ao vivo. Uh-uh! Isso é que era!


sexta-feira, novembro 07, 2014

Parafraseando Amália: obrigada, obrigada, obrigada!



Muito, muito agradecida por todas as mensagens aniversário e por todo o carinho transmitido! Como digo ao Gambuzino: curto-vos bué! :)

O dia de aniversário foi calminho, com muitos telefonemas, sms, mensagens e tudo mais pelo caminho. A festa propriamente dita vai ser logo à noite, entre família, mas ontem já aproveitei para ir lanchar com a minha mãe e com a minha tia: uma torrada, daquelas de pão de forma alto, cortado em três tiras, e um pastel de nata. Apesar de gostar do pão em geral, na Irlanda, não há lado nenhum onde possa pedir estas torradas maravilhosas - onde começo sempre por comer as tiras do lado para deixar para o fim o melhor, as tiras do meio. E claro que não podia faltar o pastel de nata. Há que aproveitar o melhor, sempre que cá estou, e este lanche de aniversário soube-me a ginjas!

Mais uma vez, obrigada!

quinta-feira, novembro 06, 2014

Então diz que faço vinte e nove anos


E foi há vinte e nove anos que nasceu no início de uma tarde primaveril (sim, que onde nasci era primavera) uma pequena escorpiã, de cabelo farto, negro e espetado, de seu nome Karina sem acento. O pai conta todos os anos neste dia que foi o primeiro a vê-la e que era a bebé mais bonita de todo sempre. A mãe diz logo de seguida que não, que era feia, feia, feia mas que passado um mês já era linda. E que a primeira pessoa a ver, tirando os médicos, foi a prima C. O pai diz que não, que foi ele, e diz também que a mãe ainda tem a lata de chamar de feia à bebé mais linda.
As fotos comprovam que a pequena escorpiã não era lá muito bonita ao nascer e que, de facto, passado um mês já era bem fofinha (gaba-te cesto roto!!!), mas a verdade é que gosto de ouvir este diálogo todos os anos. Uma espécie pequena tradição familiar no dia dos meus anos.

Pois bem, então que este último ano antes dos trinta seja no mínimo, memorável. Ah, e parabéns a mim :P

quarta-feira, novembro 05, 2014

Aquela sensação indiscritível quando se chega a casa


No final do ano passado decidimos mudar de apartamento, em Dublin. A senhoria decidiu aumentar a renda para um valor estupidamente alto para a casa que era e nós decidimos que, se era para pagar aquele valor, que fosse para uma casa melhor. E assim foi.
Tivemos a sorte e felicidade de encontrar um apartamento mesmo no centro da cidade - para quem conhece Lisboa, vivemos numa zona mais ou menos equivalente ao Chiado, ou seja, mesmo no centro e perto do Bairro Alto, que em Dublin é o Temple Bar. Para além da localização, o apartamento é melhor, com mais espaço, bem mais quente (em pleno inverno, só ligamos o aquecedor do quarto uma hora à noite, ao contrário da antiga casa em que ou andávamos embrulhados em mantas, robes, cachecóis e tudo mais, ou víamos a conta da electricidade disparar como chegou a acontecer), e a renda acabou até por ficar um pouco mais baixa do que o que a senhoria da outra casa estava a querer.
Podemos dizer que estamos muito contentes com o apartamento em que estamos - e depois de vermos as casas horríveis que há por lá, ainda mais - e a nossa senhoria actual é um amor, uma simpatia que só ela.

Mas depois uma pessoa vem a casa. Abre a porta e a primeira coisa que sente é o cheiro a baunilha. Entra e começa a ver as coisas, desde os magnéticos da porta do frigorífico de todas as cidades que já visitámos, à nossa mesa de jantar, as almofadas todas diferentes que temos em cima do sofá bege, as fotografias, os livros, a cama, os quadros... As memórias.
Posso vir a casa várias vezes por ano, mas a sensação, quando volto a entrar pela primeira vez depois de algum tempo em Dublin, é sempre a mesma, e é indiscritível.

Não há dúvidas: podemos estar bem noutro sítio, mas não há nada como a nossa casinha.

No último dia com 28 anos


Hoje, portanto. Estou neste momento a caminho do aeroporto para ir passar o meu aniversário a Portugal. Vai ser só uma semana, que passa a voar (sei por experiência própria que uma semana, duas, um mês ou o tempo que seja, quando vou a casa o tempo passa sempre bem mais depressa do que gostaria). O regresso a Dublin vai ser feito com a companhia dos meus pais para passarem cá outra semana. Mais uma vez, é pouquinho tempo, mas mais vale pouco que nada - nunca esta expressão me pareceu tão viva como agora que vivo fora do país.
E hoje, na véspera de fazer vinte-e-nove anos e de entrar no último ano dos vintes, sinto-me a panicar. Já não é de agora - tenho uma certa facilidade em sofrer por antecipação - mas hoje a coisa é especialmente sentida. Falta um ano e um dia para entrar nos trinta e, apesar de saber que não é o fim do mundo, há muita coisa que entra em introspecção. Aquilo que até hoje atingi, aquilo que gostaria de ter atingido e não consegui, aquilo que me dá força para continuar a lutar por aquilo que mais quero, aquilo/as coisas que eu quero e preciso realmente na minha vida. É por isso que tenho uma pequena lista mental de coisas que gostaria de fazer/concretizar antes de chegar aos trinta, apesar de nem sequer ser pessoa de fazer planos a longo prazo (e isto tem um motivo que reside no facto de, como disse umas linhas antes, sofrer por antecipação, gosto mais de fluir naturalmente; e porque sou daquelas pessoas que fica incrivelmente frustada quando os planos saem furado. É por isso que, de uma maneira geral, prefiro quando as coisas são feitas de forma mais espontânea).

Dizem que os vinte-e-nove são um ano de mudança. Vamos ver, com calma (respira fundo Karina...). Um dia de cada vez.

segunda-feira, novembro 03, 2014

Aquele momento em que vês o Bono Vox na rua





Está uma pessoa a caminho de ginásio, vai a atravessar a estrada mesmo ao pé de casa, olha para o lado e vê o Sr. Bono Vox numa mota e com os seus óculos lente cor-de-laranja.
Tipo, o Bono Vox. Dos U2.

sexta-feira, outubro 31, 2014

Amsterdão {4}





É tudo meu!
O último dia foi dedicado a passear pela cidade. Fomos a VondelPark, um parque público onde as pessoas vão para relaxar, passear, correr, beber um café nos bares que lá se encontram e, claro, andar de bicicleta.








Uma coisa engraçada que viemos a saber durante o passeio que fizemos de barco foi o porquê dos prédios serem altos tendo em conta os poucos andares - e janelas enormes - que tinham e com pouca largura: tem a ver com o facto de, quando construídos, os impostos eram maiores quanto mais largos fossem. Daí fazerem prédio delgados. Para além disso, dá para reparar que têm a fachada inclinada para a frente com um gancho no topo, que era para ajudar a puxar as mobílias para cima, uma vez que as escadas são muito estreitas - eu que o diga, que as do hotel, para além de estreitas, tinham degraus altos e cheguei a dar umas quantas caneladas.







Isto é um centro comercial!

Dam Square

A única fotografia que tirei do Red Light District. Atrás de mim estavam umas meninas nas montras a trabalhar. Ao meio-dia. Trabalhadoras!
 Amsterdão superou as minhas expectativas. Confesso que não estava à espera de gostar tanto, mas a verdade é que a cidade é mesmo bonitinha e com muito encanto. Espero um dia voltar!