terça-feira, março 31, 2015

Novas habitantes do armárioland

Após mais de três meses sem comprar nada que fosse roupa, calçado ou acessórios - sem contar com umas botas que Sr. Gambuzino me ofereceu - lá trouxe estas duas pequenas para casa. Lindinhas da dona. Ainda melhor que estavam em promoção.
Maravilha, assim é que gosto.



Na verdade, a de cima foi oferta da mummy. Ainda mais especial é :)

segunda-feira, março 30, 2015

Momentos de pura felicidade


Ouvir aquela música, já velhinha, mas que não deixa de ser, por nada deste mundo, a minha música preferida de todo o sempre. As letras sempre sabidas de cor e salteado, o continuar a sentir os pêlos do braço arrepiadinhos cada vez que a oiço, aquele fechar do olhos, aquele sorriso tímido, e aquele movimento com a cabeça da direita-para-a-esquerda enquanto oiço, canto e sinto em mim a dita música.
Eu sei que, para uma boa parte das pessoas, a música preferida vai-se alterando ao longo dos tempos. Mas para mim tem sido sempre a mesma, há tantos e tantos anos. A mais linda, a com mais significado.

Motto of the day

quinta-feira, março 26, 2015

Dia doce

    
Hoje é, pelos vistos, dia do chocolate e ninguém me dizia nada. Não que eu, viciada em chocolate, qualquer chocolate, do negro mais amargo, ao de leite e ao branco, simples, com avelãs, arroz estufado, caramelo e bolacha, com creme, macio ou mais rijo, em bombom ou tablete, precise de desculpa ou de um dia para comer chocolate. Mas, já que há, uma pessoa faz o sacrifício e come um chocolatinho...

Aquilo que eu ando a dizer desde que deixei de comer carne

Este vídeo defende, basicamente, aquilo que ando há anos a dizer: apesar de não comer carne, nunca disse que todos deveriam fazê-lo - é impossível, há pessoas que não conseguem comer vegetariano todo o santo dia - mas reduzir as quantidades de carne é saudável em todos os sentidos, não só para nós como para o ambiente, e, desta forma, deita abaixo a necessidade de haver tantas fábricas de produção massiva de carne para consumo, acabando por ajudar aqueles produtores que são realmente amigos dos animais, ao deixá-los viver em campos ao ar livre, que os alimentam como deve ser, e que respeitam o animal na hora da sua morte. Porque para mim, o que me faz realmente confusão não é tanto a parte de morrerem - todo o ser vivo morre - mas sim a maneira como muitas vezes os animais vivem em condições deploráveis, como, por exemplo, confinados a vida inteira a espaços tão minúsculos que nem sequer conseguem mexer-se, e a maneira cruel como os matam, sem qualquer pingo de dignidade.
E sim, por um lado sei que sozinha ou mesmo meia dúzia de pessoas não fazem uma grande diferença - apesar de andar há 6 anos, desde que deixei de comer carne, a ouvir isto, sou mais teimosa e defendo com unhas e dentes que eu sozinha já estou a contribuir um pouco à minha maneira - mas se todos nós fizermos uma pequena parte que seja, já estamos a ajudar. E toda a ajuda, por pequena que seja, já é boa.

quarta-feira, março 25, 2015

E esta ventania dos diabos?

Já passei há muito aquela preocupação do vento despentear-me toda. A minha preocupação agora é mesmo, com esta ventania toda, manter os cabelos presos à cabeça e não passar a ser conhecida pela "e todo o cabelo o vento levou"!

Obrigadinha, Universo

Sr. Gambuzino tinha-me oferecido, pelo meu aniversário, uma pulseira com uma conta da Pandora. Confesso que, apesar de achar giro o conceito e de haver peças bem bonitas, nunca tive aquele desejo profundo de ter algo que fosse desta marca - talvez por ter sempre achado que era tudo um pouco para o caro. Mas aquela pulseira preta com aquela conta preta tinha tudo a ver comigo, principalmente pelo valor simbólico com que me foi oferecido.
E ontem, do nada, olhei para o meu pulso esquerdo e reparei que não tinha a pulseira. Pode ser que esteja em casa, que não tenha posto depois de ir tomar banho - a única altura do dia em que tirava a pulseira - pensei eu para com os meus botões. Mas não. Corri tudo. Varri o chão todo com o olhar, passei a mão por tudo o que fosse superfície. Sacudi a roupa do dia anterior. Nada.
Eu tenho uma vaga ideia onde e o porquê de ter perdido o raio da pulseira mas a esta hora já não há nada a fazer. 
E, acreditem, não é pelo valor monetário que aquilo podia ter mas sim pelo valor simbólico que eu estou mesmo enraivecida por ter perdido a bendita. Andei eu dois dias à procura de quem pertencia um iphone perdido e só descansei quando o dito cujo foi para ao seu dono e é assim que o universo me paga. Muito obrigada!

terça-feira, março 24, 2015

Coisas que me tiram do sério

Aquelas pessoas que, em vez de se porem atrás na fila, metem-se na tua diagonal, dando pequenos passos em frente. Quando dás por ela, já estão ao teu lado e com a esperança que vão mesmo passar à tua frente. Comigo, por norma, não conseguem: se não percebem pelo meu ar de enjoada e com dentes arreganhados, percebem depois de eu chamar a atenção.
Se estão assim com tanta pressa, mais vale perguntarem sincera e educadamente se não me importo que passem à minha frente, que o mais provável é eu deixar. Já tentarem ser macacos e manhosos, tira-me mesmo do sério.

sexta-feira, março 20, 2015

Mudança radical de visual

Eu já não vos tinha dito que estava a pensar em cortar um pouco o cabelo?

quinta-feira, março 19, 2015

O meu pai

Há pouco falei com o meu pai, para lhe desejar um feliz dia do pai. "Ah, ok, está bem, obrigado filhota". Não liga a nada a estas coisas e eu, sinceramente, também nunca liguei muito. Neste dia não penso mais no meu pai que nos outros dias, nem falo com ele só porque é dia do pai para depois me calar durante dias e dias seguidos - não senhora, raros são os dias em que não fale com os meus pais. E ainda hoje em dia me pergunta se gosto dele e é um beijoqueiro irremediável - pronto, já chega de beijinhos, acabo sempre por lhe dizer.
E pronto, já que já, aproveitei para lhe desejar um dia especialmente feliz a ele, que é o melhor pai do mundo.

Não há cá mais desculpas!

Estava eu no ginásio a pedalar para queimar todas as calorias do Gin tónico que tinha bebido nas vésperas, quando vejo um senhor, na casa dos seus quarenta anos, a aproximar-se da bicicleta ao meu lado. O que tinha ele de especial? Era cego.

E aqui, meus amigos e amigas, está a beleza da questão. Quantas vezes não arranjo eu desculpas para não ir ao ginásio? Porque está frio. Porque está a chover. Porque não tenho tempo. Porque tenho fome. Porque não tenho apetite. Porque é fim-de-semana, saí na véspera e quero é ficar mais um pouco na cama. Porque não, hoje não me apetece ir ao ginásio porque quero ir antes ao cinema. Porque tenho preguiça. Porque simplesmente não me apetece.
Mas aquele senhor ao meu lado, com a maior das desculpas que poderia usar, estava de facto ali. Sem desculpas. Sem queixumes. E, acreditem, os acessos dos ginásio não são dos melhores.

Da próxima vez que for para arranjar alguma desculpa para ficar com o rabo assolapado em casa, vou pensar duas vezes.

quarta-feira, março 18, 2015

Estou a ficar velha para estas coisas


Já não tenho a paciência para andar de bar em bar para ter de ficar em pé, em que uma pessoa não consegue mexer-se  quanto mais dançar com tanta gente à sua volta, e que nem sequer dá para ter uma conversa com os amigos porque a música está demasiado alta.
Se eu gosto muito de viver na cidade? Gosto. Sou, confesso, menina da cidade e quem me tira esta confusão tão tipicamente citadina, tira-me tudo. Mas confusões de bares / discotecas em que ninguém se mexe / feriados nacionais em que toda a gente sem excepção sai à rua vestida de verde para se embebedar... já começa a ser um pouco demais para mim.
Estou a ficar velha, é o que é.

O estranho é que continuo a gostar de concertos e festivais ao ar livre... enfim, coisas.

terça-feira, março 17, 2015

Happy St. Paddy's Day!

Hoje é a loucura! Não que os irlandeses precisem de motivos para festejar e beber, mas este dia é mesmo a p*ta da loucura!



segunda-feira, março 16, 2015

O fim-de-semana em fotos :: Cliffs of Moher


Eu e o mar temos uma ligação forte. Não que me aventure muito, quando vou à praia, a nadar até longe, nem faço surf, nem bodyboard, nem nada disso. Mas o mar, a sua imensidão, a sua força, o som das ondas, transmite-me uma calma e uma paz inacreditáveis.
Juntar isto à beleza dos Cliffs of Moher, em que ainda por cima tivemos a sorte de ir num dia com bastante sol, só podia dar num bonito passeio.



















sexta-feira, março 13, 2015

Uma madrugada de sexta-feira treze assustadora!


 O silêncio reinava a noite escura, nas primeiras horas desta sexta-feira treze. Eles, deitados na sua cama não tão confortável quanto isso com aquela mola do colchão sempre a teimar em espetar-se na anca dela, embrulhados nos lençóis e cobertores quentes e macios, dormiam o sono dos justos num quarto também ele mergulhado na escuridão. Era uma noite fria, como todas as outras noites irlandesas, mas dentro de casa estava tão agradável que ela até já tinha tirado as meias dos pés.
Até que, de repente, às duas horas e nove minutos da madrugada, interrompendo todo aquele silêncio, eles acordam sobressaltados com o alarme de casa (que nem sequer estava activo) a guinchar num som ensurdecedor e irritante que nem uma carpideira histérica

UUUUUUÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍ-UHHHHHHHHHHHHHH!
UUUUUUÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍ-UHHHHHHHHHHHHHH!
UUUUUUÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍ-UHHHHHHHHHHHHHH!
UUUUUUÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍ-UHHHHHHHHHHHHHH!
ÚH-ÚH-ÚH-ÚH-ÚH-ÚH-ÚH-ÚH-ÚH!
UUUUUUÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍ-UHHHHHHHHHHHHHH!

Ele levanta-se imediatamente, ela senta-se na cama com os olhos esbugalhados enquanto olha para ele a desligar o alarme para logo de seguida deixarem de ouvir quaisquer outros barulhos que não a respiração de cada um e seus corações a palpitar com tal acordar tão violento. Ele volta para a cama e adormece. Ela, que já por norma tem dificuldade em adormecer, volta-se a deitar na cama, totalmente desperta, a pensar na morte da bezerra e a ouvir, ainda, dentro da sua cabeça o som do alarme a estrabuchar, enquanto o sono não volta a abraçá-la.

Não é que eu seja supersticiosa, que não sou, adoro gatos pretos, passo por baixo de escadas, ponho a mala no chão, cruzo talheres e essas coisas todas, mas bolas... Mas acordar desta forma numa sexta-feira treze... Começámos bem o dia!
Mas não aconteceu nada, ninguém tentou entrar em casa, nem nada. Foi só mesmo o alarme que se lembrou de lhe dar um piripaico. Ou isso, ou foi alguma alma penadaaaaaaaaaa!

quinta-feira, março 12, 2015

Sempre, sempre, sempre!

E eu com a sonoeira com que ando, deste tempo feio, cinzento, de chuva, um café sabe ainda melhor.. Ai, tanto sono, credo.

Uma moeda para mim, duas para ti

Estive a ler a crónica de Maria João Marques sobre a diferença salarial entre homens e mulher - eu sei, já quebrei com a minha promessa de não voltar ler mais notícias e afins, mas é mais forte que eu.
Basicamente, nesta crónica são expostas várias desculpas usadas por várias pessoas do porquê das mulheres receberem menos que os homens.

E, antes que eu continue a falar disto, convém referir que eu não me considero como feminista, porque acho o termo tão mau como o de "machista". Muitas, por exemplo, marcham porque não querem ser julgadas consoante a roupa que usam mas foram as primeiras a condenar um cientista por este ter usado uma camisa com desenhos de pin-ups, quando na verdade essa camisa tinha sido oferecido por uma amiga, rapariga, fêmea, com vagina. Grande moral! Não querendo soar demasiado poética ou filosófica, considero-me mais como sendo humanista: temos as nossas diferenças mas, como seres humanos, somos iguais e merecemos os mesmos direitos e deveres.

Voltando ao assunto sobre as diferenças salariais: para comprovar que isto não é mania da perseguição por parte das mulheres, bastou no fim ler certos comentários de leitores.
Houve dois em especial que achei, no mínimo, interessantes. Num, alguém disse que não achava justo que uma mulher ganhasse o mesmo que o homem quando as mulheres tiram baixa para estarem com os bebés enquanto que o homem fica o ano todo a trabalhar.
O outro comentário baseava-se facto de acharem um insulto falar-se de discriminação quando temos casos de verdadeira discriminação sexual vindos de outros países, nomeadamente africanos e árabes, para comparar.

O primeiro comentário fez-me ficar na dúvida em que século vivemos. Uma mulher tem a lata de engravidar, vai para casa parir e fica lá uns meses a cuidar do bebézinho e ainda espera ganhar o mesmo que homem macho?! Vai masé catar piolhos!
Mas então, expliquem-me como é que pensam que as gerações são renovadas?! Não tendo filhos?! E, para quem não vê o problema das gerações não serem renovadas, eu passo a explicar: é preciso haver sempre um número mínimo de pessoas em fase profissional activa para que haja sempre circulação de dinheiro de forma a nunca faltar desde reformas, a subsídios de desemprego, a subsídios de doença, etc. Basta dizer que nos países nórdicos, para além de haver mais filhos por casal, em média, e da mãe ter uma licença de maternidade que em certos casos pode chegar aos dois anos, são os países mais estáveis, com mais dinheiro, com mais direitos e cuja crise não foi tão sentida.
E porque é que as mulheres não têm os filhos e não vão logo trabalhar? Porque estamos a falar de bebés, de pequenas criaturas que precisam de ser amamentadas e precisam de ser acarinhadas e tratadas pelos pais, especialmente nos primeiros meses de vida, não por estranhos - tendo em conta que o pai (ainda) não produz leite, faz mais sentido a mãe ficar em casa.

Sobre o facto de considerarem um insulto quando mulheres ocidentais se queixam de discriminação quando nas arábias é que elas são tratadas que nem cães: uma coisa não invalida a outra. Por muito solidária que possa ser - que sou - por todas as mulheres que ainda vivem em situações deploráveis nesses países, isso não faz com que nós, mulheres ocidentais, já não tenhamos percorrido um longo caminho, desde lutarmos pelo direito ao voto a que a violência doméstica fosse realmente considerada como crime. E, se eu tenho exactamente as mesmas qualificações, se trabalho as mesmas horas, se faço exactamente o mesmo trabalho e tão bem como o do meu colega homem, e se estou numa empresa há tanto tempo quanto eles, porque é que o valor por hora é inferior para as mulheres?

Basicamente, isto para dizer que socialmente temos, mulheres e homens, papéis diferentes mas que são igualmente importantes, fundamentais mesmo. Precisamos uns dos outros, essa é que é essa. Mas, se a mulher faz o mesmo trabalho e da mesma maneira que um homem, deverá ser descriminada à partida só porque tem a capacidade de engravidar?

quarta-feira, março 11, 2015

É hora de se ver justiça!

Logo após a passagem de ano, ainda estávamos nós em Lisboa de férias, uma amiga minha e de Sr. Gambuzino telefona-nos a contar, entre lágrimas e soluços, que alguém tinha envenenado os seus dois cães, um casal de Leões da Rodésia. Dois bichinhos que, apesar do seu grande porte, eram das coisas mais meigas e bem comportadas, e que nunca tinham atacado quem quer que fosse. Faziam parte daquela família e eram vistos como tal, como elementos importantes da família.
Mal a mãe da minha amiga se apercebeu que os cães não estavam bem, tratou logo de os levar ao hospital veterinário mais próximo e, após isso, chamou a polícia. A polícia, por sua vez, avisou que em menos de seis meses, já era quarto caso de tentativa de envenenamento de cães naquela zona.
O pior, no meio disto tudo, foi terem feito o que fizeram com requintes de malvadez: o tipo de veneno e a sua dose - que foi inserida num bocado de carne para os cães comerem - era de tal maneira que não os matou em poucos minutos mas sim só passado três ou quatro dias, após bastante sofrimento, levando os seus orgãos a falhar, devagar, um a um. Os veterinários fizeram de tudo para os salvar e minimizar ao máximo o seu sofrimento mas em vão. Passados esses dias, acabaram mesmo por morrer.
A minha amiga e a sua família ficaram, como devem imaginar, devastadas. E eu, mais uma vez, fiquei enraivecida e estupefacta com a maldade das pessoas. Fazem o mesmo a pessoas, a crianças, a pais, a filhos, eu sei... Mas perder um animal de estimação também é doloroso, ainda para mais em situações como estas.

A minha amiga nunca soube ao certo quem matou os seus cães. Mas os donos do Simba (também ele um Leão da Rodésia) sabem, e nós todos ao assinar esta petição podemos ajudá-los para que se faça justiça. Está na hora de começar a ver a lei a funcionar!

terça-feira, março 10, 2015

A ti

A ti, que estás sempre ao meu lado, aconteça o que acontecer. Que podes não compreender todas as minhas decisões e gostos, mas que me respeitas. Que me dás conselhos quando preciso e até quando não estou muito interessada em recebê-los. Que tentas sempre "raspar" a minha tatuagem no braço ao mesmo tempo que dizes "ai, isto não sai"! Que és dos poucos que percebe as minhas piadinhas mais geeks. Que nunca chegas a horas - nem quando me vais buscar ao aeroporto - mas que tens sempre um tempinho para mim. Que não percebes esta minha incapacidade brutal de desabafar mas que ficas à espera pacientemente para quando isso possa acontecer. Que és o meu ombro amigo. A ti, que estás sempre com um sorriso na cara (nunca te doem essas bochechas de tanto rir?).
A ti, meu querido mano, muitos Parabéns!

Não sei o que foi pior

Se o facto do pub onde fomos sexta-feira à noite ter passado Wannabe, das Spice Girls, se foi eu ter cantado esta música (e lembrar-me das letras)...

quinta-feira, março 05, 2015

Decisão de última hora

Vou deixar de ler as notícias. É que vou mesmo.
Em dez minutos que estive hoje de manhã a pôr-me ao corrente das notícias, leio que o primeiro-ministro pensava que pagar a segurança social era opcional (já dizia Jorge Palma "deixa-me rir!"), o antigo primeiro-ministro, preso por "suposta" corrupção diz do actual que está muito próximo da miséria moral (e a moral que esta gente tem toda para falar uns dos outros é impressionante), um inspector da PJ suspeito de fraude e corrupção, um director e um responsável da segurança social também eles detidos por corrupção, as finanças que penhoraram alimentos doados a associação de apoio a família carenciadas... E isto só em dez minutos, se tanto. Só desgraças, só pessoas a quererem atropelar uns aos outros, sem ver meios para atingir os fins.

Dizem que a ignorância é uma benção e eu vou começar a viver abençoada. É isso. É isso mesmo. 
Como se eu alguma vez conseguisse...

A confusão que vai por aqui...

Num dia estão a pedir-me a identificação para poder comprar álcool e entrar em bares, a mim, uma moçoila prestes a fazer 30 anos.


No dia seguinte, numa perfumaria, oferecem-me uma amostra de um creme anti-rugas (eu quero muito acreditar que era por não terem mais nada para oferecer!)


No seguinte, a minha mãe vê, através do skype, aquilo que diz ser o meu couro cabeludo quando, na verdade, são os meus cabelos brancos em todo o seu esplendor - o primeiro apareceu aos 15 anos, agora nascem que nem míscaros franceses.


Nessa mesma noite, ataco uma borbulha gorda, vermelha e bem instalada no meu queixo com creme anti-acne.

Pá, corpo, decide-te!

quarta-feira, março 04, 2015

Coisas que só a mim me acontecem...

Vejamos: eu até posso ser muito destrambulhada e passar a vida a testar a minha resistência corporal, com sucessivas quedas, embates, queimadelas, e tudo o que possa pôr a minha vida em risco - sempre de uma forma totalmente involuntária. Mas não sou destrambulhada ao ponto de me esquecer, de trocar nem de fazer confusões com as coisas. Sou uma pessoa mentalmente atenta e lembrar-me de tudo e mais alguma coisa é, basicamente, a minha cena. Eu não me esqueço dos aniversários das pessoas (posso é não saber em que dia estou); basta ver alguém uma vez que eu nunca mais me esqueço da cara nem do nome; na faculdade nunca usei agendas porque sabia sempre as datas de tudo, desde as frequências, à entrega de trabalhos, às avaliações; decoro muito facilmente as letras das músicas; a minha primeira memória, ter deixado cair um copo de água ao chão num restaurante em Manteigas, com umas janelas a ocuparem a parede toda e com umas cortinas de veludo evermelhas, segundo a minha mãe, tinha eu no máximo dos máximos três anos de idade; lembro-me do meu primeiro dia de escola como se tivesse sido ontem; lembro-me de pormenores das mais variadas ocasiões. Segundo Sr. Gambuzino, "essa tua maldita memória, não podias esquecer-te de algumas coisinhas, não?".
Não é para me gabar mas ter uma memória praticamente fotográfica é a minha cena - isso e o ter ouvidos de tísica - só não me peçam para decorar matrículas e números de telefone, que nem o meu eu sei de cor. E acreditem que, às vezes, ter memória fotográfica e ouvidos de tísica, é mais uma cruz que se tem de carregar que uma benesse.

Portanto, expliquem-me lá como é que eu fiz confusão com datas e fui marcar uma viagem cujo regresso a Dublin deveria ter sido marcada, na verdade, para o dia anterior?
Toca de alterar os planos todos. Toca de alterar a viagem de regresso. Toca de pagar o fee por alterar a viagem. Muito desiludida comigo mesma. Bad girl, bad girl!

E a vontade que ontem me deu para chorar?

Ontem fomos ao cinema ver o filme Focus (bem giro, por sinal), cuja história desenrola-se quase toda em locais quentes e com sol. E eu aqui a congelar, já saturada até à ponta dos cabelos deste frio, a ver todas aquelas personagens de vestidos, mangas curtas e calções... Apertou-se-me a saudade e óh, só me deu vontade de chorar!

E hoje o tempo nem está muito mauzinho: sol e, comparado com ontem está mais calor, -1ºC...

terça-feira, março 03, 2015

São gostos, senhores


Gosto de dormir de barriga para cima. Gosto de ler. Gosto tanto de ouvir música como gosto de estar em total silêncio. Gosto de estar acompanhada mas também prezo muito os meus momentos de total solidão. Gosto de vinho Alentejano. Não gosto de cerveja mas gosto de Corona. Gosto de Martini Rosso. Não gosto de ressacas, por isso é que nunca me embebedei - o máximo foi ter ficado alegre e foi o suficiente. Não gosto muito de discotecas. Gosto do HardRock. Não gosto de passar a ferro mas gosto de ter a roupa toda passada. Gosto do Verão e do calor e do sol e nada mais que isto. Okay, até que gosto de ver nevar. Gosto de comer mas também gosto de ter auto-controlo e não comer tudo o que me apareça à frente. Gosto de cozinhar. Gosto de roupa, maquilhagem, acessórios e todas essas coisas muito femininas, não me revejo como sendo muito feminina. Gosto de ser pragmática. Gosto de velas. Gosto de orquídeas. Não gosto de fazer compras de mercearia - é chegar, pegar nas coisas que quero, pagar e ir embora o mais depressa possível. Não gosto muito de ir ao ginásio mas faço o esforço para ir no mínimo três vezes por semana. Vá, até tolero, gosto um pouco, de correr. Gosto de tudo o que esteja relacionado com os anos 20. Não gosto de fazer nada só porque sim, porque é o social/politicamente correcto e porque todos os outros fazem. Gosto de tatuagens mas em dose q.b. Por norma, não gosto de tatuagens com cores. Às vezes gostava de pensar antes de falar e gostava de não ser tão transparente. Gostava de ter paciência para voltar a desenhar. Gosto de aprender. Gosto de viajar. Gosto de conhecer. Gosto do mar. Gosto, acima de tudo, saber que as minhas pessoas estão bem.