quarta-feira, abril 20, 2016

Facto

Eu a falar com crianças
*voz grossa* 
- Então... Tá-se?! A vida vai boa? Já sabes usar a sanita?! O que achas da situação sócio-económica do Gabão?!



Eu a falar com gatos/cães/outras bichezas
*voz fininha e super melosa*
- Oh coisa mais fofa do meu coração, anda cá, anda cá bichinho tão lindinho! Pêlo mais macio e lindo! Ahhh coisa fofaaaaa!

sexta-feira, abril 08, 2016

Pronto, e mais uma polémica nas redes sociais - e a minha opinião politicamente incorrecta

Joana Vasconcelos diz que levava todas as suas jóias, o seu iphone, material para desenhar e mais uns tarecos na mochila caso fosse refugiada
E meio mundo já veio cair em cima dela - salvo seja - porque, nitidamente, "não deve ter noção da realidade".
Verdade seja dita, eu não tenho noção da realidade que é ser um refugiado e o que é ter de fugir de uma guerra. Imagino o que possa ser mas, felizmente, não sei na pele a dimensão real daquilo que é ser-se um refugiado, afinal de contas, não venho de uma zona de guerra. Nem eu, nem nenhum de nós que nunca passou por tal situação. E, para continuar a ser sincera, só ao viver as situações, quaisquer que sejam, é que uma pessoa passa a saber.
Eu não faço a mínima ideia o que levaria numa mochila, caso fosse comigo. A primeira coisa que me passa na cabeça é comida. Mas sei lá eu, e espero nunca vir a saber.
E quem sou eu para criticar a resposta de Joana Vasconcelos? Iphone? Já vi muitas fotografias de refugiados agarrados aos seus smartphones. Caderno e lápis? Ela é artista, não me espanta isto. Segundo reza a história, os músicos do Titanic tocaram até ao último momento pelo amor à sua arte. Pelas jóias? Quem diz que as suas jóias não têm valor sentimental? Eu ando sempre com um colar ao pescoço da minha avó e uma pulseira no pulso que ela me deu e, apesar de não usar, também andam sempre comigo uns brincos também eles oferecidos pela minha avó, que eram dela e já tinham sido da minha bisavó. Só de pensar em perder estas coisas, de deixá-las para trás, dá-me um aperto no coração. E acho que não estou a ser fútil, simplesmente acabam por ser coisas extremamente valiosas para mim a nível sentimental.

Se à primeira vista a resposta de Joana parece fútil? Sim, até pode parecer. Mas talvez ela punha na sua mochila aquilo que lhe é mais importante. No fundo, só espero que nunca se venha a saber o que é preciso por numa mochila para se fugir de uma guerra.

quinta-feira, abril 07, 2016

The Rosie Project


Daqueles livros que nao se consegue parar de ler. Divertido, geek, sincero e genuino, mostra que, por norma, as coisas nao sao como estamos a espera que sejam. 

"Love isn't an exact science - but no one told Don Tillman. A thirty-nine-year-old geneticist, Don's never had a second date. So he devises the Wife Project, a scientific test to find the perfect partner. Enter Rosie - 'the world's most incompatible woman' - throwing Don's safe, ordered life into chaos. But what is this unsettling, alien emotion he's feeling?"

quarta-feira, abril 06, 2016

Oi!


Gosto especialmente desta frase. Nao so porque se adequa ao facto de eu ter feito uma mini-pausa (nao tao mini quanto isso, eu sei) por estas bandas por motivos profissionais - criatividade, inspiracao e tempo tiveram de ser redireccionados de todos os lados para um so sentido - mas tambem porque ya, basicamente e' isto para tantas outras coisas (se nao para praticamente tudo) na vida. Nunca desistir.