Sr. Gambuzino sai de casa ao final da tarde, passados poucos minutos de termos chegado do trabalho, com um frio que fazia as nádegas baterem castanholas, de propósito para ir comprar cartas Magic.
Hoje levantei-me uma hora mais cedo. Sr. Gambuzino tinha de ir mais cedo para o trabalho e eu decidi fazer o mesmo, até me dava jeito ir adiantando umas coisas. Portanto, meti os pés fora da cama uma hora mais cedo. Fiz o que faço todas as manhãs. Demorei o mesmo tempo que demoro todos os dias a chegar ao estaminé, entre quinze a vinte minutos a caminhar.
E cheguei apenas 15 minutos mais cedo àquilo que é habitual.
Vá-se lá perceber.
Estou (outra vez) constipada. Primeiro foram as ami'gdalas, agora ja so estou naquela fase em que pareco um aspirador avariado e com o saco roto. E estou a uma unha negra de marcar uma consulta para dizer ao Senhor Doutor para me arrancar as ami'gdalas o mais depressa possi'vel, nem que seja a' dentada.
Querer dizer palavras em português e só vir à mente aquilo que se quer dizer na língua do país em que se está a viver (no meu caso, em inglês). "Caraças... Aubergine*! Como se diz aubergine em português?!"
Ir a Portugal e, nos primeiros dias, quase estranhar ouvir as pessoas todas na rua falarem só em Português.
Lembrarmo-nos de todas as vezes, durantes anos e anos, em que se gozou com os françugueses Jean Pierres que em Agosto iam para a terra mostrar os seus Mercedes-Benz, fios de ouro em peitos peludos e os seus mocassins de marca e calções de nylon para a praia enquanto davam a entender o seu vasto vocabulário francês ("Anda, ma fille, anda ver os lions") e (de certa forma) até compreendê-los.
*Beringela
#LeoForTheOscar
!!!
Eu sou, modestia a parte, ate bastante resistente a dor. Lembro-me de estar de estar deitada na cadeira do dentista, com um dente da frente partido apos ter ido contra a parede do corredor enquanto bocejava (duhh) e do dentista me estar a dizer que devia estar com bastantes dores. Nao, disse eu, nem por isso. Apenas uma dorzinha psicologica, nada mais. E' impossivel, diz-me ele, tens o nervo exposto, isto tem de te estar a doer. Mas nao, a verdade e que nao me doia grande coisa. Como este, tive outros tantos episodios semelhantes.
Mas nao ha dor como o corte de papel nos dedos. Que puta de dor. Ate sinto as entranhas a quererem sair pela pequena mas feroz ranhura que se instala no dedo depois de o cortar com uma folha de papel.
Quando estao todos a comer waffles e panquecas e tu, para nao estragar a dieta, a comer gelatina de ananas








