segunda-feira, março 31, 2014

Aquele momento...

... em que alguém dá uma opinião quando não é pedida. Ou, melhor, quando se diz "já sei, já sei o que acha(s), mas eu gosto assim", e mesmo assim temos de ouvir um comentário negativo, inoportuno e desnecessário.

sábado, março 29, 2014

"Malandros!!!"

Foi a reacção da minha mãe e do meu pai quando aparecemos em casa de surpresa, um dia antes do esperado.
Ahahahah, somos uns malandros. Priceless!

quarta-feira, março 26, 2014

O mal que faz pelo bem que sabe


Há três anos atrás decidi consultar um nutricionista após perceber que sozinha não conseguia livrar-me dos quilinhos que tinha a mais. Não fiz nenhuma dieta maluca, não mudei radicalmente de alimentação - até porque fui habituada desde pequena a comer saudável - e não comecei a comer menos. Antes pelo contrário: o que mudei mesmo foi o facto de mudar certos hábitos, como não sair de casa sem tomar o pequeno-almoço antes - coisa que nunca o fiz porque nunca gostei. Ainda hoje me custa tomar o pequeno-almoço de manhã, mas tomo. Comecei a fazer lanchinhos, coisa que também não fazia. E durante os primeiros dois meses não comi nada do que fosse hidratos de carbono nem fruta. Passados esses dois meses, voltei a introduzir massas, arroz, batatas e pão na minha alimentação, assim como a fruta.
A coisa resultou bem porque me sentia motivada, tanto para comer tantas vezes ao dia como para fazer algum desporto: tinha objectivos para cumprir e não era só chegar à balança, ver o peso perdido e ficar contente comigo própria. Ter de mostrar os resultados a um especialista era bem mais motivante que guardar para mim os resultados.
Posto isto, passados três anos, continuo com o mesmo tipo de alimentação de sempre mas tento manter os tais hábitos como comer várias vezes ao dia - nem sempre dá, nem sempre consigo, nem sempre consigo arranjar um pingo que seja de apetite para lanchar. Sempre fui moça de refeição de garfo e faca, e comer snacks nunca me encheu muito as medidas, mas é algo que, lá está, tento fazer. Para a sopa, por exemplo, comecei a substituir a batata por abóbora e/ou courgette (sou fã incondicional de courgette). Faço com que as doses de hidrato de carbono sejam mais pequenas e ponho mais vegetais no prato - o que não me chateia minimamente, visto que gosto de verdura. E tento ser comedida com os doces.

Mas há certas coisas que não consigo mudar. Caldo verde, para mim, é com batata e cebola. Ponto. Até posso nem pôr tanta batata e pôr alguma courgette, mas a base é batata. A batata frita é frita em óleo e não em azeite. Digam-me o que me disserem, não sabe ao mesmo e pelas vezes raríssimas que como isto, ao menos que sejam fritas em óleo. Pão torrado é com manteiga. Se for para comer torradas sem manteiga, prefiro comer pão fresco ou nem sequer comer pão. Mas se for torrado, não é com doce, nem com queijo fresco, nem com requeijão. É com manteiga. E se há tradição que gosto de manter viva é a de domingo ser dia de sobremesa. É o mal que faz pelo bem que sabe.
Sim, tento ser o mais saudável possível, mas só se vive uma vez. Uns pequenos pecados de vez em quando podem inchar o corpo, mas também aquecem a alma.

segunda-feira, março 24, 2014

Num mundo de "contactos"


Confesso que tenho uma admiração (e, de certa forma, uma pequena, ligeiríssima inveja - da boa!) de quem mete conversa com toda a gente. De quem não tem pudor algum para fazer questões a quem quer que seja, independentemente de ser a alguém que acabou de conhecer ou não. De quem consegue fazer amizades com a maior das facilidades.
Para mim, estas não são das coisas mais fáceis do mundo. Sim, sou tagarela, extrovertida q.b., falo com toda a gente. Mas daí a meter conversa com quem não conheço... alto e pára o baile. Isto porque sou tão tagarela quanto sou desconfiada e demasiado tímida para meter conversa com pessoas que não conheço de lado nenhum. Em contrapartida, tenho suficiente à vontade para continuar e desenvolver uma conversa com alguém que tomou a iniciativa de vir falar comigo. Mesmo assim, pertenço mais à espécie "observadora": antes de abrir o bico gosto de perceber minimamente as outras espécies.
Ainda não percebi se tenho mais a perder ou a ganhar com esta minha maneira de ser. Por um lado, isto de ser tão atadinha - e de ter pouca paciência e jeito para a conversa de circunstância que é tão apreciada e tão recorrente nas mais variadas situações - tem certas desvantagens, como sentir que deixo passar certas (potenciais) oportunidades, como já vi acontecerem com outras pessoas - também porque há quem me ache à primeira vista, um pouco arrogante, não percebendo que isto é mais um mecanismo de auto-defesa do que ser snob. Ok, ser "politicamente incorrecta", como já me acusaram de ser, por dar a minha opinião sincera também não ajuda muito. Basicamente, um mundo de "contactos", eu sou aquela que tem o livrinho de números de telefone mais mirradinho de sempre.
Por outro lado, no que diz respeito a amizades, posso não ter amigos espalhados por todos lados e mais algum, mas pelo menos sei que os poucos que tenho são verdadeiros, resultado de um longo percurso de avaliação interna e, de certa forma, inconsciente feito pela minha parte. Os tais "poucos mais bons".

Fashionable Mondays

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quinta-feira, março 20, 2014

Quem avisa, vosso amigo é


Quem me vier dizer, quer por skype, quer por viber, sms ou e-mail que em Portugal está um dia radiante, um sol magnífico, uma autêntica homenagem à senhora dona Primavera que chega hoje, habilita-se a acordar com fruta podre a seu lado, na cama.
Acordar literalmente mal disposta (só pode ter sido das framboesas, mas o meu feitio que não gosta de deitar comida fora, arrisca sempre com um "o que não mata, engorda") e ver o dia mais cinzentão, chuvoso e frio possível no dia em que começa esta época tão bonita de temperaturas amenas, espirros e sinusite ao rubro, só podia encaminhar-me ao encontro da senhora dona neura.

Pondo isto de parte, um muito bom dia para todos vós.

quarta-feira, março 19, 2014

Memórias de infância #2


Quando o meu pai me chamava para pedir "muitos, quero muitos beijinhos! Gostas do teu pai? E gostas muito? Muito, muito?"
Quase todos os dias era isto. E eu respondia sempre que "sim... muito... muito, muito, muito!", às vezes já a revirar um pouco os olhos e acabando por dizer "mas tu já sabes disto, digo-te isto todos os dias". "É para confirmar", dizia-me ele.
Mas isto não é apenas uma memória de infância. Ainda hoje o meu pai continua a perguntar-me isto, mesmo tendo eu quase trinta anos. E respondo sempre com aquele ar de frete e a revirar os olhos como qualquer adolescente, mas como qualquer menina dos papás, a verdade é que continuo a gostar de estar ao colo do meu pai, a dar-lhe beijinhos e dizer-lhe "sim paiiiiii, gostoooooooooo... sim.... muitoooooo". Momentos nossos. Do melhor.

segunda-feira, março 17, 2014

Fashionable Mondays

Hoje por cá é feriado. St. Patrick's Day. Vai haver uma parada como há todos os anos, festa, muita festa, muita bebida, muita folia e sabe-se lá mais o quê. Portanto, o verde hoje é a modos que cor obrigatória. E por mim tudo bem, que eu gosto de verde e o Sporting, vá lá, até ganhou.


Fashionable Mondays