terça-feira, abril 29, 2014

O fim-de-semana em fotos e o irlandês que queria provar comida portuguesa

Bastou perguntar a um casal de irlandeses - que viemos depois a saber que eram apenas amigos, apesar da rapariga ser grande amiga da ex-namorada dele - se podíamos pôr os casacos nas cadeiras desocupadas da sua mesa para que pudéssemos dançar um pouco (numa pequena pérola entre pubs irlandesas onde passa rock, punk, derivados e muito ou quase nenhum pop) para dar azo a uma longa conversa que foi desde a história de Portugal, se eram os brasileiros ou os portugueses a falarem o português correcto, sobre música - e foi nessa altura que o irlandês nomeou-nos oficialmente, a mim e à P., como as suas pessoas portuguesas preferidas de todo o mundo por sermos fãs de Radiohead (a sua banda preferida de todo o sempre), e ainda houve tempo para se fazer de convidado para provar comida portuguesa - foi nessa altura em que me vi quase obrigada a prometer cozinhar bacalhau para o sr. Pijama - trocadilho vindo das suas iniciais, P. J. - o homem de gola alta num pub/discoteca, poder provar.

No domingo fomos bafejados pela sorte (pelo menos até à parte em que esmurrei com o nariz na ombreira da porta), ao acordarmos num dia solarengo e com uma temperatura agradável para aquilo que é habitual por cá. Marchámos a caminho do festival do camarão, comemos camarão e lagostins, apanhámos sol, estávamos a ver que ainda levávamos tareia de um irlandês "casado com uma portuguesa de Santarém" quando dissemos que aquela sua banca de comida portuguesa era tudo menos comida portuguesa - Chicken Piri-piri com couscous?!, Bacalhau-qualquer-coisa-só-com-lulas?!, e uma Carne de Porco à Alentejana que de à Alentejana não tinha nada?! - comi uma espécie de salame de chocolate que me soube a ginjas, provei pipocas caramelizadas com pistachios e ainda deu para beber um cafézinho italiano, sentados numa esplanada. Uh-uh. Domingo simpático, portanto.







segunda-feira, abril 28, 2014

A minha primeira visita a um hospital irlandês

Creio que aqui já disse - e não há muito tempo - que sou uma pessoa dada a pequenos azares. O meu historial de quedas e encontros de terceiro grau vêm desde muito cedo e sempre de formas minimamente aparatosas. Quando era pequena, tropecei no tapete da sala e bati com a testa na esquina de uma mesa de mármore - ainda hoje tenho uma pequena cicatriz a comprovar esta história. Como nunca soube muito bem estar quieta, consegui com que o ferro da roupa, enquanto a minha mãe passava a ferro, caísse em cima da minha perna - na altura ainda fiquei com a marca do triângulo. Já caí duas vezes em escadas: na primeira, desci por meio de cambalhotas ("olha, a Karina vem ali... e agora só vejo um braço... e agora o outro... e agora uma perna... e agora a outra", é assim que o meu irmão conta), e da segunda vez decidi escorregar logo no primeiro degrau de umas escadas de uma estação de comboios e desci todo um lanço deitada, de costas para baixo. Já me estatelei à grande à frente de um palco que estava no paredão da praia, com uma plateia relativamente grande a assistir ao meu voo em pique em direcção ao chão. Já desapareci da vista de um colega, enquanto descia a rua depois de um dia de trabalho: ora estou eu muito bem ao seu lado, ora no segundo seguinte deixa de me ver: olha para baixo e lá estou eu muito bem estatelada no chão. Tenho um dente da frente partido porque virei antes do tempo e bati contra a parede do corredor, enquanto bocejava - sorte a minha que consegui segurar a parte partida e hoje tenho as metades do dente coladas/seguradas à conta de uma prótese. Na semana passada conseguir cortar um dedo enquanto limpava uma das lâminas do robot de cozinha - claro, se corta cenoura, também há-de cortar dedos. E isto é apenas uma pequena lista, que se fosse a contar tudo não sairíamos daqui hoje. Felizmente, não sei como, tirando o dente nunca parti nada, um único ossinho que fosse.


Ontem, o azar voltou a bater à porta. Mais concretamente, à ombreira da porta. A situação foi tão estúpida que até eu me ri enquanto contava à minha amiga P. o que tinha acontecido. Então, o que aconteceu foi o seguinte: ontem à noite baixei-me para guardar o copinho do detergente líquido da roupa na despensa e, não sei como - se virei a cara antes do tempo, se tropecei, se perdi o equilíbrio, se o quê - quando dou por mim, estou em queda-livra para o meu lado direito e bato com a parte superior da cana do nariz, com toda a força, na ombreira da porta. Tiro os óculos, agarro-me ao nariz para ver se estava a sangrar - não estava - mas a dor era tanta que digo uns quantos nomes feios, a mim própria e à ombreia da porta por estar ali a meio - é que cair para o chão, já eu tenho prática e a técnica de saber cair vai-se aperfeiçoando. Agora contra uma parede já a coisa é mais complicada.
Sr. Gambuzino e a P. procuram na internet farmácias que pudessem estar em serviço, e eu sento-me no sofá com um saco de ervilhas congeladas no nariz. Como não estavam a encontrar - pelos vistos as farmácias por cá fecham, o mais tardar, às dez da noite - decidimos que seria melhor ir ao hospital, só por uma questão de precaução, visto que a probabilidade do nariz estar partido era pequena. E pronto, lá fui eu, já passava das dez da noite para o hospital, onde estive, se tanto, 10 minutos. A fila de espera era tão grande que a senhora, visto que o nariz não parecia partido, aconselhou-me a voltar hoje de manhã caso estivesse com um inchaço muito grande. "Entretanto, ponha gelo aí!". "E vou ficar com o olho negro?", perguntei eu. "Ah, pois, é possível que sim... mas se vir que amanhã não está melhor, venha cá!".
Pronto, tirando a ferida que tenho devido aos óculos, e de o sentir bastante dorido, hoje parece-me não estar tão inchado quanto ontem. E, sinceramente, nem consigo perceber muito bem se tenho o olho ligeiramente negro se são apenas olheiras.

Fashionable Mondays

Fashionable Mondays


sexta-feira, abril 25, 2014

Motto of the day

Liberty without Learning is always in peril and Learning without Liberty is always in vain. 
John F. Kennedy

terça-feira, abril 22, 2014

O fim-de-semana em fotos

  Aquele que deve ter sido o concerto mais curto de sempre (cerca de 12 minutos), da Lisa Hannigan, mais conhecida pelo seu trabalho em conjunto com Damien Rice.
  O não tão típico folar de páscoa, mas que para mim é o melhor: é mais doce, não tem o ovo cozido - que, na verdade, deve ser o que mais gosto da receita tradicional -, e a receita é da Mommy. Não ficou completamente igual ao da minha mãe, que se devora em poucos minutos, mas para a primeira vez que fiz esta receita, não ficou nada mau.
  O domingo passado na feira Medieval Viking, com barraquinhas, demonstrações do dia-a-dia da época e ainda com a encenação da Batalha de Clontarf.

Lisa Hannigan

O dito folar, em forma de lua


St. Ann's Park

Gambuzino Viking







Demonstração de como se faziam moedas




Yogi, o cavalo Norueguês, com umas madeixas de fazer inveja a muita mulher

A Batalha



segunda-feira, abril 21, 2014