quarta-feira, maio 25, 2016

Aquele momento...

Quando, ao sair de casa pela manha reparas, de soslaio, que aquele vizinho incrivelmente cusco tambem vai sair naquele momento



E comecas a acelerar o passo enquanto atravessas o corredor



E ao passar por Sr. Gambuzino que tinha saido momentos antes para ir por o lixo fora avisas que Sr. Cusco vem ai



Saem para a rua, vao para atravessar a estrada mas nao ha carro que pare para deixar-vos passar



E comecam a ficar nervosos


E Sr. Gambuzino olha para tras para ver o ponto da situacao...



Quando....






E nos:


quinta-feira, maio 12, 2016

What?!

É uma incoerência lutar contra os maus tratos a animais, ficando ao mesmo tempo indiferente face a uma cultura que promove a crueldade obscena entre seres humanos, sob inspiração das "sombras de Grey"


Eu vi o filme. Não gostei. Não que tenha alguma coisa contra as práticas do sado-masoquismo, quem gosta, que esteja à vontade de o fazer na privacidade das suas quatro paredes com quem também goste e consente o mesmo. Mas na altura que o vi lembro-me de achar que todo aquele "romance" não passa de uma grande atracção ao poder. Se Grey fosse pobre, Anastacia nunca iria olhá-lo da mesma maneira. Se Grey fosse pobre, tudo aquilo seria considerado violência e fruto de grandes traumas de infância. Mas como o senhor até era rico e poderoso, a menina lança-se de paixões, despe-se pela primeira vez e leva tau-tau como recompensa. Grey, por sua vez acha piada à ingenuidade e inocência da menina e vê nela um bom desafio.
Portanto, o meu problema é com o filme em si e não tanto com práticas realizadas entre duas (ou mais...) pessoas de forma consensual. 

Independentemente dos problemas psicológicos de quem gosta de sado-masoquismo possa ter (não sou psicóloga para me estender muito neste assunto, apesar de ter a minha opinião pessoal), querer comparar algo consentido entre duas pessoas com o caso do cão matratado (até agora não conheço caso nenhum de algum animal que queira ser maltratado por vontade própria) é querer: a) misturar alhos com bugalhos; b) querer fazer das pessoas estúpidas; c) relevatizar os casos de maus tratamentos a animais.

Mesmo que houvesse aqui algum ponto qualquer de ligação entre as duas coisas, não percebo o porquê de andarem sempre a querer comparar casos. Há sempre espaço para defesa de causas. Há sempre pessoas dispostas a defender as mais variadas causas. A minha, como sabem, é a defesa dos animais, mas não deixo de ser sensível a tantas outras nem acho que a minha é mais ou menos importante.

Querer comparar os potenciais perigos do BDSM com os maus tratos a animais é o mesmo que comparar um café com uma pizza. A ideia pode andar ali perto, mas não tem nada a ver uma coisa com a outra.