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Assim não dá, só coisinhas bonitas...
Giríssimo de se ver que as redes sociais estão repletas de gente perfeita que nunca se engana, nunca erra, que nunca tem maus dias, e que diz sempre as coisas perfeitas, no sítio certo e à hora certa.
Basicamente isto é muito simples: desde que fiz 29 anos, no ano passado, tenho vivido em permanente ansiedade por me encontrar tão perto dos trinta. Eu sei, eu sei, já toda a gente me disse que os 30 não são nada de especial, nenhum bicho papão que me vai comer o braço durante a noite, nem nada que se pareça. Mas são 30 anos em cima do lombo. Fazer 18 é fixe, já se pode votar e conduzir. 20 anos também é engraçado, já se sente um ponta de responsabilidade mas com aquela graça adolescente ainda um pouco colada a nós. 25 ainda tem piada, trabalha-se, recebe-se dinheiro, maior autonomia. Agora 30?! Desculpem, ainda não vi a piada de fazer 30 - oxalá daqui uns meses diga que não percebia o porquê deste meu drama, que ter 30 é o máximo, fantástico, e essas coisas todas maravilhosas. Mas por agora, que ainda estou nos 20's, isso parece-me uma hipótese remota.
Decide-se ir ao Ikea para comprar meia dúzia de coisas. Sai-se de lá com dois carrinhos cheios...
Arranjar bilhetes para o concerto dos U2, cá em Dublin, para o final de Novembro (até já achavamos estranho os meninos não tocarem na sua terra natal)!
Uhhh uhhhh!
Quando perguntam que idade tens ao entrar num bar (ok, isto é algo que até acontece com alguma frequência) e quando dizes "29", o segurança responde "ohhhh... Sorry... You look like... 12... Sorry!"









