quinta-feira, fevereiro 13, 2014

Da minha veia muito pouco romântica


É sabido que eu nunca achei muita piada ao dia dos namorados. O amor deve ser comemorado todos os dias e nada tem a ver com jantares românticos à luz das velas, com rosas vermelhas numa jarra (de cristal da Atlantis, não de vidro do Ikea!) em cima da mesa, oferecido pelo mais-que-tudo que também trouxe um urso em peluche, grande e fofinho a segurar um coração, sem se esquecer da caixa de bombons para sobremesa e, claro, mais uma prenda qualquer, como um perfume ou um vestido caro e sexy. Como se S. Valentim fosse o Pai Natal de Fevereiro. Isto tudo ao som de uma música bem romântica e lamechas.
A verdade é que não sou uma rapariga muito romântica. Não gosto de músicas românticas ao estilo de Michael Bublé ou Shania Twain. Não choro baba e ranho a ver filmes românticos, rosas só se forem daquelas bem, bem escuras, e não sou dada a grandes afectos em público. E faço uma careta e deito a língua de fora quando Sr. Gambuzino é demasiado meloso para mim.
Mas gosto dos pequenos gestos. Como quando me dedica músicas no facebook, escolhendo aquelas que sabe que eu gosto realmente e não só porque é super bonita, lamechas e romântica. Uma das últimas músicas que me dedicou foi dos Slipknot e eu, que nunca tive dúvidas - que fique ciente -, voltei a ver naquele post a confirmação confirmadíssima que ele está para mim como o queijo da serra está para o doce de abóbora e nozes e bolachas de água e sal: das melhores combinações de sempre! Gosto quando divide a última fatia de bolo para me dar metade. Gosto da originalidade: sabendo que eu não gosto muito de alianças de noivado, ofereceu-me um colar quando me pediu em casamento. Gosto do facto de sabermos que podemos contar um com o outro e nada tem a ver com comprar postais com palavras bonitas, ou oferecer flores, bombons ou outra coisa qualquer. E sim, é claro que também gosto receber prendas, mas prefiro quando menos espero, só porque lhe apeteceu. Como gosto quando não temos nada combinado e decidimos do nada ir almoçar ou jantar fora. Só porque sim, sem ter a ver com alguma ocasião qualquer especial. Gosto da espontaneidade.
Por isto tudo, vejo o dia dos namorados como um dia marcado que tem mais a ver com o ser-se romântico e, acima de tudo, consumista: o amor, esse coitado, acaba por ser a penas um pretexto para se gastar dinheiro e mostrar que se é muito romântico. Compram-se umas prendas, é-se muito romântico, e mostra-se que se ama muito. Uma espécie de ciclo vicioso que dura 24 horas.
Portanto, os planos de amanhã não incluem prendas nem jantar a dois mas sim com a malta amiga do costume. Jantar à luz das velas, só se a electricidade falhar.

8 comentários:

  1. Passei só para dizer que detesto o dia dos namorados. Irrita-me! Pronto.

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  2. Também prefiro os pequenos gestos do dia a dia, a espontaneidade e sobretudo o sentimento... de todos os dias!
    Beijinhos Karina*

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  3. Hahah realmente estão mesmo em sintonia! Dedicar músicas dos Spliknot é lindo! haha

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  4. Também não acho grande piada, sou sincera...e mais vale uma pessoa aproveitar qualquer dia um dia mais lamechas :)

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  5. Eu sou romântica. Até sou demais. Enfim, pancadas lol

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  6. Uma vez, há muitos, muitos anos, um namorado ofereceu-me um peluche. Eu odeio peluches... Jurei que nunca mais havia de ter namorado nesse dia, só para não correr o risco! eheh Felizmente que agora tenho um que ainda é pior que eu!

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Gambuzinem