quinta-feira, janeiro 29, 2015

A carteira agradece!


Não nego à partida que o problema possa ser meu, da minha esquisitice crónica aliada à minha forretice que faz com que eu não goste muito de gastar dinheiro em coisas só porque estão super baratas, independentemente de precisar ou não. É que, tirando uma camisola que comprei só e apenas porque temos a tradição de usar uma peça nova por estrear na passagem de ano e aproveitando um voucher para comprar uns phones (daqueles que têm uma espécie de bandolete para não passarem a vida a cair das orelhas), a verdade é que ainda não comprei nada nos saldos. Não vejo nada que me agrade por aí além ou o que gosto 1) não tem no meu tamanho, 2) continuo a achar demasiado caro.

Bem, a carteira agradece!

quarta-feira, janeiro 28, 2015

A not so fashionable day!

Too cold!
O meu objectivo para hoje é não entrar em hipotermia e não desatar a voar por aí. Está um frio (8 graus negativos, de temperatura realmente sentida), uma ventania, um autêntico massacre gelado que só saio à rua com 44 camadas de roupa em cima do pêlo. Quero lá saber se vou bonitinha, quero é ficar quente...

terça-feira, janeiro 27, 2015

Das mentiras e mentirosos

Das piores coisas que me podem fazer é mentir. Lido mal com a mentira, não sei mentir e não gosto que o façam. Não falo daquelas mentiras piedosas que por norma surgem para não magoar ninguém - se bem que, apesar de tentar ser um pouco mais compreensiva nestas situações, mesmo assim prefiro dar volta à questão do que propriamente mentir. Falo daquela mentira descarada. Aquela mentira que vem à baila sem necessidade alguma, só porque sim, ou porque é conveniente, ou mesmo porque a melhor maneira de atacar a outra pessoa não é mostrando que sou um ser humano justo, digno e sincero mas sim mentindo. Nestas alturas cresce-me uma revolta interior que me deixa louca, transformo-me no Incrível Hulk, fico verde, fico possessa da vida.

Eu até percebo que a lógica de quem mente assim, para atacar e muitas vezes denegrir a imagem do outro, que o faz muitas vezes por ser difícil atingir certos objectivos, e mentindo ajuda a encurtar essa distância entre o querer e conseguir o que quer. Compreendo a lógica mas não consigo aceitar e concordar, até porque não entendo de todo (já tentei, mas é mais forte que eu esta minha incapacidade para entender coisas destas) como pode haver pessoas muitas vezes intituladas de amigas tão egoístas e com sentimentos de superioridade bacoca e chico-espertismo ridículo que optem por esse caminho mais fácil da mentira.

É por estas e por outras que sou vista como "politicamente incorrecta". E por mim, tudo bem. Antes politicamente incorrecta, honesta e sincera que falsa.

segunda-feira, janeiro 26, 2015

Aquele momento...

Quando o elevador do edifício onde vives está "out of order"...

sexta-feira, janeiro 23, 2015

São servidos?

Neste dia tão feio, cinzento e chuvoso, apesar de não ser dos mais frios (estão 5 graus Celsius, positivos, uhhhhhhhhh!), o que sabe mesmo bem é uma bebida quentinha e um docinho.
Ora portanto, apresento-vos o Apple Crumble e o Cappuccino, com leite de soja. Bom, bom, bom!


quinta-feira, janeiro 22, 2015

Ainda dizem que andar no ginásio é saudável


Tenho uma nódoa negra do tamanho de uma maça reineta (curiosamente, a cor também é muito parecida) na perna esquerda, devido a uma pancada que dei na bicicleta. Eu sei, eu sei, a bicicleta já lá estava, e estava paradinha, eu é que fui contender com ela. E também sei que estas coisas, estes incidentes - quedas, embates, queimaduras, etc - acontecem-me com alguma frequência.
Pronto, talvez o perigo seja eu!

Mas a nódoa está mesmo feiinha!

quarta-feira, janeiro 21, 2015

Aquele momento...

Quando alguém que conheço diz o nome do seu filho/a, o qual não gosto nada:

Aquilo que eu penso "ahhhhhh, coitadinho!!!!"

Aquilo que eu digo: "Ludovico*... nome antigo, hã?"

*ainda não conheci ninguém que tenha dado Ludovico a um filho, mas por este andar já deve ter faltado mais...

segunda-feira, janeiro 19, 2015

Crónicas de uma disléxica

Eu para a amiga: óh, não te podes queixar... até tens uma lada do far*!

*tradução: fada do lar.

sexta-feira, janeiro 16, 2015

Então mas... e o Jake?


Quando vi o Nightcrawler comentei para comigo mesma que o Jake Gyllenhaal iria ser (teria de ser!) nomeado para os Oscars. É que é daqueles papéis papelões brutalmente fantásticos que não poderia escapar à corrida da entrega de prémios mais importante do cinema. Então que chega o dia das nomeações e... nada para o menino!
Enfim, a academia anda a desiludir-me. Anda, anda. Tadinho do Jake...

quarta-feira, janeiro 14, 2015

Dizem que com o tempo tudo se torna mais fácil

Só que não, pelo menos para mim não torna. Continuo a chorar que nem uma Maria Madalena no momento em que me despeço dos meus pais, continuo com um nó na garganta, continuo a querer dizer uma data de coisas como "gosto tanto, tanto, mas tanto de vocês que nem imaginam o quanto" mas a minha língua fica presa e a única coisa que consigo fazer é abraçar-me aos meus pais e a não querer largá-los e praticamente sem dizer uma única palavra. Menina dos papás, podem achar e dizer à vontade porque é isso mesmo que eu sou - e com muito orgulho. Porque posso ter saudades de Portugal, do sol, do mar, da minha Lisboa de que tanto gosto, da comida e de tudo o mais, mas a verdade é que o meu problema de saudosismo não é pelo país, é mesmo pelas pessoas. Casa, para mim, é onde tenho as minhas pessoas, não necessariamente a minha nacionalidade.
E cá vou eu outra vez de volta para Dublin...

sexta-feira, janeiro 09, 2015

Carta aberta ao querido (e a quem quiser ler)

A propósito do post do "querido", não consigo de deixar de escrever umas linhas sobre isto:

Qualquer regime de censura que já tenha acabado, acabou por haver quem tenha tido a coragem de falar. Desde a santa inquisição onde várias pessoas foram queimadas vivas por defender teorias científicas e expondo erros teológicos (e não só), ao próprio regime do estado novo onde tantos foram presos por defender ideias políticas diferentes. E já Gil Vicente dizia que era a rir que se criticavam os costumes. Liberdade de expressão é o que nos permite hoje estar aqui, no blog, no facebook, na rua, onde quer que seja a debater ideias diferentes. A não concordar com a ideia de Gustavo sobre toda esta polémica mas a apenas porque ele tem o direito de expôr o que acha - apesar de eu achar ridícula a ideia que eu e todos nós temos de nos calar para não ferir susceptibilidades religiosas alheias, só porque outros têm uma mente pequena incapaz de aceitar algo diferente - e eu dizer que acho a ideia dele ridícula não constitui, aos olhos da lei, desrespeito, enquanto que se eu dissesse que o achava, a ele como pessoa, ridículo, aí sim, seria uma forma de desrespeito e poderia ser processada como tal. Querem ver a diferença entre falta de respeito e liberdade de expressão, é ler durante dois minutos qualquer secção online de comentários de qualquer jornal português: os insultos directos às pessoas, quando alguém diz que o outro comentador é um idiota, um filho daquela senhora e muito mais, são falta de respeito, enquanto que quando alguém diz que o outro tem uma opinião errada, estúpida, idiota e o quer que seja, sem criticar directamente a pessoa que está a fazer esse comentário, assume-se apenas como liberdade de expressão. Lá está, eu própria conheço a história da cultura de onde venho, onde felizmente onde houve muita gente a não se calar de modo que as coisas, as mentalidades, os costumes mudassem. Resumidamente, achincalhar, ridicularizar, gozar com as ideias (repito, ideias) não constitui crime, caso contrário voltaríamos à idade da outra senhora em que expôr ideias diferentes seria considerado heresia e crime. E, mesmo que alguém se sinta insultado - porque a liberdade e os limites de cada um difere de pessoa para pessoa - há sempre o chamado "processo por difamação", tratado em tribunais. Por outro lado, matar é crime.

Eu não me calo. Je suis Charlie.

quinta-feira, janeiro 08, 2015

Tristeza...

Triste é ler certos comentários que quase desculpabilizam o acto terrorista em Paris de ontem ao defenderem que a liberdade de expressão deve vir sempre acompanhada de respeito. E eu concordo com isto, só não concordo com o facto de acharem desrespeituoso o facto de certos desenhistas mostrarem ao mundo (com algum humor) as facetas mais fundamentalistas e rígidas de um grupo de pessoas altamente perigosas, preconceituosas e elas próprias desrespeituosas dos direitos humanos em nome do seu deus [atenção que estou-me a referir de um grupo específico e não de toda uma população religiosa].
Mas isto sou eu, que sou uma gozona de primeira apanha, sem religião e agnóstica (uma herege!!!). Indendentemente disto, acho que cada um tem direito de acreditar naquilo que quer e acredito que tudo seria melhor se se preocupassem mais com outras coisas em vez de andarem a impingir o quer que seja aos outros, sem haver o mínimo respeito pelas ideias, ideais e credos do próximo.
Tolerância a quem merece ser tolerado, respeito a quem merece ser respeitado. E quem usa armas de fogo contra quem a sua arma é um lápis e uma borracha (mesmo que estes tivessem faltado ao respeito!) só pode ser chamado de cobarde e não merece tolerância nem respeito.

segunda-feira, janeiro 05, 2015

Coisas que ainda não consegui compreender

Aquelas pessoas que gastam dinheiro no bilhete de cinema para irem conversar. Não só poupavam uns trocos ficando em casa como não incomodavam os demais presentes na sala de cinema que estão mais interessados em ouvir os diálogos do filme que nos comentários e apreciações de quem não consegue estar calado.

Aqueles que não respeitam aquele espaço, mínimo e invisível, das restantes pessoas e que, por muito que se dê um passo atrás, há sempre dois passos à frente a encurtar essa distância. Tipo, respirar directamente o dióxido de carbono do ar expelido por outros não é bem a minha cena.

Aqueles que, tendo todo um espaço de passagem, preferem andar aos encontrões contra as outras pessoas. Eu, ainda por cima, sou uma moça pequena que não ocupa muito espaço mas mesmo assim não passo um dia que não leve com um ombro, mala ou pé em cima.

Aqueles que fazem sinal para entrar numa rotunda mas não fazem para sair. A sério, mas os outros são bruxos para adivinhar?

Aqueles que não fazem piscas, de todo.

Aqueles que basicamente têm o rei ma barriga e não sabem viver/conviver em sociedade. Ouvi dizer que ainda há unas ilhas desertas, aí é que estavam bem.