sexta-feira, julho 21, 2017

Adeus, Chester



Um murro no estômago. Forte, daqueles que vêm a grande velocidade. Foi isto que senti quando soube da morte de Chester Bennington.
O que é estranho, à partida. Eu não o conhecia pessoalmente. Não éramos amigos nem familiares. Não partilhei com ele momentos bons nem maus nem quaisquer que fossem. Ele não foi ao meu casamento, eu nunca conheci os filhos dele.
Mas a verdade é que senti e sinto ainda esse murro no estômago. Uma tristeza incrível, como nunca senti com a morte de outra celebridade.
Os Linkin Park marcaram a minha adolescência, os anos de faculdade, o início de vida como adulta. Juntamente com os Placebo, eram - e continuam a ser - das minhas bandas preferidas. Para onde fosse, eles vinham atrás. No carro, no ipod, no telemóvel, no trabalho... Vi-os três vezes ao vivo - mais uma vez, juntamente com os Placebo, a banda que mais vezes vi ao vivo - e passava o tempo todo a dizer que sempre que pudesse, iria aos concertos deles. Saber que nunca mais os vou ver ao vivo, pelo menos com o Chester presente, deixa aquele sabor meio amargo, meio metálico na boca. 
Ele não era meu amigo, nem familiar, nem sequer conhecido. Mas era das pessoas mais presentes na minha vida. 


Adeus Chester