quinta-feira, abril 23, 2015

Casa é onde nos sentimos bem

Apesar de até gostar bastante de Dublin (não é uma cidade bonita por aí além, mas é uma cidade catita com pessoas bem simpáticas), não há nada como a nossa casa. E quando digo casa, não digo especificamente Portugal, ou mais propriamente Lisboa (que, para mim, tirando Barcelona, é a minha cidade de eleição). Quando digo casa refiro-me àquele sítio onde estão as nossas melhores recordações, onde se cresceu, onde se viveu  e, o mais importante para mim pelo menos, onde está a nossa família. Não que não me sinta bem em Dublin, sinto, mas não há conforto ou alegria como naquela que consideramos ser a nossa verdadeira casa.
Costumo dizer duas coisas: a primeira é que eu não sou como os gatos, que estão bem onde está a sua casa, mas sim como os cães que gostam de estar ao pé das suas suas pessoas, independentemente de onde estejam; a segunda coisa que eu costumo dizer está ligada à primeira: sou portuguesa e tenho orgulho em ser portuguesa, adoro Portugal, adoro as coisas maravilhosas que cá temos (e temos, porque temos, tantas e tantas coisas tão maravilhosas e tenho muita pena que as pessoas não sejam um pouco mais patriotas, talvez as coisas e a situação actual do país pudesse ser um pouco diferente), mas a verdade é que eu não nasci em Portugal, não me faz tanta confusão assim se eu não morrer em Portugal. Daquilo que eu mais pena tenho no mundo, mesmo, nem é deixar Portugal para trás - apesar do seu sol e o seu céu tão brilhante como em mais lado algum, com as suas paisagens, com a sua comida maravilhosa e tudo mais - mas sim em não conseguir usufruir a tempo inteiro da minha casa, da minha família e dos amigos que (ainda) se encontram em Portugal (apesar de ter a sorte de ter em Dublin uma das minhas melhores amigas a viver e um grupo de amigos a quem, na falta de laços de sangue, podemos considerar família). Não sou a pessoa mais apegada aos sítios - quando uma pessoa tem de se adaptar a um novo sítio adapta-se, e eu, que remédio, adaptei-me a Dublin - mas sou do mais apegada que pode haver em relação às pessoas.

Não sou um gato. Sou um cão.

4 comentários:

  1. Sentimo-nos em casa quando temos os nossos por perto, seja aqui ou na China. Casa, ou melhor, lar é onde está o nosso coração. ;)

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  2. Percebo-te bem! O nosso coração está sempre na nossa casa, no nosso canto :)

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  3. Percebo-te em tudo! Também adoro Portugal, Lisboa mas o que mais me custaria se saisse era deixar a familia e amigos (:

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