quarta-feira, julho 30, 2014

Boas notícias

Apesar do susto que ontem apanhamos, o Snoopy já teve alta e já se encontra em casa. Temos, no entanto, de nos mentalizar e preparar: a crise que teve ontem há-de voltar a ter e a próxima poderá ser mais forte, mais violenta e até fatal.
Mas até lá, e sabendo que o bichinho não está a sofrer, é aproveitar o resto de tempo que podemos ter com ele e agora com ainda mais cuidados redobrados: não deixar que se enerve (já não tem idade para tal, ou seja, digamos que o veterinário aconselhou um género de passe livre para que as suas vontades sejam todas realizadas (dentro dos limites) e, desta forma, não ladre muito para que não se canse e não entre em stress), não deve fazer grandes caminhadas e passeios, mais vitaminas e outros medicamentos e análises de dois em dois meses (que até agora eram feitas de seis em seis).

Este cão é um lutador, é o que vos digo!

Incrivelmente grata

Por todo o apoio e mensagens a desejar as melhoras do meu Snoopy.
Ontem à noite o veterinário telefonou a dizer que estava estável mas a crise que ele teve vai, muito provavelmente, voltar a acontecer e será cada vez mais forte.
Vamos ver os próximos dias...

Muito obrigada a todos*

terça-feira, julho 29, 2014

Ter um cão

Ter um cão é ter uma carga de trabalhos. Desde as despesas com veterinários, consultas, vacinas, exames, análises, medicamentos e vitaminas. A alimentação. As coisas que destrói, rói e come. Os xixis (e o número dois) que faz dentro de casa até aprender que a sua casa-de-banho é fora de casa. A preocupação das férias, de os deixar em hotéis para animais ou de arranjar quem possa tomar conta deles durante esse período. É educá-lo. É tratá-lo como deve ser com tudo a que tem direito.
Mas ter um cão é muito mais que toda a carga de trabalhos que possa dar. É ter um amigo para a vida, um amigo leal que nunca nos abandona e nunca nos trai. É o amor e carinho que nos dá. As brincadeiras que se tem. A companhia que faz. Para muita gente, um cão é apenas "um cão". Para mim ter um cão é ter o verdadeiro amigo sempre ao nosso lado.
Ter um cão é ficar com o coração apertadinho quando vamos com toda a velocidade para o veterinário de urgência quando o nosso amigo desata a ganir e a espumar da boca, como foi há poucas horas atrás com o meu rapaz. É ficar com as mãos a suar quando o veterinário, depois de o ver, diz que o que ele teve foi neurológico, que já é um cão velhinho e o seu corpo está a ceder mesmo depois de todos os cuidados que tem tido a vida toda. É ficar com a alma pequenina quando se decide que o melhor é ficar internado e sob observação. É desatar num pranto quando se faz mais uma festa na sua cabeça antes de ir embora, sem saber se será a última vez que podemos fazer-lhe festinhas. É não querer ser egoísta e vê-lo sofrer mas também é ser, ao mesmo tempo, egoísta. Ter um cão é sofrer ansiosamente à espera do telefona do veterinário com notícias.
É saber que para cão, dezasseis anos é já uma idade algo avançada. Mas ser um dono é achar que dezasseis anos não são nada.

segunda-feira, julho 28, 2014

domingo, julho 27, 2014

Dilemas e decisões

Este ano, mais precisamente há coisa de dias, decidi que seria o ano em que iria arranjar um fato-de-banho e não um bikini. É que aqui a menina não andou a portar-se tão bem quanto isso. Não tanto pelas asneiras alimentares - também não como tantos doces quanto isso, fritos é raríssimo e a grande bebida de eleição continua a ser água - mas a preguiça para fazer exercício físico revela-se agora em todo o seu esplendor, com uma barriguinha não tão plana quanto eu gostaria. A isto chamo de karma corporal.
Portanto, prefiro andar um pouco mais tapada e com um ar mais elegante do que andar sentir-me desconfortável com um biquini sexy a mostrar a minha querida barriga mais flácida - uma sorte não decidir ir de burka para a praia.
Problema: entre centenas de biquinis que existem nas lojas, devo ter visto ao todo uns míseros quatro fatos-de-banho. E que nem eram as coisas mais giras e espectaculares do mundo. Desses quatro, o melhorzito foi um da Oysho, apesar de já ter visto - em anos anteriores - mais bonitos (pois claro, é quando eu decido algo tão importante como comprar um fato-de-banho que decidem que afinal temos de ir todas de bikini para a praia; não te fica bem? paciência, lembra-te disso quando te der a preguiça para ires correr!)

Ainda não comprei o dito cujo. Ainda nem sei se o vou comprar. Ainda estou na esperança que encontre algo que goste mais. Que me encha realmente as medidas. E se não encontrar e depois já não houver nem aquele que eu tinha visto?
Credo, e eu que nem tenho por hábito ser assim indecisa. Mas com a barriga de uma mulher tudo muda. Tudo.

O melhorzito que vi, da Oysho

quarta-feira, julho 23, 2014

Facto #8


Eu não sou grande apreciadora de fruta. Essa é que é essa. Consigo passar o ano inteiro praticamente quase sem tocar em fruta - okay, é um exagero, mas como muito pouca fruta. Eu sei, devia comer mais mas é a vidinha.
Até que chega o Verão e aparecem as cerejas, os morangos, as meloas, as melancias e os melões, as ameixas e os figos. Chega o Verão e eu desato a comer fruta da época como se não houvesse amanhã. É fruta ao pequeno-almoço, ao almoço, ao lanche. É em casa, é na praia, é pelo caminho. Venha a fruta de Verão e sou uma mulher feliz.

Oi? Não estou a entender...


Não é que esteja frio. Mas confesso que estava à espera de mais calor. Aquele calor que me faz querer usar calções, sandálias, comer gelados e limonadas sem fim para refrescar e, chegada a noite, dormir com a janela aberta. Twenty-cinco graus e uma ventania desgraçada o máximo que consigo é calçar as sabrinas sem meias.
Verão mais tímido. S. Pedro, faça favor de acordar para a vida, sim?

terça-feira, julho 22, 2014

Motto of the day


Então, muito bom dia a todos!

segunda-feira, julho 21, 2014

domingo, julho 20, 2014

sábado, julho 19, 2014

Sabes que a coisa está negra...

Quando, ao entrar no avião, olhas para o bilhete de embarque para confirmar o lugar e pensas "ora bem, sou no twenty-cinco..."


sexta-feira, julho 18, 2014

Voltei, voltei


É só trocar a França por Irlanda, faxavô, e temos cantoria. Há umas férias de verão para aproveitar!

quinta-feira, julho 17, 2014

Últimos filmes vistos

The Fault in our stars

Li este livro há cerca de dois anos e foi um dos que mais me marcou. Portanto, e apesar de achar que os filmes nunca conseguem superar os livros, era dos filmes que mais ansiava ir ver. E não fiquei nada desiludida: a história é incrivelmente fiel à do livro e as interpretações são soberbas. Talvez por já conhecer a história, consegui resistir e não desatar a chorar baba e ranho. Mas não é, mesmo, um filme para os mais sensíveis de coração.

22 Jump Street

É engraçadito e parvito mas que tem alguma piada. E tem o Channing Tatum :)


Cold in July

Não gostei. Tinha algumas expectativas por ser com o Michael C. Hall (Dexter) mas a verdade é que o fio da história partiu-se e perdeu-se algures.

Chef

Um filme que junta comida, bons actores, uma boa banda sonora e uma mensagem importante: nem sempre aquilo que precisamos é aquilo que pensamos precisar. Gostei tanto que fui ver duas vezes ao cinema - e ainda me deu umas ideias para umas receitas.

The hundred year old man who climbed out the window and disappeared


Baseado no livro com o mesmo nome, é um filme sueco que nos deixa bem-dispostos. Um homem que fica orfão cedo, que gosta explodir coisas e que não tem noções políticas ou sociais mas que se nota ter um bom fundo, leva uma vida cheia de aventuras.

Begin Again


Aqui está um outro filme para nos deixar bem-dispostos. Sobre música mas sem ser um musical, sobre a influência da música nas nossas vidas, sobre segundas oportunidades. Um produtor musical, Mark Ruffalo, numa fase mais decadente da sua vida que, após um mau dia descobre uma rapariga, Keira Knightley, também ela a passar um mau bocado após ter terminado a sua relação com um músico em fase ascendente de carreira, a cantar e tocar num bar. Ele convence-a a produzir um álbum mas, sem estúdio, acabam por produzi-lo na rua, cada música num sítio diferente de Nova Iorque.
A banda sonora é um mimo - apesar de ter algumas músicas do Adam Levine  de quem eu não gosto nem um pouco. E quem diria que a Keira Knightley até sabia cantar alguma coisinha e representar noutros filmes que não fossem de época.

Fica aqui uma das músicas do filme


quarta-feira, julho 16, 2014

Motto of the day

"The most beautiful things in the world cannot be seen or touched, they are felt with the heart"
Antoine de Saint-Exupéry, O Princípezinho 

terça-feira, julho 15, 2014

Passeio de Domingo

Domingo alugámos um carro e fomos passear. Começámos em Bray para ver a praia - onde consegui sentir a areia nos pés pela primeira vez neste ano - fomos aos lagos de Glendalough, a Wicklow Town, Avoca, a Sally Gap, nas montanhas de Wicklow e acabámos o dia no famoso Pub Johnnie Fox's, em Glencullen, conhecido por nunca ter cedido à modernização e ter mantido a mesma aparência desde a sua data de abertura, no século XVIII.
Foi um dia cansativo, mas bem alegre.

Bray

Glendalough

Glendalough

Glendalough

Glendalough

Glendalough

Avoca


Wicklow

Wicklow




Rabinhos fofinhos!


Seafood Chowder, Johnnie Fox's

Johnnie Fox's

Johnnie Fox's

sábado, julho 12, 2014

Pensando bem, não foi muito lógico da minha parte

Tenho um par de jeans, que por acaso calha ser o meu par de jeans preferido, a precisar urgentemente de ir para a reforma. Continuam a servir-me como uma maravilha, gosto do corte, gosto da cor, do cós, de tudo. Mas já estão rotas na parte de dentro da perna e, por muito que cose, aquilo volta a descoser-se ainda mais.

Então toca de aproveitar os saldos.

Entra-se na Zara.

(respira-se fundo para aguentar a feira)

Encontra-se a zona por onde passou um vendaval de mãos e deixou um monte de jeans todos virados e entrelaçados uns outros outros.

E estes são giros.

E estes servem-me.

Aproveitar que estão em saldo.

E já tenho calças para substituir as velhas e rotas.

E eis as novas (que comprei um número abaixo para não ficarem tão largueironas):


Pois. Não foi muito lógico...

quinta-feira, julho 10, 2014

Um muito obrigada

ao grandessíssimo filho de uma grandessíssima mãe que se lembrou de acelerar para passar por cima da poça gigante no momento exacto em que estou eu a caminhar no passeio ao lado da dita cuja. O resultado: fiquei encharcada da cabeça aos pés. Epá, a sério, muito obrigada mas eu já tinha tomado banho.


Dúvidas, imagens e causas existenciais


Há uns dias atrás li num fórum o caso de uma rapariga que queria muito ser vista como vegetariana e pertencer aos círculos vegetarianos. O problema: ainda comia peixe e, como tal, era vista como pescatariana, o que não é uma imagem tão moderna e gira de se passar aos outros.
A coisa deixou-me a pensar: é assim tão importante a forma como uma pessoa como é vista, a imagem que passa para os outros e se é aceite pelo quer que seja? Pelos visto, sim...
Confesso que nunca me preocupei muito se era vista como vegetariana ou pescatariana ou outra coisa qualquer. Deixei de comer carne por motivos éticos e ainda vou comendo algum peixe por motivos, chamemos-lhes logísticos. Se eu por vezes digo que sou vegetariana, é porque não me apetece entrar em grandes conversas e explicações. Em momento algum do processo, fui movida pela imagem que poderia passar - porque ser omnívora é muito demodé, o que é fixe é ser vegetariana, ou vegan, ou comer raios solares! - mas sim por uma causa pessoal ética.

Isto faz-me lembrar aqueles que vão para medicina, ou outro curso qualquer, só porque querem ser vistos como os senhores doutores, senhores engenheiros ou senhores arquitectos, quando na verdade a sua verdadeira vocação é serem padeiros. Ou aquelas ratas de sacristia que não largam as saias do senhor padre, como tal, do rótulo não se livram, que é o que querem, mas fora do perímetro religioso são umas autênticas bestas desumanas e praticar o bem está lá quieto.
Ok, agora dizem vocês que cada um é livre de decidir o que quer e bem apetece e o porquê. E eu concordo. Mas também acredito que se todos nós nos deixássemos um pouco de preocupações irrelevantes, secundárias e fúteis como "aquilo que os outros vão pensar de/ ver em mim" e nos focássemos nem que fosse apenas um pouco menos na imagem que os outros poderão ter de nós, em ser aceites só para dizermos que pertencemos a isto ou aquilo sem qualquer motivação para além disso mesmo, acredito que as pessoas iriam sentir-se mais livres, mais felizes*.

*Karina sem acento, a ingénua rebelde a acreditar em unicórnios desde 1985