Estava eu a contar a Sr. Gambuzino que na noite em que ele teve um jantar de natal e eu saí com umas amigas, estávamos nós numa pizzaria perto de casa quando começa a dar All I want for Christmas is you, da Mariah Carey. E eu, confesso, fã desta música, começo a cantar. Nisto, uma rapariga atrás de mim, que eu não conhecia de lado nenhum, vira-se para mim e elogia os meus dotes vocais.
O difícil não é pôr (ao contrário daquilo que eu pensava, até me davam uns suores calafrios sempre que imaginava espetar o dedo contra o olho para enfiar a lente). Difícil é tirar!
Chuvoso, cinzento e com muito poucas horas de dia durante o Inverno ("5, 7 segundos muito intensos"), quando regressas a Portugal e, ainda no avião olhas pela janela e pensas: "Bolas! Nem me lembrei de trazer os óculos de sol!"
Estar longe de casa, da família, do país é, pelo menos para mim, sentir saudades todos os dias. Apesar de não ser daquelas pessoas fundamentalistas que acha que só em Portugal é que há coisas boas (sim, Portugal tem coisas maravilhosas mas não é detentor absoluto de tudo o que é bom e maravilhoso; e sim, há quem critique por tudo e por nada os países que os acolhem e que dão oportunidades que Portugal não consegue oferecer), a verdade é que tenho saudades. Das coisas pequenas, como aquele pastel de nata com um bom café expresso, a vista do mar do comboio a caminho de Lisboa, o sol, etc, etc, e das coisas realmente importantes. A família. Os amigos. O não ter um mar a separar, e um ecrãn, skype, e telefone a fazer a ponte desse mar.
Contexto: trabalhar doente.
Isto não tem nada a ver com ideologias políticas, com o se ser de direita ou de esquerda ou de centro. Não tem a ver com partidos políticos (eu até me assumo como apartidária).Tem a ver com pessoas e com regras do jogo. Tem a ver com o respeitar-se o voto do cidadão.
Ainda não tinha tido oportunidade de vir aqui agradecer a todos que me desejaram feliz aniversário e por isso, mil perdões!






