quarta-feira, abril 05, 2017

A Bela e o Monstro - ou como deixar a criança que há em mim num pranto

Eu sei que isto é bem capaz de ser uma opinião muito pouco partilhada mas...

C'A RAIO DE MERDA FOSTE TU FAZER, EMMA?!
A sério, a sério, conseguiste destruir uma das minhas histórias preferidas enquanto criança! Eu vi a cassete centenas de vezes, eu li o livro outras tantas, eu sabia os diálogos todos e as músicas todas. E fiquei toda contente quando soube que iam fazer esta versão... 
Eu sei que o pessoal curte de ti, vais ser sempre a Hermione masssss não, não me convences como actriz. Eu nem tinha nada contra ti, até achei que darias uma boa Belle com essa cara laroca que tens. Não. Então naquela parte em que pegas no espelho para veres o pai - também ainda estou para perceber como é que o Kevin Kline deixou ser desperdiçado como foi - e começas com aqueles espasmos "ai ui ai", só me apeteceu dar-te uma estalada. Sempre que abrias a boca para dizer alguma coisa, era tudo demasiado forçado, teatral. Até para o género de filme que é.

Salva-se o Gaston e o LeFou. Malta fixe que sabe o que está a fazer. Teatrais, sim, mas de uma forma positiva, não forçada. 
Sim, porque o Monstro também deixou a desejar. Menos mal, estraga só uma casa.


Entretanto vi que o realizador é o mesmo dos últimos dois Twilight e isso explica muita coisa. Sim, não é qualquer um que consegue fazer uma cópia até muito fiel de uns desenhos animados e mesmo assim  torná-la sem piada, forçada, e não aproveitar o orçamento monumental que tinha e investir num bom 3D para o Monstro - os lobos do twilight all over again.

Eu sei, o pessoal tem curtido do filme. Respect. Mas a versão original continua a ser infinitamente melhor.

quinta-feira, março 30, 2017

Sabes que estás nos 30's quando...

Ficas toda entusiasmada por comprar uma tábula de passar a ferro supostamente toda xpto...
E nem sequer gostas de passar a ferro.

sexta-feira, março 10, 2017

Aquele momento...

Em que não sabes se te dizem "ok, tens razão" porque tens mesmo razão ou se é só para te calar...


terça-feira, fevereiro 28, 2017

Coisas que só a mim me acontecem

Conseguir derramar um boião inteiro de cera quente para cima da bancada - e umas pingas para o chão.

Queimei um nadinha do meu polegar, fiquei sem cera, tirar aquilo tudo da bancada deu uma trabalheira desgraçada e os bigodes por cá continuam...

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

A história da minha vida: filas de espera

Tiro a senha e vejo que tenho dois quatriliões de pessoas à minha frente. Tudo bem, há que ter paciência e esperar, é mesmo assim. Além do mais, as caixas estão todas abertas e a funcionar, não há-de ser muito mau.
Pois não, isto até está a andar bem. Há gente a desistir e a ir embora...
Passadas duas horas e quarenta e três minutos parada no mesmo sítio: olha que bom, já só tenho 6 pessoas à minha frente.
Boa, boa, boa, já só faltam duas, num minuto sou chamada.
Sou a seguir!
Bolas... isto parou... ficou empacado!
Credo... sempre assim... s-e-m-p-r-e!
Estou a criar raízes aqui....

Ahhh finalmente! Sou eu!

*Vozinha vindo do fundo*

Olhe, desculpe, deixei passar a minha vez, sabe, havia tanta gente há minha frente e eu aproveitei para ir a casa fazer o almoço, e um pouco de jardinagem, e umas comprinhas... mas ainda estou dentro da tolerância que dão...

Eu:

terça-feira, janeiro 31, 2017

Naftalina, chocolates e televisão

Quando era criança, costumava ir com a minha mãe visitar uma tia sua. A tia M.
A tia M. tinha uma vivenda - claro que batizei aquelas escadas que ligavam o rés-do-chão ao primeiro andar com um belo trambolhão, indo parar lá abaixo às cambalhotas - ao pé da praia. Era velhota, a tia, morena, tinha voz rouca e costumava dar-me uns chocolatinhos - às vezes fora do prazo. E falava muito com a televisão. Discutia, dava conselhos, desabafava com quem estivesse na televisão. 

Sr. Gambuzino faz-me lembrar a tia M. Não cheira a naftalina, mas fala muito com a televisão. "Não, não faças isso! Oh rapaz, então pá?! Pois, agora estás aflito, não é?! Já te percebi!"
Estamos a ver algum filme ou alguma série, ele num sofá, eu noutro e, lá começa ele naquele rol de comentários. Eu olho o lado, para o sofá onde ele está e, por vezes, em vez dele, vejo a minha tia M. 

Já lhe disse a verdade: Gambuzino! Eles não te ouvem!
Mas encolheu os ombros e continuou a falar para a televisão. Tal e qual a tia M.


sexta-feira, janeiro 27, 2017

Surpresa!!!

Cá estou eu. Outra vez. Depois de mais uma ausência. Eu sei...
Em minha defesa, o ano passado foi um ano cocó. Nada de terrível aconteceu, mas também não foi um ano maravilhoso. Também não foi propriamente neutro. Foi um ano... meh.
E eu sou aquele tipo de pessoa que se fecha em copas. Na verdade, passo grande parte do tempo fechada em copas mas de vez em quando consigo abrir umas frestas. 2016 foi ano para ter tudo fechado a sete chaves e as únicas conversas que tinha, quando tinha, era com a almofada.
Isto aliado ao facto de sempre que pensava "vou escrever isto no blog" deixar passar tanto tempo que as coisas acabavam por perder a sua piada e acabou por dar nisto: uma data de pausas e intervalos...

Mas a saudade acaba por dar sempre ares da sua graça e cá estou eu outra vez.
Sem nada de jeito para dizer.
O normal, portanto.