Com Gambuzinos destes...

12:50

Estava eu a contar a Sr. Gambuzino que na noite em que ele teve um jantar de natal e eu saí com umas amigas, estávamos nós numa pizzaria perto de casa quando começa a dar All I want for Christmas is you, da Mariah Carey. E eu, confesso, fã desta música, começo a cantar. Nisto, uma rapariga atrás de mim, que eu não conhecia de lado nenhum, vira-se para mim e elogia os meus dotes vocais.

Sr. Gambuzino olha para mim incrédulo e pergunta: "Mas... Quantas bebidas já tinha ela tomado?"



Sabes que vives num país frio....

14:21

Chuvoso, cinzento e com muito poucas horas de dia durante o Inverno ("5, 7 segundos muito intensos"), quando regressas a Portugal e, ainda no avião olhas pela janela e pensas: "Bolas! Nem me lembrei de trazer os óculos de sol!"



11:21

Estar longe de casa, da família, do país é, pelo menos para mim, sentir saudades todos os dias. Apesar de não ser daquelas pessoas fundamentalistas que acha que só em Portugal é que há coisas boas (sim, Portugal tem coisas maravilhosas mas não é detentor absoluto de tudo o que é bom e maravilhoso; e sim, há quem critique por tudo e por nada os países que os acolhem e que dão oportunidades que Portugal não consegue oferecer), a verdade é que tenho saudades. Das coisas pequenas, como aquele pastel de nata com um bom café expresso, a vista do mar do comboio a caminho de Lisboa, o sol, etc, etc, e das coisas realmente importantes. A família. Os amigos. O não ter um mar a separar, e um ecrãn, skype, e telefone a fazer a ponte desse mar.

Contudo, uma pessoa vai aprendendo a gerir essas saudades. Elas, no meu caso, não vão regredindo mas que remédio tive eu de aprender a viver com elas como se de uma sombra se tratasse.
Mas depois há aquelas notícias que, para além de nos fazerem lembrar da nossa insignificância nesta terra e que isto tudo não passa de uma simples e breve passagem, nos fazem temer esta distância e que reforçam o meu maior medo.
Ontem à noite faleceu o pai de um amigo nosso. Coisa repentina, pelos vistos ninguém estava à espera. Para além da dor que sentimos pela perda que o nosso amigo enfrenta, que também é português e vive por cá, sentimos, inevitavelmente, a distância como nunca antes. Felizmente que hoje em dia há aviões que viajam daqui para Portugal todos ou praticamente todos os dias, o que ajuda a encurtar um pouquinho de nada essa distância, mas numa situação destas, parece que a distância, qual ela seja, triplica. Assim como triplica, acredito eu, o sentimento de impotência (apesar de saber que, numa circunstância destas, não há nada a fazer).

Hoje, em especial, só queria um abracinho dos meus pais. 

R.I.P, pai do nosso amigo

Enquanto estava meio mundo maluco com o Black Friday....

14:25

 

Nos estavamos malucos por ir ver U2, ainda por cima quando este era daqueles concertos que, por um motivo ou outro, ainda nao me tinha sido possivel ver mas pelo qual ansiava desde os meus treze anos quando, no Natal, ofereceram-me o Best of 1980-90. E te-los visto na sua terra natal... Que espectaculo!

Já?!

18:34

Já só falta um mês! :)



Descubram as diferenças

12:51

Contexto: trabalhar doente.


Em Portugal
-Estás doentinha??? Oh coitadinha... Queres ir para casa?! Mas ainda consegues respirar... Não estou a perceber porque queres ir para casa. Isso é só uma alergiazita. Vá, trabalha malandra!

Aqui
- Mas o que estás aqui a fazer? Devias ter ficado em casa! Até porque estás a contagiar, a infectar o ar todo! Já para casa!

True story

Politiquices

09:53

Isto não tem nada a ver com ideologias políticas, com o se ser de direita ou de esquerda ou de centro. Não tem a ver com partidos políticos (eu até me assumo como apartidária).Tem a ver com pessoas e com regras do jogo. Tem a ver com o respeitar-se o voto do cidadão.


Na minha ingenuidade, ganha quem fica em primeiro lugar, quer se goste, ou não. Isto, para mim, é a autêntica democracia. Às vezes gosto dos resultados, outras vezes não, mas tenho de respeitar (por muito pouco que compreenda ou concorde). Mudar as regras a meio do jogo, por alguém que já tinha traído um seu parceiro político, que trai a decisão democrática dos portugueses, que trai as convicções partidárias ao juntar-se a outros partidos que têm um abismo de ideais entre si, só mostra que é aquela pessoa que vai continuar a trair tudo e todos para chegar onde quer chegar. Lá está, não tem a ver com ideais políticos, tem a ver com pessoas. E eu não gosto muito de traidores.

Não quero aqui discutir política. Eu tenho os meus ideais e respeito quem tenha outros ideais diferentes dos meus. Mas não consigo compreender como é que três derrotados se tornam num vencedor. Quer se goste, ou não, deveria ganhar quem fica em primeiro. Se não há condições para governar, que se volte a eleições. Ou afinal de contas, o povo já não é quem mais ordena?

Obrigada, obrigada, obrigada!

16:26

Ainda não tinha tido oportunidade de vir aqui agradecer a todos que me desejaram feliz aniversário e por isso, mil perdões!

Muito obrigada a todos!