E quando eu pensava que ele não podia ser mais geek...

12:36

Sr. Gambuzino sai de casa ao final da tarde, passados poucos minutos de termos chegado do trabalho, com um frio que fazia as nádegas baterem castanholas, de propósito para ir comprar cartas Magic.


Geek mais geek, não há.


Mistério......

10:22

Hoje levantei-me uma hora mais cedo. Sr. Gambuzino tinha de ir mais cedo para o trabalho e eu decidi fazer o mesmo, até me dava jeito ir adiantando umas coisas. Portanto, meti os pés fora da cama uma hora mais cedo. Fiz o que faço todas as manhãs. Demorei o mesmo tempo que demoro todos os dias a chegar ao estaminé, entre quinze a vinte minutos a caminhar.
E cheguei apenas 15 minutos mais cedo àquilo que é habitual.
Vá-se lá perceber.

Por esta é que não estava mesmo à espera (surpresa mais que boa)

12:18


Sábado ao final da tarde, chego a casa depois de umas voltas que tinha a dar, e Sr. Gambuzino diz-me para ir ao quarto, que estava lá uma coisa para mim.
Entro e vejo em cima da cama um envelope. Comeco a rir, rir muito. 
Sr. Gambuzino oferece-me sempre um postal pelo meu aniversário e neste ultimo, nada de postal para mim. Segundo ele, não tinha visto nada que lhe chamasse a atenção, e eu derretida por uns quantos numa papelaria mesmo perto do seu trabalho. Andei, portanto, cerca de três meses a chateá-lo, a perguntar "então, e o meu postal?" Às tantas já o fazia mesmo pelo prazer de o chatear do que outra coisa, confesso. 
Quando vi o postal em cima da cama, pensei que era, finalmente, o meu postal de aniversário.
Mas não, era mais que isso.
A dedicatória estava no envelope, mas o postal era na verdade um voucher da loja de tatuagens, a melhor cá do burgo e onde fiz a última.
Quando vi o que realmente era, tive de me conter para não desatar a chorar, de alegria, claro - que tínhamos amigos em casa e nestes momentos dou numa de macho que cheira a cavalo e não chora à frente de ninguem.
O que vai ser, já há que está mais que decidido e escolhido. Agora só falta marcar o dia.

Juro que ja estive mais longe...

15:29

Estou (outra vez) constipada. Primeiro foram as ami'gdalas, agora ja so estou naquela fase em que pareco um aspirador avariado e com o saco roto. E estou a uma unha negra de marcar uma consulta para dizer ao Senhor Doutor para me arrancar as ami'gdalas o mais depressa possi'vel, nem que seja a' dentada.

Ser emigrante num país em que não se fala português é:

11:27

Querer dizer palavras em português e só vir à mente aquilo que se quer dizer na língua do país em que se está a viver (no meu caso, em inglês). "Caraças... Aubergine*! Como se diz aubergine em português?!"



Ir a Portugal e, nos primeiros dias, quase estranhar ouvir as pessoas todas na rua falarem só em Português.


Lembrarmo-nos de todas as vezes, durantes anos e anos, em que se gozou com os françugueses Jean Pierres que em Agosto iam para a terra mostrar os seus Mercedes-Benz, fios de ouro em peitos peludos e os seus mocassins de marca e calções de nylon para a praia enquanto davam a entender o seu vasto vocabulário francês ("Anda, ma fille, anda ver os lions") e (de certa forma) até compreendê-los.


*Beringela

Havera dor maior?

09:48


Eu sou, modestia a parte, ate bastante resistente a dor. Lembro-me de estar de estar deitada na cadeira do dentista, com um dente da frente partido apos ter ido contra a parede do corredor enquanto bocejava (duhh) e do dentista me estar a dizer que devia estar com bastantes dores. Nao, disse eu, nem por isso. Apenas uma dorzinha psicologica, nada mais. E' impossivel, diz-me ele, tens o nervo exposto, isto tem de te estar a doer. Mas nao, a verdade e que nao me doia grande coisa. Como este, tive outros tantos episodios semelhantes.
Mas nao ha dor como o corte de papel nos dedos. Que puta de dor. Ate sinto as entranhas a quererem sair pela pequena mas feroz ranhura que se instala no dedo depois de o cortar com uma folha de papel.

Aquele momento...

12:48

Quando estao todos a comer waffles e panquecas e tu, para nao estragar a dieta, a comer gelatina de ananas