quarta-feira, setembro 30, 2015

Justiça injusta

Richard Glossip vai hoje ser executado nos Estados Unidos por supostamente ter mandado matar o seu chefe, em 1997, apesar de terem surgido provas que possam comprovar a sua inocência. O tribunal, apesar disto, decidiu avançar com a pena em vez de adiar e investigar tais novas provas.

Sempre fui contra a pena de morte. Não que não haja quem mereça, porque até há, mas sou contra por dois motivos: o primeiro porque considero a morte uma pena demasiado leve, especialmente para aqueles que já não têm grande valor pela vida. Sou mais a favor de trabalhos forçados e, porque não, tortura à lá idade medieval. 
O segundo motivo para ser contra a pena de morte reside no facto de, a não ser que seja em flagrante delito, haver sempre aquela dúvida "será que é mesmo culpado?" mesmo que todas as provas indiquem isso, como já aconteceu anteriormente. E a propósito disto, aconselho verem um filme chamado The life of David Gale, com o Kevin Spacey. 
Sou especialmente contra a pena de morte em países como nos EUA em que, mesmo que haja leves indícios de inocência, não importa desde que o resto das provas sejam suficientemente fortes para condenar a pessoa à morte. Assim é um pouco difícil esperar-se justiça plena.

Lá dizia Voltaire "é melhor correr o risco de salvar um homem culpado que condenar um inocente".

5 comentários:

  1. Castigos à la idade média são uma cena brutal... e sim a pena de morte é uma pena leve.

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  2. Eu também sou contra a pena de morte pelos mesmo motivos que referiste...

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  3. Havendo a mínima suspeita de inocência o processo devia ser logo parado. Confesso que em casos como esses me causa repulsa a pena de morte, há outras formas de punição até mais severas. Mas há outros casos que não consigo não desejar a morte a essas pessoas. E aqui falo de pedofilia e massacres contra crianças e bebés.

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  4. Concordo contigo... Seriam mais úteis a fazer certos trabalhos. Deve ser horrível, principalmente se fores inocente, ditarem um fim à tua existência.

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  5. Pena de morte para mim só em casos muito muito especificos e com certezas absolutas de que a pessoa é culpada o que claramente não é o caso aqui.

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Gambuzinem