Por esta é que não estava mesmo à espera (surpresa mais que boa)

12:18


Sábado ao final da tarde, chego a casa depois de umas voltas que tinha a dar, e Sr. Gambuzino diz-me para ir ao quarto, que estava lá uma coisa para mim.
Entro e vejo em cima da cama um envelope. Comeco a rir, rir muito. 
Sr. Gambuzino oferece-me sempre um postal pelo meu aniversário e neste ultimo, nada de postal para mim. Segundo ele, não tinha visto nada que lhe chamasse a atenção, e eu derretida por uns quantos numa papelaria mesmo perto do seu trabalho. Andei, portanto, cerca de três meses a chateá-lo, a perguntar "então, e o meu postal?" Às tantas já o fazia mesmo pelo prazer de o chatear do que outra coisa, confesso. 
Quando vi o postal em cima da cama, pensei que era, finalmente, o meu postal de aniversário.
Mas não, era mais que isso.
A dedicatória estava no envelope, mas o postal era na verdade um voucher da loja de tatuagens, a melhor cá do burgo e onde fiz a última.
Quando vi o que realmente era, tive de me conter para não desatar a chorar, de alegria, claro - que tínhamos amigos em casa e nestes momentos dou numa de macho que cheira a cavalo e não chora à frente de ninguem.
O que vai ser, já há que está mais que decidido e escolhido. Agora só falta marcar o dia.

Juro que ja estive mais longe...

15:29

Estou (outra vez) constipada. Primeiro foram as ami'gdalas, agora ja so estou naquela fase em que pareco um aspirador avariado e com o saco roto. E estou a uma unha negra de marcar uma consulta para dizer ao Senhor Doutor para me arrancar as ami'gdalas o mais depressa possi'vel, nem que seja a' dentada.

Ser emigrante num país em que não se fala português é:

11:27

Querer dizer palavras em português e só vir à mente aquilo que se quer dizer na língua do país em que se está a viver (no meu caso, em inglês). "Caraças... Aubergine*! Como se diz aubergine em português?!"



Ir a Portugal e, nos primeiros dias, quase estranhar ouvir as pessoas todas na rua falarem só em Português.


Lembrarmo-nos de todas as vezes, durantes anos e anos, em que se gozou com os françugueses Jean Pierres que em Agosto iam para a terra mostrar os seus Mercedes-Benz, fios de ouro em peitos peludos e os seus mocassins de marca e calções de nylon para a praia enquanto davam a entender o seu vasto vocabulário francês ("Anda, ma fille, anda ver os lions") e (de certa forma) até compreendê-los.


*Beringela

Havera dor maior?

09:48


Eu sou, modestia a parte, ate bastante resistente a dor. Lembro-me de estar de estar deitada na cadeira do dentista, com um dente da frente partido apos ter ido contra a parede do corredor enquanto bocejava (duhh) e do dentista me estar a dizer que devia estar com bastantes dores. Nao, disse eu, nem por isso. Apenas uma dorzinha psicologica, nada mais. E' impossivel, diz-me ele, tens o nervo exposto, isto tem de te estar a doer. Mas nao, a verdade e que nao me doia grande coisa. Como este, tive outros tantos episodios semelhantes.
Mas nao ha dor como o corte de papel nos dedos. Que puta de dor. Ate sinto as entranhas a quererem sair pela pequena mas feroz ranhura que se instala no dedo depois de o cortar com uma folha de papel.

Aquele momento...

12:48

Quando estao todos a comer waffles e panquecas e tu, para nao estragar a dieta, a comer gelatina de ananas

Acabou-se a paparoca doce

09:28

Literalmente. Acabaram-se os doces, docinhos, folhados e folhadinhos. Volta-se a rotina, ao acordar cedo, cedo, volta-se ao trabalho. Volta-se (glup!) ao ginasio. Volta-se, espero eu, ao peso pre-ferias.
Volta-se a este frio e a roupa super hiper mega quentinha para nao se congelar (e viva as camisolas termicas)!
Volta-se a esta vida irlandesa.
Ficam as memorias de umas ferias maravilhosas.

Já?

16:38

Recapitular 2015? Resoluções para 2016? Primeiro tenho de perceber como é que o ano já está no fim e eu quase nem dei conta!


C'um caneco, isto, este ano, foi a voar!

Bem, feliz 2016 a todos!