quinta-feira, junho 30, 2016

Nota mental

Não andar a ver imagens de comida, daquelas que uma pessoa quase consegue sentir o seu cheiro de tão apetitosa que parece, quando trouxeste apenas sopa para o almoço.
Bem boa, uma bela pratada de sopa de agriões, mas só sopa.

E a próxima viagem vai ser a...

A ideia era ir à Islândia. Ando há anos a dizer que quero lá ir e lá nos decidimos aproveitar o feriado que há cá no final de Outubro. Mas quando fomos para comprar as passagens de avião vimos que ficava demasiado caro para irmos só por quatro dias. Tudo por causa do feriado...
Andámos a pesquisar por outros destinos e acabámos por nos decidir por Paris. Nunca fomos lá, a viagem fica bem mais barata para esses dias em relação a Reykjavik e, ok, pareceu-nos bem.
Sr. Gambuzino, claustrofóbico e, como tal, muito pouco amigo de elevadores, já avisou que vai de escadas ao topo da Torre Eiffel. Eu já avisei que vou lá acima mas, com as minhas vertigens, não o largo nem por um segundo.


Não é desta que vou à Islândia, mas fica para a próxima. Parrrris, oui oui, croissant!

sexta-feira, junho 24, 2016

Aquele empurrão* que eu estava mesmo a precisar


Na fila do supermercado para pagar as minhas compras, com umas três ou quatro pessoas à minha frente, a menina da caixa olha para mim e diz, com um ar muito cândido "Há caixas prioritárias, pode ir para que é logo atendida!"
E eu, que até ao momento estava muito embrenhada nos meus pensamentos, olho para ela sem ter a certeza que tinha ouvido bem. Arregalo os olhos e pergunto apenas com a minha expressão facial, subindo apenas uma das sobrancelhas.
A menina apercebe-se que eu poderei não estar grávida e responde ao meu subir de sobrancelha "não... não está grávida...?"
"Não...", respondo eu, meio a sorrir meio a pensar seriamente na minha vida e que estes três/quatro quilos que eu tenho a mais têm de desaparecer o mais depressa possível.

Chegada a minha vez, a menina desmancha-se em pedidos de desculpa e diz que eu não estou gorda, simplesmente "tem ar de mamã" (o que é isso de ar de mamã?!) e que "como estava debruçada em cima do carrinho de compras, pensei que poderia estar a sentir-se mal...". Não, não estou grávida nem me estava a sentir mal, estava só a apanhar a seca que é normal apanhar-se numa fila de supermercado, respondo eu, a rir-me.

E pronto, apesar da menina ter dito uma data de vezes que "está muito bem! não foi mesmo por achar que estava gorda ou com barriga, nem nada, aiiii, peço imensas desculpas!" e por eu ter dado a entender (espero eu) que não tinha ficado ofendida com esta história, estes três/quatro quilos a mais têm mesmo de ir à sua vidinha. Até setembro, já agora, pela altura do próximo casamento. Nada pior que uma data de pessoas emocionadas e inspiradas com o casamento, virem perguntar quando é que nasce a criança quando a única criança que há é um pneu a mais.

*desta vez, só para variar, é um empurrão metafórico

quinta-feira, junho 16, 2016

Coisas que só a mim me acontecem


Estar a lavar os armários da cozinha em cima de uma cadeira e, ao descer, dar um jeito de tal maneira que para não cair estatelada de trombas e partir-me toda, conseguir apoiar um pé no chão mas ficar com a ponta das costas da cadeira, mais saliente, enfiada na dobra entre o rabo e a outra perna.

Ora portanto, de momento tenho uma nódoa negra (bem negra) do tamanho de uma laranja no rabo. Mais aquela que tenho na perna, à frente, que não faço a mínima ideia como fiz. 

'Tá-se.

quinta-feira, junho 09, 2016

Como quase cheguei à hipotermia

Cheguei à conclusão (da pior maneira) que cabelo curto, para mim, não é compatível com esta terra (semi) polar. Rapei demasiado frio durante este último inverno só pelo simples facto de ter o pescocinho e orelhas desprotegidas, sem cabelo a tapá-los. E não usavas cachecóis e gorro?, perguntam. Claro que usava, eram a minha salvação. Mas convinhamos que cabelo curto e gorro também não são muito compatíveis por dois simples factos: primeiro, enquanto usava gorro, parecia doente, sem um fio de cabelo à vista; segundo, quando o tirava, os efeitos da estática. Basicamente, voltava a parecer a punk que era quando nasci, com os cabelos todos espetados no ar.
Ora portanto, voltar a deixar crescer o cabelo (damn it, é tão mais prático ter o cabelo curto e tem tão mais a ver comigo). Cabelo esse que estava mesmo curtinho. Pixie style. E que agora está só estranho... 

Haja paciência.

quarta-feira, junho 08, 2016

Eu e os livros, os livros e eu


Gosto de roupa, claro que gosto. E de acessórios. Sapatos e malas. Sou viciada em echarpes, lenços e cachecóis. E até nem desgosto de maquilhagem.

Mas eu perco-me mesmo é com livros. Quantas e quantas vezes entro em lojas de moda e não há uma única coisa a que ache piada. Entro, vejo as coisas (sempre a correr que eu não tenho paciência para andar a ver lojas inteiras, peça por peça e perder o meu tempo inteiro nisto) e saio da mesma maneira que entrei, de mãos a abanar.
Já em livrarias a conversa é outra. Perco o meu tempo. Vejo as coisas com calma, as capas, as sinopses, sinto a textura do papel na ponta dos meus dedos e o aquele odor tão próprio dos livros - sim, nisto sou muito pouco ecológica mas o kindle não me convence. Mas compenso de outras formas, juro.
E não há vez que entre em livrarias e não queira trazer uns quantos comigo, mesmo quando já tenho (que tenho sempre) uma pilha deles em lista de espera em casa. Em minha defesa, todos livros que vêm comigo para casa e que me são oferecidos, são lidos, às vezes mais do que uma vez (mais do que certas peças de roupa que acabo por comprar por impulso "ai tão gira, tão original, ai e tal para passar é o cabo das tormentas, fica aí na cesta da roupa até arranjar paciência para te tocar outra vez...)

Eu e os livros temos uma relação bem bonita.

quinta-feira, junho 02, 2016

Jonnhy V Amber

Não sei, não estava lá. Por um lado não quero acreditar que Johnny Depp possa ser assim, que bata na mulher. Afinal de contas, é o Johnny Depp, actor conhecido, talentoso, apreciado e acarinho por todo o mundo. Mas por outro lado, a verdade é que não o conheço de lado nenhum a não ser dos filmes e pouco mais. 
Da mesma maneira que também só conheço Amber Heard de filmes em que tenha entrado, mais nada. Por este mesmo motivo, não gosto de meter a colher e fazer juízos de valor, quer para um lado quer pelo o outro. Não só porque não gosto de acusar ninguém injustamente como também acredito que são acontecimentos como estes (em que há logo meio mundo contra Amber Heard, dizendo que ela anda só à caça de dinheiro) que desmotivam muitas mulheres vítimas de violência doméstica a não denunciar seus namorados e maridos. Porque Amber Heard pode realmente estar a mentir. Mas e se não estiver? 

A única certeza é que alguém aqui está a mentir. Se é ela, se é ele, isso não sei. E enquanto não se sabe (se alguma vez se irá saber), não julgo nem defendo ninguém.