Vim para Dublin mais gordinha, que é como quem diz, virei uma pequenina lontra. Não me privei de nada enquanto estive em Portugal de férias: desde ao pastel de nata, aos bons bocados, à bola de berlim, aos gelados, folhados de queijo fresco, marisco - e o engraçado é que muito do marisco à venda em Portugal vem da Irlanda mas aqui praticamente não encontramos à venda, visto exportarem grande parte -, sumos da compal e tudo e tudo e tudo que mais saudades tinha de comer. Isto já não para falar na melhor comida do mundo, da minha mãezinha que, apesar de saudável, é tão boa que uma pessoa não consegue parar de comer.
Quem disse que uma pessoa se habitua à distância e às despedidas e que com o tempo tudo melhora, não sabia claramente do que falava.
Ser atacada por mosquitos, literalmente da cabeça aos pés - o que só mostra a falta de ética dos mosquitos: picar a cara? A cara??!!! - fazer alergia, ficar toda inchada e vermelha, ir ao médico - só nestas férias é a segunda vez, e eu que fujo de médicos e hospitais como o diabo foge da cruz - e ter de andar a tomar antibiótico, anti-histamínico, que me dá uma moca de sono espectacular, nunca dormi tanto na minha vida como hoje tenho dormido, e uma pomada à base de cortisona - lá me vão crescer mais pêlos no queixo...
Vidinha muito complicada, esta. Dormir, comer, praia, piscina, ler, ler muito. Repôr os níveis de vitamina D. Comer gelados e ponderar quando comer a bola de berlim, com creme e na praia. Passear, ver o pôr-do-sol de Portugal - que não há cores como os de cá.
Virem para cima da traseira do meu carro enquanto estava parada à entrada da rotunda à espera de oportunidade para entrar.
Para verem que eu preciso de férias e sol e calor: estão de momento 13º C. Mas 10º C de temperatura realmente sentida. Sim, dez. Um, zero. Nove mais um. Trinta a dividir por 3. Diez. Ten. E chuva. Isto tudo em meados de julho, no hemisfério norte.
Estou quaseeee de férias!
Karina sem acento vai aos saldos. Karina sem acento só gosta a) das novas colecções, que obviamente não estão em saldo, b) do que, mesmo em saldo, é caro para burro.


