sexta-feira, janeiro 31, 2014

TGIF


Hoje o dia acordou mal disposto. Está escuro - tão escuro que tenho de ter as luzes ligadas - está um gelo do caraças frio, está de chuva, e está previsto assim continuar o resto do dia. Mas é sexta-feira, e só por isso, é um dia bonitinho.

quinta-feira, janeiro 30, 2014

Memórias de infância #1


Acredito que cresci numa altura fantástica, uma época entre épocas. Apesar de ter apanhado com o boom e proliferação tecnológica, com computadores, internet, telemóveis, etc, etc, ainda soube o que era brincar na rua, em parques de areia (fiz muitos bolos de areia e passei a infância com os joelhos esfolados e a carregar quilos de areia nos sapatos e bolsos das calças e casaco todos os santos dias para casa, pela infelicidade da minha mãe), e com outros miúdos. Aprendi a interagir (dialogar, conversar, discutir) com as pessoas cara-a-cara e sabia lá eu, sabíamos lá nós todos, o que era uma conversa virtual. As coisas podiam não ser tão rápidas, mas eu também tinha todo o tempo do mundo.
Via o McGyver, o A-Team e o Michael Knight (Kitchi, vem-mi buscá!), os Flintstones, o Rei Babar, e o Club Disney, aos sábados de manhã. Fui ao Bueréré com a escola, ainda apresentado pela Ana Marques. Sei a ligação entre uma caneta e uma cassete. Soube o que era pesquisar em enciclopédias de papel e os trabalhos eram feitos e entregues escritos à mão. Sei o que é um pager, uma disquette e walkman. Tive a minha primeira pen drive já andava na faculdade, era de 256MB e lembro-me que foi uma pequena fortuna.
Nas férias com os pais, queria era ir à praia e bastava um dia para fazer amizade com outras crianças. Brinquei muito no quintal do meu tio, atrás dos gatos, e na horta da minha tia a pegar nos coelhos que ela tinha, apesar de saber que mais tarde não ia conseguir abrir os olhos, devido à minha alergia a pêlos.
Passava a vida a desenhar e a pintar, e o Photoshop só apareceu na minha vida muito tempo depois.
Tive o melhor dos dois mundos, aquele que me deu a conhecer o mundo de uma forma mais directa e aquele que me presenteou com a tecnologia do futuro. Ser criança, naquele tempo, foi o máximo.

quarta-feira, janeiro 29, 2014

Olia Garnier: jamais!

Já não é a primeira vez que pinto o meu próprio cabelo, sempre com outras marcas. Nem sempre a cor fica 100% como o gostaria que ficasse, mas o resultado final acaba por ser sempre positivo. Nunca fiquei com o cabelo manchado, nunca fiquei com o cabelo seco, e nunca tive tanto trabalho como tive hoje.
No fim-de-semana passado, ao ver que já estava a ficar com bastantes cabelos brancos à vista, fui comprar tinta para o cabelo. Vi na loja Olia Garnier, supostamente uma nova tinta maravilhosa sem amoníaco e à base de óleos optimizadores de cor que, mais uma vez supostamente, deixariam o cabelo bonito e brilhante. Convenceu-me.

Para já, a embalagem não é minimamente bem pensada. Muito engraçada, com formas redondas, mas muito pouco user-friendly. A tinta em si é demasiado líquida. A lavagem foi, no mínimo, penosa: eu bem que lavava, eu bem que passava por água, e o raio da tinta continuava a escorrer. E o resultado final foi, para além de ter o cabelo completamente manchado, praticamente preto à frente e atrás a parecer que nem sequer levou tinta alguma que fosse, ter ficado com o cabelo seco e com um ar muito pouco saudável, mesmo tendo utilizado o condicionador todo e mais algum que vinha na embalagem da tinta. Ora, depois de eu andar há algumas semanas a fazer tratamento para dar brilho e hidratar o cabelo devido ao frio e do uso do gorro, que andavam a torná-lo muito seco, e já com muito bons resultados à vista, voltar a ver o cabelo seco de um momento para o outro é incrivelmente desmotivador.

Agora vou ver se consigo aguentar pelo menos uma semana para voltar a pintar o cabelo, para não queimá-lo com tintas (a ver vamos se consigo esperar tanto tempo). Provavelmente vou ter de pintar com uma cor mais escura para tentar uniformizar isto tudo. Não imaginam o chateada (com f grande) que eu estou com isto!

O resultado final

Um gorro faz toda a diferença


Eram sensivelmente seis e meia da tarde e o céu já estava num tom negro, da noite e das nuvens carregadas de chuva. Tinha saído de casa munida contra a chuva e frio: as minhas sempre tão úteis galochas, que devem ter sido dos investimentos mais inteligentes que alguma vez já fiz, o meu casaco impermeável e quente por cima de umas boas três camadas de roupa, luvas, cachecol e gorro, grosso, quente, branco e com um pompom no topo, para dar um toque de alegria e juvenilidade ao inverno triste e decadente. Apesar de toda uma quantidade volumosa de roupa, mesmo assim ainda conseguia sentir o frio a querer entrar sorrateiramente para me deixar congelada.
Por isso, podem imaginar o furiosa que fiquei quando andava às compras para o jantar, com o gorro debaixo do braço (sim, já sei, sou uma inteligência einsteiniana) e deixei-o cair algures, provavelmente quando me empoleirei em bicos de pés e estiquei o braço para chegar ao frasquinho de paprika doce, só dando conta da sua falta já na rua quando comecei a sentir frio na cabeça. E que frio. Quatro graus celsius negativos, um vento gélido que nem me deixava manter o capuz do casaco na cabeça e uma caminhada até casa que me deixou gelada desde a cabeça à ponta dos pés.
A falta que um gorro faz!

terça-feira, janeiro 28, 2014

Uma franja comprida incomoda muita gente


Sr. Gambuzino, talvez influenciado pelos anúncios da Chanel com o Brad Pitt ("olha-me aquele cabelo... ele deve ter uns 50 anos e ainda tem aquele cabelo farto!", dizia-me ele sempre que passávamos por um desses anúncios), e pelo desgosto e frio que passou quando se lembrou de ter rapado o cabelo no inverno passado, tem andado a deixar crescer o cabelo.

E com isto, tem ocorrido um fenómeno interessante: para além de andarem todos à sua volta histéricos porque ele tem a franja quase a dar atrás da orelha, primeiro perguntam-lhe quando é que ele corta o cabelo, e de seguida perguntam-me a mim se eu não faço nada. Se não digo nada. Se admito isso. Se eu ainda consigo dormir ao lado do "gandulo" como já me perguntaram. Que lhe perguntem porque é que ele não corta o cabelo ainda é uma pergunta (mais ou menos) válida visto que deve causar alguma impressão na garganta o facto de nunca terem-no visto com o cabelo um pouco maior. Agora virem melgar a minha pessoa já é outro nível muito superior. A minha sogra chega ao ponto de dizer que eu é que tenho culpa. "Já devia tê-lo obrigado a ir cortar o cabelo!".

Pois bem: isto não é uma ditadura. Eu sei que para muita gente, a coisa só funciona à base do "eu digo, e tu só tens é de fazer", mas aqui não é bem assim. Principalmente quando se diz respeito ao cabelo. Ninguém precisa de chamar a atenção um ao outro para ir lavar o cabelo, que é o mais importante. Portanto, da mesma maneira que eu faço o que quero e bem entendo ao meu - e ele já passou por fases em que eu tive cortes de cabelo bem esquizofrénicos menos tradicionais, sem nunca me dizer nada -, com ele é a mesma coisa. Posso dar, como sou sempre, a minha sincera opinião mas se ele quiser o cabelo comprido, não vou ser eu impor o contrário.

segunda-feira, janeiro 27, 2014

domingo, janeiro 26, 2014

Oferece-se frio


Ó Verão, ó meu querido Verão
Que mais pareces uma ilusão
Com este inverno maldoso
Andar na rua, só para deixar o nariz ranhoso

quinta-feira, janeiro 23, 2014

Um amor-ódio chamado Collants


Posso dizer com alguma convicção que é à conta desta peça de vestuário, entre outras, que tenho conseguido sobreviver, e sem sem grandes gripalhadas, ao frio desta terra. Tenho vários, entre quentes, para usar debaixo das calças, e muito quentes, para usar com saia. Só se eu fosse maluca é que sairia de casa sem uma destas coisinhas vestidas. E a verdade é que há uns bem giros.
Apesar disto, todos os dias reviro os olhos quando chega o momento de vestir os benditos. Porque visto a perna, toda ela muito direitinha para chegar ao pé e ver que a malha fica toda revirada para o lado contrário. Porque, depois de endireitar a malha para ficar toda virada para o mesmo lado, passo outra eternidade no "puxa para cima, puxa para baixo... agora está muito esticado em cima... puxa para cima... ahhhhhh!". Porque passo o dia inteiro a sentir-me apertada/enchouriçada, principalmente com as calças por cima dos collants. E principalmente porque passo a vida a puxar a cintura dos collants para cima, que está sempre a insistir em enrolar-se, tornando-se a modos que incrivelmente desconfortável. E nem com aquele modelo de cintura-baixa consigo escapar desta tragédia diária.
Mas fico bem mais quentinha, lá isso fico.

É. Amo collants. Odeio collants.

quarta-feira, janeiro 22, 2014

A Comissão Europeia e o cocó

Muitas vezes questionamos o que é que os senhores e senhoras da Comissão andam realmente a fazer. A Europa está como está, e parece que eles só querem é ajudar os mais fortes e afundar os mais fracos. Mas no outro dia recebi um e-mail que esclareceu que, afinal, estes senhores e senhoras andam a fazer trabalho árduo e decente em prol de todos os países pertencentes a esta comunidade: nada mais importante que estabelecer, num relatório de 122 páginas, normas para todas as sanitas, em que é estabelecido, por exemplo, ser necessário 5 litros para a evacuação das retretes e 1 litro para os urinóis! E, digo-vos, esta medida faz todo o sentido que assim seja, ainda por cima vinda de quem vem. Vejamos: já que estes senhores e senhoras não conseguem limpar a merda o cocó que têm vindo a fazer ao longo deste tempo todo, é normal que se preocupem com a limpeza do cocó dos outros. Afinal de contas, o nosso cocó nunca cheira mal, só o dos outros.

terça-feira, janeiro 21, 2014

E foi ontem que tudo aconteceu

Shaun T
Voltei ao exercício físico. Antes, fui às compras e enchi um cesto inteiro para não ter que sair de casa durante, pelo menos, dois dias, já antecedendo que hoje não conseguiria andar como uma pessoa normal. Frutas, legumes, carne para o Gambuzino, peixe para mim, iogurtes e tostas de centeio, que para além de serem boas, não têm quase calorias, nem gorduras, gorduras saturadas quase nem vê-las e sem açúcar. Maningue nice! (Muito bom, em moçambicano). Cheguei a casa e, enquanto o jantar estava no forno, aproveitei para exercitar.
Então é assim: eu não gosto de ginásios. Chega a hora e dá-me a preguiça para sair de casa, não gosto dos balneários, não gosto das máquinas, e essas coisas todas. Prefiro mil vezes fazer sozinha em casa (sim, sou uma anti-social no que diz respeito a essas coisas de ginásios e afins). Tenho a Wii e sabem lá vocês o que já me ajudou quando há uns anos atrás decidi perder peso e fui para o nutricionista. Mas no ano passado descobri o Shaun T e o Insane Workout.
E o que é isso tudo? Shaun T é um fitness trainer, autor de Insane Workout, um programa de 90 dias, em que emulamos os exercícios que vemos nos vídeos e cujo objectivo é perder peso, ganhar massa muscular e ficar-se bom como o milho. Mas aquilo é mesmo insano. A intensidade é sempre alta: eu ainda tentei mas não era para mim. Não tenho estofo nem gosto para estas coisas. No entanto, curiosa como sou, fui ver se o senhor Shaun T não teria outros vídeos menos insanos. E tinha.

Depois de alguma pesquisa, comecei a fazer o Hip Hop Abs. Mais ou menos dança, mais ou menos cardio, uma pessoa vai dando uns passinhos, a coisa foca-se nos abdominais e pronto. Não tem, é claro, a intensidade do Insane Workout, mas a verdade é que uma pessoa consegue queimar calorias e de uma forma muito mais divertida, para mim pelo menos, e eu devo ser das pessoas mais descoordenadas à face da terra, mas à segunda visualização já conseguia dar com os passos certos - daí eu não gostar do Zumba, demasiado complexo para conseguir acompanhar - e com a mais valia de que Shaun T, mesmo não estando ao nosso lado pessoalmente, é bastante divertido e consegue, através dos vídeos, motivar e puxar por nós. Oh, oh, maravilha!
Entretanto, na semana passada descobri que havia outro programa/vídeo, de seu nome Rockin Body. O conceito vai dar praticamente ao mesmo: uma espécie de dança, uma espécie de cardio e vai-se queimando calorias pelo meio. Portanto, ontem foi dia de recomeçar a rotina física e de experimentar o Rockin Body.

Para começar, acho que foi muito porreiro: os passos não são muito complicados, há sempre uma rapariga ao lado de Shaun T que faz os passos de forma menos intensa para quem não conseguir acompanhar o ritmo "normal", e foram só 15 minutos. Hoje, ao contrário do que estava à espera, consigo andar normalmente, não me dói nada de especial, só sinto uma moinha nos músculos mas muito tolerável. Já sei que o ritmo e a intensidade vão aumentar e eu própria, à medida que me sentir melhor e mais confiante, também puxo mais por mim e começo a usar pesos nos pulsos e pernas. Isto, aliado com a Wii, há-de voltar ao sítio. Vão ver!

segunda-feira, janeiro 20, 2014

Aquele momento...

Quando o homem que vem arranjar o manípulo da janela aparece mais cedo do que o combinado e tu de robe e toalha na cabeça acabadinha de sair do banho...

The Wolf of Wall Street

É daqueles filmes que se adora ou que se odeia. Eu faço parte do primeiro grupo.
Apesar do filme ser bastante comprido, durante três horas vi-me completamente presa à história verídica de Jordan Belfort, um corrector de bolsa fraudulento com uma habilidade extrema para vendas, que consegue vender areia no deserto caso seja necessário.

Sim, o filme é basicamente sobre dinheiro, drogas e sexo, e pouco mais. Não sabemos das histórias das suas vítimas, não são explicadas teorias de economia, bolsa e afins mas sabemos que o que está a acontecer não é legal. E é por isso que gostei tanto do filme: a história é contada da perspectiva de Belfort. 

A interpretação de Leonardo DiCaprio é, pura e simplesmente, brilhante, sem falhas. Se ele não leva o Oscar consigo para casa é porque algo muito errado se passa com a Academia. Mas os créditos não devem ser dados unicamente a DiCaprio. Jonah Hill confirma ser um grande actor e a dinâmica entre estes dois é perfeita.
A realização e a forma como nos é apresentada esta história é genial, como seria de se esperar vindo das mãos e mente de Martin Scorsese: frenética em momentos chave, e com um ritmo mais sóbrio em alturas mais calmas. E tudo isto sempre com uma pontada de humor. A banda sonora também é uma mais-valia, com uma diversidade bastante ampla, com músicas muito específicas para cada momento.
Para além disto tudo, é um filme que dá para mostrar os bastidores praticamente obscenos e perversos de várias empresas com este tipo de ambientes à lá Wall Street. Nada é feito com falinhas mansas, nada é atenuado e as imagens conseguem ser bastante gráficas e explícitas. Há cenas tão incríveis e surreais que uma pessoa até questiona como pode ter sido verdade.

Se estão à espera de uma história extremamente complexa, esqueçam. É tudo do mesmo: dinheiro, drogas e sexo. Mas eu achei genial a maneira como é contada.

Fashionable Mondays

Fashionable Mondays


sexta-feira, janeiro 17, 2014

Defeito de fabrico


Já há uns tempos para cá que tenho vindo a desenvolver a ideia de que sofro de uma patologia, não grave, mas ligeiramente desconfortável em certas alturas. Nasci com um defeito de fabrico: tenho as orelhas demasiado pequenas, melhor dizendo, o canal auditivo, principalmente o da esquerda. Não há uns únicos auscultadores que eu consiga enfiar nas orelhas e que, passados meros segundos a andar com eles postos, não estejam a cair. Já comprei vários, de várias marcas. Baratos e caros. Com esponjinha, sem esponjinha, assim como aqueles que vêm com uma pecinha de plástico muito fino, em forma de cone cortado, e que se enfia mesmo no ouvido. Nada funciona. Uns conseguem resistir pouco mais tempo que outros, mas o destino acaba por sempre sempre o mesmo: a fuga, o bungee jumping. Daí ter chegado à triste conclusão que o problema só podia vir das minhas orelhas.

Eu sei, podia comprar daqueles auscultadores grandes, típicos nos anos 90 e que agora estão outra vez muito na moda. Mas, miúda reservada e pouco apreciadora das luzes da ribalta que sou, não acho piada à maneira como aquilo chama a atenção de qualquer um. Tampouco me ajeito com aqueles phones parecidos com auriculares que se agarram atrás da orelha. Portanto, a minha falta de jeito aliada à falta de gosto por capacetes auditivos e ao meu defeito de fabrico orelhal, torna a bonita experiência que é andar na rua e, simultaneamente, ouvir música, num jogo da apanhada com os meus próprios phones. Not funny!

A única coisa que agora ainda vai conseguindo mantê-los no sítio é o gorro (um bem haja ao gorro!). Mesmo assim, não é uma situação perfeita, visto que os sinto a bailar um pouco e, vai e não vai, lá tenho de pôr a mão dentro do gorro para voltar a ajeitá-los. A grande diferença é que, assim, já não os apanho no ar e acabo por ouvir um pouco mais de música. Mesmo assim, acho que vou começar a prendê-los com fita-cola à orelha. Não deve ser a coisa mais coisa bonita de se ver, mas com o cabelo à frente das orelhas e com o barulho das luzes, a coisa é capaz de se tornar minimamente camuflada.

Motto of the day

quinta-feira, janeiro 16, 2014

Diferenças entre países


A Irlanda em termos tecnológicos não é um país tão avançado quanto isso, principalmente comparando com Portugal que é todo Hi-Tech. Ainda existe muita coisa feita com papel e caneta, sítios onde não há uma máquina a atender-nos mas sim pessoas de carne e osso (até gosto mais assim), e o multibanco só dá, basicamente, para levantar dinheiro e ver o saldo.
Uma das coisas às quais acho mais piada é a forma como se carrega o saldo do telemóvel: a melhor maneira é mesmo ir à loja da operadora ou então a um Spar (loja de conveniência que se encontra em vários sítios da cidade, ou, melhor dizendo, quase em cada esquina). Faz-se o pagamento e eles dão um papel onde vem um código. Com o telemóvel que se quer carregar, telefona-se para um número específico onde há uma gravação do outro lado a indicar-nos para digitar o código que vem no papel de carregamento, insere-se o dito cujo e só depois é que o telemóvel fica carregado. Uma trabalheira comparando com a facilidade que é ir ao multibanco ou pelo banco online.

Para compensar, não há concertação de preços. Diferentes redes de telecomunicações, têm diferentes preços e tarifários, assim como as gasolineiras. Atentem: depois de, durante as minhas férias em Portugal, a operadora da qual sou cliente pedir um valor astronomicamente absurdo para desbloquear o telemóvel, mesmo após 2 anos vinculada sempre à mesma rede, a pagar obrigatoriamente 20€ por mês - com direito a 500 mb de internet -  conseguindo que acabasse por ser desbloqueado de borla apenas porque estou a viver no estrangeiro, chegar aqui e comprar um cartão SIM em que:

- carrega-se com 10€, dos quais 5 são para chamadas e outros 5 são para 1Gb de dados de internet (sim, 5€ para 1 giga inteirinho!);
- pago apenas 1 cêntimo por minuto em chamadas para rede fixa para... Portugal!;
- não pago chamadas nem mensagens para as pessoas que tenham a mesma rede que eu;
- Só preciso de carregar com 10€ por mês;

é só, por assim dizer, uma lufada de ar fresco.

Últimos filmes vistos

The Secret life of Walter Mitty


A verdade é que já vi este filme no início de Dezembro, numa ante-estreia, mas só agora é que estou a escrever sobre isto. Não sendo das maiores fãs do Ben Stiller, fiquei incrivelmente surpreendida - no bom sentido - com este filme. Para além de uma fotografia lindíssima e de uma banda sonora que é um mimo, este filme - realizado também por Stiller - traz-nos uma história que à partida pode parecer demasiado simples, sem grande complexidade, mas que diz muito e que pode muito bem servir como inspiração para qualquer um. 
É um filme bonito.

Saving Mr. Banks



História verídica de P. L. Travers, uma mulher com um feitio difícil, extremamente crítica e autora de Mary Poppins, a sua infância e a relação com seu pai, e a adaptação do seu livro para filme pelos estúdios da Disney. Tom Hanks faz de Walter Disney e Emma Thompson de P. L. Travers. É um filme interessante que se vê bem num domingo à tarde.

12 Years a Slave




Arrebatador. Brutal. Emocionante.
Podia continuar a arranjar adjectivos para descrever esta história, mas acredito que não haja uma palavra com força suficiente para conseguir fazer jus real à magnitude deste filme. 
Realizado por Steve McQueen, este filme conta a história verídica de Salomon Northup, um negro livre numa época de escravidão que é enganado, raptado, vendido e tornado escravo. É daqueles filmes que nos consegue deixar revoltados, à beira de um ataque de choro, emocionados e inquietos. 
Para darem vida à história, foi escolhido um elenco de luxo: Chiwetel Ejiofor, Michael Fassbender, Benedict Cumberbatch, Paul Dano, Paul Giamatti, Brad Pitt, entre outros.
Muito, muito bom mesmo!

Le Passé



Um filme francês realizado por um Iraniano, Asghar Farhadi, sobre um homem que regressa do Irão para França para assinar os papéis de divórcio. Ao chegar a França, começa a aperceber-se da relação pouco saudável entre a ainda mulher e a filha mais velha.
É um filme bem estruturado, bem pensado, com cenas algo fortes e emocionantes. Não tem, como é óbvio, toda aquela produção hollywoodesca por detrás mas isso não quer dizer que seja mau. Antes pelo contrário, acaba por dar ao filme um carácter mais real, mais íntimo e próximo dos espectadores.
Com Berenice Bejo (de O Artista).

Para quem gosta deste género de filmes, recomendo A Separação. Do mesmo realizador, é a história de um casal que decide separar-se: ela acredita que só saindo do Irão é que consegue dar um melhor futuro à filha de ambos, enquanto que ele não quer deixar o país para poder tomar conta do seu pai, que sofre de Alzheimer. É um filme profundo, que nos dá a conhecer uma outra cultura bem diferente da nossa.


American Hustle



Um filme realizado por David O. Russel, (o mesmo de The Silver Linings PlayBook e o The Fighter), com o Christian Bale, Bradley Cooper, Jeremy Renner, Jennifer Lawrence e Amy Adams (se bem que continuo a não lhe achar grande piada), só podia resultar em algo realmente bom. E é o que acontece com American Hustle. Uma história bem contada, com espaço para tudo (desde momentos mais dramáticos a outros realmente cómicos, muito pela personagem de Jennifer Lawrence que é hilariante) uma banda sonora fantástica, e interpretações brilhantes, é um filme que vale muito a pena ir ver. 

quarta-feira, janeiro 15, 2014

Neste preciso momento

Tenho blocos de gelo no lugar dos pés. Mas também quem me manda sair de casa só com dois pares de meias calçadas?!

Toca a mexer!


Devia pensar seriamente em voltar a fazer algum exercício físico. Para além de não estar nos meus melhores momentos no que diz respeito à forma física (subir a pé mais de 10 degraus é o suficiente para me deixar a pensar se não devia ter ido de elevador), também não é com grande orgulho que olho para a minha querida barriga a querer armar-se em desenvergonhada e mostrar-se em todo o seu esplendor. E uma pessoa diz que "não, não, eu não faço isto só porque não quero ir para a praia a parecer uma bola de berlim, mas sim porque é o mais saudável", mas esse também é um dos motivos. Eu sei, à primeira vista eu posso parecer um pouco exagerada, afinal de contas ainda falta tanto para o Verão e para que uma pessoa se possa dedicar a essa árdua tarefa que é ir para a praia e não fazer nada. Mas o tempo passa depressa de mais e, para além destas coisas de voltar a ficar em forma levarem o seu tempo, quando uma pessoa dá por ela, já está de rabo assolapado no carro, com uma geleirinha cheia de águas e fruta, a cesta com a toalha de praia e uma bolsa com os protectores solares para a pele, cabelo, cabeça, boca e unhas, a caminho da Costa da Caparica. E, claro está, com as gordurinhas agarradinhas.

Sim, tenho de voltar a fazer algum exercício físico. Mas sou tão preguiçosa, que coisa. E é uma chatice uma pessoa transpirar e começar a cheirar mal. E cansar-se. Cansar, cansa muito. E com este frio uma pessoa quer é aninhar-se à manta e ficar muito quietinha a ver filmes e séries na televisão. Já para não falar que já sei na dor que vai ser, nos primeiros dias após regressar ao queima-calorias, ao querer dar um passo em frente e sentir como se estivesse a desafiar todas as forças gravitacionais. Mas tem de ser. Tenho de ser forte. Tenho de agarrar o boi pelos cornos e tratar de mim.

Mas primeiro, um chocolate quente para me aquecer.

terça-feira, janeiro 14, 2014

Falar faz bem


Apesar de ter a consciência que sou bastante tagarela em muitas ocasiões, também sei que sou demasiado reservada e calada com certos assuntos. Não que isso seja mau para aquilo que diz respeito da minha vida social, afinal de contas, não é isso que me vai prender em casa em vez de ir tomar um copo com os amigos. Mas reconheço que não falar, pura e simplesmente, dos meus sentimentos, das minhas emoções mais profundas, mais sentidas, mais vincadas, aquilo que me deixa preocupada, frustada ou desanimada, guardando tudo na minha cabeça, por vezes é mau para mim. Estrabuchar quando fico zangada/chateada/furiosa com algo, como quando alguém me passa à frente quando estou numa fila, é algo que faço com certa facilidade e destreza verbal, outra coisa completamente diferente é explicar que estou, e o porquê, em certos estados de alma. Para isso, não sou muito dada às palavras ditas. Engasgo-me, fico atrapalhada, não me sei expressar como deve ser. Sou muito mais dada às palavras escritas. Os meus dedos não têm  tanta "vergonha" de escrever aquilo que eu não sei e nem consigo traduzir para uma conversa falada.

Mas há uns dias falei. Falei aquilo que consegui dizer (pode não ter sido muito mas já foi qualquer coisa) e que, por norma, fica preso à garganta como um elevador que fica parado entre pisos. Desabafei com a minha mãe através do skype. Ao início, soou-me tudo mal, soou como se eu estivesse a dar a parte fraca por estar a dizer oralmente coisas que costumam ficar só para mim. Mas depois, já algum tempo passado após termos terminado a conversa, senti algum alívio. Afinal, desabafar faz mesmo bem, tira um peso dos ombros, da cabeça, e até da garganta. Não resolveu nada, por assim dizer, mas até que ajudou muito.

Não digo que comece a tagarelar para todos aquilo que costumo guardar para mim. Mas pelo menos já consegui perceber a potencialidade que falar, aquele falar vindo da alma, faz a uma pessoa. Já não é mau de todo.

O sábado em fotos

Um passeio até ao Museu de Arqueologia, um dos polos do Museu Nacional da Irlanda. Num edifício muito bonito e bastante grande, com artefactos desde da Idade do Ferro à Idade Medieval, com direito a uma exposição de arte Egípcia e outra exposição Viking. E o melhor de tudo: entrada é grátis (a qualquer dia da semana).

As fotos não estão com grande qualidade porque foram tiradas com o telemóvel e não era possível usar flash. Foi o melhor que se arranjou :)