terça-feira, setembro 30, 2014

Coisas que só uma pessoa friorenta percebe

Ter sempre frio.


Nunca, mas nunca, nem no Verão, se sai de casa sem um casaco atrás para as eventualidades (correntes de ar, brisas frescas, ar condicionados, noites frescas).



Andar sempre à procura de fontes de calor.



Ir à praia e não ir à água por estar muito fria.



No inverno usar, no mínimo, dois pares de meias quentes. E ter um stock de meias e collants maior que a Calzedonia. E dormir de meias, até no Verão em noites mais frias.




Passar a vida a ouvir e a responder: "Tens frio", "Não", "Então porque é que estás tão encasacada?" "Para não ter frio", "Mas não está frio!" "Se eu vesti o casaco é porque estava com frio...", "Mas não está frio...", "Hummmm *desistir de arranjar argumentos*"



Passar a vida a ouvir e a responder: "Mas como é que tens assim tanto frio?!", "Não sei! Mas tenho! E não tenho culpa de ter frio!"



No Inverno, com a lareira acesa, estar praticamente com os pés em chamas para os aquecer.



No Inverno, sentir-se num autêntico chouriço com camada de roupa em cima de camada de roupa.



Passar a vida a sonhar o quão maravilhoso deve ser viver num país tropical com Verão e calor o ano inteiro.

sexta-feira, setembro 26, 2014

Facto #9

Nunca fui uma pessoa religiosa e crente e tive sempre as minhas dúvidas no que diz respeito à Bíblia. Sempre muito racional e analítica, era aquela criança chata que não parava de fazer perguntas ao professor de catequese tais como "afinal, nós vimos dos macacos ou de Adão e Eva?" ou "se Deus criou tudo, quem criou Deus?", e sempre tive os meus debates internos acerca ciência versus religião/espiritualismo. O homem, coitado, era muito boa pessoa e com uma paciência infinita para me aturar, mas nunca soube responder a nenhuma das minhas questões, o que me deixava ainda mais confusa. Ao crescer, e ao ver as guerras que as religiões são e foram capaz de criar por questões fundamentalistas em vez de abraçar e respeitar ideias/teorias diferentes, fui-me tornando cada vez menos crente na igreja (qualquer uma delas) como instituição. E, claro, sou muito pouco fã da "moral de padre" e do "não faças o que eu faço, faz o que eu digo", tão famoso e típico no Vaticano (e não só, mas é pela qual eu tenho maior familiaridade). Sou, portanto, agnóstica e nada fã de igrejas/religiões.

Posso dizer que tenho algumas crenças mas que de religiosas pouco têm. Acredito na energia, porque de um ponto de vista químico, tudo é energia. E acredito no Karma, que todas as nossas acções, mais cedo ou mais tarde, retornam a nós. Acho a filosofia Budista bastante interessante, uma vez que defende os bons valores morais e humanos, sem impingir as suas ideias e teorias a ninguém.

Apesar disto tudo, o facto é que posso dizer que gosto cada vez mais deste Papa Francisco. Parece-me uma pessoa coerente, que age de acordo com aquilo que defende e apregoa (ao contrário de outros Papas, padres, bispos e afins), com uma mente moderna que aceita e respeita os outros e as suas diferenças e para quem o mais importante, acima de tudo, é defender os tais valores morais e humanos, tais como compaixão e respeito mesmo que as circunstâncias não vão ao encontro daquilo que a Igreja Católica defende (como não baptizar filhos de pais separados). Acima de tudo, gosto deste Papa porque não parece querer ser cúmplice de muitas tramóias que o Vaticano esconde, como aconteceu agora ao afastar um bispo suspeito de encobrir um padre pedófilo. Gosto deste Papa porque é um Papa com tomates.

quarta-feira, setembro 24, 2014

Isto é ou não é motivação?

Estava eu toda lançada, focada, motivada e praticamente na recta final de mais um exercício do Shaun T, a sentir o coração a palpitar, o suor a escorrer e toda uma energia a percorrer dos pés à cabeça quando dou um passo para a direita e sinto o tapete a mexer-se. Nesse momento soube que a queda estava iminente. E aqui é que está o ponto importante: não é tentar evitar a queda (é simplesmente inútil) mas sim saber cair. Tentei, é claro que tentei cair com o menos impacto e dor possíveis mas mesmo assim, foi uma tentativa falhada. Um autêntico fiasco.
Corpo para um lado, pé para outro, tapete para o lado, rabo para cima do outro pé e um ombro no chão.
Levanto-me, massajo o ombro esquerdo (o que foi ao chão), rodo o pé que tinha ficado todo torto debaixo do rabo e vejo que estou inteira. E toca de acabar de acabar o exercício! Não há cá choraminguices nem auto-vitimizações!


Com tantas quedas, não percebo como é que ainda não ganhei um Oscar...


terça-feira, setembro 23, 2014

segunda-feira, setembro 22, 2014

Almoço no Jamie's Italian

Já andávamos para ir ao restaurante do Jamie Oliver (ou como eu gosto de chamar, Jaime Oliveira) há algum tempo. Mas, por algum motivo ou outro, a nossa ida acabava sempre por ser protelada. Até ontem.
E o que nós andámos a perder durante este tempo todo. As expectativas eram altas e não ficámos desiludidos: a comida é simplesmente ma-ra-vi-lho-sa. Vale cada cêntimo que custa - e não são tão poucos cêntimos quanto isso, verdade seja dita. Mas é realmente muito, muito bom. Para além de que o espaço é bem engraçado e o pessoal que lá trabalha é simpático e educado (por norma, nesse aspecto, o atendimento ao público na Irlanda é bastante bom).
Saímos de lá contentes, com a barriguinha cheia e prontos para uma sesta - continuo a achar que estes restaurantes deviam fornecer um espaço com umas almofadas para o pessoal cochilar nem que fosse por dez minutos.

As entradas

O meu prato, canelones vegetarianos
A sobremesa, pavlova com chocolate e framboesas

sexta-feira, setembro 19, 2014

Adeus, Snoopinho *

Ontem ao final da tarde, sentia-me nervosa. Talvez, pensei eu, não fosse estar nervosa e sentisse, apenas, os meus músculos a ficarem, aos poucos, doridos do exercício físico que tinha feito de manhã. Ou simplesmente do café, provavelmente mais intenso do que é costume. Já devia ter aprendido a não subestimar os meus instintos. Se me sentia nervosa, era porque estava nervosa. Era porque algo se passava apesar de eu não saber bem o quê.
Recebi há pouco a notícia que o meu cãozinho faleceu ontem na clínica veterinária, ao final da tarde, após sofrer mais um ataque de convulsões. Dizem que os cães se afastam para morrer mas parece que o meu estava era à espera que eu voltasse a Dublin. O que é injusto. Não só eu devia estar ao seu lado até ao fim, como devia estar ao lado dos meus pais para os apoiar, que também tanto (ou mais) sofrem com a perda do nosso amigo.

Adeus Snoopy. Que o céu dos cães esteja repleto de frango cozido que tanto gostas, de cadelas jeitosas e atrevidas, cantos bonitos para marcares território e jardins enormes para correres. E diz olá ao nosso Rocky.

quinta-feira, setembro 18, 2014

Motto of the day / Por aqui ouve-se...

Vamos ginasticar!
Depois de algumas semanas (meses?) parada, isto vai doer...
Mas tem que ser, e o que tem de ser tem muita força - a não ser que eu decida virar, oficialmente, num pote (mas muito fofinho e rechonchudo).

Tem de ser, tem de ser... força... Ai... Vamos lá...


quarta-feira, setembro 17, 2014

Arrumar as sandálias

Foi um Verão bipolar, não haja dúvidas. Apesar disso, foi um Verão divertido: ainda deu para apanhar algum sol e fazer praia, deu para mergulhar no mar (gelado!), deu para comer bola de berlim na praia (claro, é onde sabe melhor), deu para comer gelados até mais não e sushi do bom. Deu para passear, conhecer coisas novas e voltar a sítios onde já tinha sido feliz. Mais importante de tudo, deu para estar e matar saudades da família e de amigos.
Mas as saudades, no meu caso, são sacaninhas: voltei ontem a Dublin e já morro de saudades de tudo outra vez. Caso para dizer que posso sair de casa, mas a casa não sai de mim.

E pronto, cá estou eu de volta a Dublin nublada. Hora de arrumar as coisas, organizar tudo e voltar à rotina. Adeus (pseudo) Verão, até p'ró ano.

domingo, setembro 14, 2014

Viajar vs bens materiais


Há umas semanas atrás ouvi na rádio dizerem que as pessoas que gastavam mais dinheiro em viagens eram mais felizes que as que gastavam mais em bens materiais. Lembro-me de ouvir isto e abanar a cabeça em consentimento enquanto murmurava "hum hum!!!".
Viajar é das coisas que mais gosto de fazer - tirando a parte de fazer malas. Para mim, é dos maiores prazeres que tenho, conhecer novas coisas, novas culturas, novas cidades e terras. Provar pratos típicos da região. Ver ao vivo praças, museus, monumentos históricos e emblemáticos. Levar de volta para casa recordações, memórias e experiências. Se eu gosto de comprar coisas novas? Claro que gosto. É sempre bom quando compro uma nova peça de roupa, ou um novo gadget, ou outra coisa qualquer coisa. Mas a verdade é que, mais cedo ou mais tarde, acabo por me fartar. Aquela camisa que eu tanto gostava há três ou quatro anos atrás, hoje posso já não gostar tanto. Posso comprar agora um telemóvel e daqui um ano querer trocar por outro, mais recente - não é o caso, que o raio do iPhone, comprado há quase três anos atrás, foi caro e tão depressa não quero trocar por outro.
A viajar, isso já não acontece. Sempre que olho para trás e lembro-me de alguma viagem que tenha feito, dentro ou fora de Portugal e mesmo que não tenha sido aquilo que estava à espera (Tunísia! Tunísia!) não fico desmotivada em conhecer outros sítios (antes pelo contrário) porque a experiência do novo, do diferente, do aprender, do conhecer, da aventura, faz-me sorrir sempre.
É por isso que, tirando aquilo que gasto em livros - que acabam por me fazer viajar não só para outros lugares mas como também para outros tempos - é para viajar que prefiro gastar dinheiro (falando de coisas, vá, não essenciais. Para mim, comidinha está sempre à frente de tudo).

Isto tudo para dizer que a próxima viagem está marcada, reservada, paga e muito ansiosamente esperada: vamos aproveitar um fim-de-semana prolongado no fim de Outubro para ir a Amsterdão. Iéiiiii!

sexta-feira, setembro 12, 2014

Então é assim?

Depois de tanto ouvir sobre a pequena maravilha que é o Game of Thrones, e tanto me dizerem que eu tinha mesmo de ver, lá cedi e comecei a ver a coisa. Confesso que se não tivesse acontecido o que aconteceu na última cena do primeiro episódio, eu não tinha visto mais. E mesmo assim, os primeiros episódios não me convenceram muito. Mas depois a coisa começou a tornar-se interessante, até porque já conseguia entrar nas conversas sempre que alguém falava da série (Ahhhh, eu sei quem é esse! Ahhh, eu gosto dessa personagem! Ahhhh, esse é mau como as cobras!!!!"). Não que ache que seja a melhor série de sempre - isso, sem sombra de dúvidas, é um prémio que ofereço com todo amor e carinho, de alma e coração, ao Breaking Bad. No entanto, quando dei por mim, tinha as quatro temporadas vistas de Game of Thrones.

E agora? Agora que eu estava a gostar realmente da série, tenho de esperar quase um ano para nova temporada?

Isto não se faz!

Pequena nota: George R.R. Martin é espectacular a planear casamentos! Nada enfadonhos!


quinta-feira, setembro 11, 2014

Momento profundo

"É a minha insanidade mental que me permite ser, ainda, um pouco sã"
by Karina sem acento, à hora do jantar

É, de vez em quando tenho momentos assim, muito profundos, tocantes, a roçar o poético. Não me admirava nada, inclusive, que daqui umas décadas isto ainda viesse a aparecer em livros de filosofia (gaba-te, cesto roto). Se bem que o mais provável seria em revistas cor-de-rosa, lado a lado com "estar vivo é o contrário de estar morto", da Lily Caneças.

quarta-feira, setembro 10, 2014

As cinquenta sombras... da vizinha

A minha querida e adorada vizinha, a tal que gosta de falar alto às tantas da madrugada como se fosse pleno dia e que tinha, literalmente, discussões de meia-noite com o seu companheiro, arranjou novo namorado.
As discussões, pelo menos por enquanto, são inexistentes. As noites de palavrões grandes e feios passaram a noites quentes, tórridas, de triqui-triqui. É guinchos, é gemidos, é oh sim, oh sim, hummmm, uiiiiii, oh sim, oh sim, tudo a alto e a bom som, e uma cama toda desengonçada a martelar contra a parede. Mas a pièce de le résistance foi quando eu já pensava que tinha tudo acabado, oiço aquilo que me pareceu ter sido a grande e pesada palmada no rabo. PAAAAAAAAHHHHHHHHHH!!!!
Pela risada dela, deve ter gostado.

E eu só queria mesmo era dormir.

terça-feira, setembro 09, 2014

Uma triste realidade

Estava eu nas bilheteiras do metro de Lisboa quando sinto alguém a aproximar-se. Esse alguém, vejo eu, é uma mulher na casa dos trinta anos, cabelo penteado, vestida de forma simples, mas arranjadinha e com uma mala ao ombro e uma pastinha na mão. A pele normal, dentes normais, nariz inteiro, não cheirava mal. Diz-me ela, em voz muito baixinha, que anda à procura de trabalho mas que não consegue arranjar nada e que tem fome. Muita fome. Queria comer.
Volto a olhá-la de alto a baixo e volto a reparar na pastinha, no seu ar lavadinho e arranjado. Pelo ar, andou ou a entregar currículos ou em entrevistas. E eu arrepiei-me de alto a baixo, porque dava para ver que não era mais uma drogada que andava a pedinchar. E o seu tom de voz, baixinho quase como um sussurro, mostrava que o que estava a fazer, a pedir dinheiro para comer, fazia-o com vergonha.
Por norma, não dou dinheiro. Posso ir até ao café mais próximo e comprar algo para a pessoa comer, mas como estava com pressa e olhando rapidamente para os lados não via nada por ali perto, abri a carteira e dei alguns dos trocados que tinha comigo.

E isto deixou-me completamente desconcertada. Eu não sei a história da mulher, não sei se está há muito ou pouco tempo desempregada. Não sei se tem ou não filhos e marido. Não sei anda à procura de um trabalho em específico ou se "qualquer" coisa serve. Não sei se é uma pessoa honesta ou desonesta, se é simpática ou antipática. Não sei, não sei de nada. Mas dava para ver que não era mais uma drogada ou alguém que prefere pedir esmola do que arranjar um trabalho. Dava para ver que tinha fome.

Quantos mais não andarão assim? Triste realidade.

segunda-feira, setembro 08, 2014

Jardim Buddha Eden

Se há sítio que vale a pena visitar, este é um deles. Fui lá na semana passada onde passei uma tarde praticamente inteira e foi bem giro. Ide, ide já!