Facto

10:56

Eu a falar com crianças

*voz grossa* 
- Então... Tá-se?! A vida vai boa? Já sabes usar a sanita?! O que achas da situação sócio-económica do Gabão?!



Eu a falar com gatos/cães/outras bichezas
*voz fininha e super melosa*
- Oh coisa mais fofa do meu coração, anda cá, anda cá bichinho tão lindinho! Pêlo mais macio e lindo! Ahhh coisa fofaaaaa!

Pronto, e mais uma polémica nas redes sociais - e a minha opinião politicamente incorrecta

13:51

Joana Vasconcelos diz que levava todas as suas jóias, o seu iphone, material para desenhar e mais uns tarecos na mochila caso fosse refugiada

E meio mundo já veio cair em cima dela - salvo seja - porque, nitidamente, "não deve ter noção da realidade".
Verdade seja dita, eu não tenho noção da realidade que é ser um refugiado e o que é ter de fugir de uma guerra. Imagino o que possa ser mas, felizmente, não sei na pele a dimensão real daquilo que é ser-se um refugiado, afinal de contas, não venho de uma zona de guerra. Nem eu, nem nenhum de nós que nunca passou por tal situação. E, para continuar a ser sincera, só ao viver as situações, quaisquer que sejam, é que uma pessoa passa a saber.
Eu não faço a mínima ideia o que levaria numa mochila, caso fosse comigo. A primeira coisa que me passa na cabeça é comida. Mas sei lá eu, e espero nunca vir a saber.
E quem sou eu para criticar a resposta de Joana Vasconcelos? Iphone? Já vi muitas fotografias de refugiados agarrados aos seus smartphones. Caderno e lápis? Ela é artista, não me espanta isto. Segundo reza a história, os músicos do Titanic tocaram até ao último momento pelo amor à sua arte. Pelas jóias? Quem diz que as suas jóias não têm valor sentimental? Eu ando sempre com um colar ao pescoço da minha avó e uma pulseira no pulso que ela me deu e, apesar de não usar, também andam sempre comigo uns brincos também eles oferecidos pela minha avó, que eram dela e já tinham sido da minha bisavó. Só de pensar em perder estas coisas, de deixá-las para trás, dá-me um aperto no coração. E acho que não estou a ser fútil, simplesmente acabam por ser coisas extremamente valiosas para mim a nível sentimental.

Se à primeira vista a resposta de Joana parece fútil? Sim, até pode parecer. Mas talvez ela punha na sua mochila aquilo que lhe é mais importante. No fundo, só espero que nunca se venha a saber o que é preciso por numa mochila para se fugir de uma guerra.

The Rosie Project

14:39


Daqueles livros que nao se consegue parar de ler. Divertido, geek, sincero e genuino, mostra que, por norma, as coisas nao sao como estamos a espera que sejam. 

"Love isn't an exact science - but no one told Don Tillman. A thirty-nine-year-old geneticist, Don's never had a second date. So he devises the Wife Project, a scientific test to find the perfect partner. Enter Rosie - 'the world's most incompatible woman' - throwing Don's safe, ordered life into chaos. But what is this unsettling, alien emotion he's feeling?"

Oi!

11:27


Gosto especialmente desta frase. Nao so porque se adequa ao facto de eu ter feito uma mini-pausa (nao tao mini quanto isso, eu sei) por estas bandas por motivos profissionais - criatividade, inspiracao e tempo tiveram de ser redireccionados de todos os lados para um so sentido - mas tambem porque ya, basicamente e' isto para tantas outras coisas (se nao para praticamente tudo) na vida. Nunca desistir.

Notas soltas

11:43


Estou viva, só não tenho tido tempo para grande coisa - inclusive, vir aqui. Tenho entrado cedo e saído tarde do estúdio, a trabalhar num grande projecto - mais tarde poderei contar melhor sobre isso.
Tenho tido insónias, mas isso também já não é grande novidade.
Fiquei contente com o Oscar do Leo - eu e meio mundo, pelos vistos. O rapaz já merecia há muito. E gostei igualmente do discurso que deu.
Apesar de ter gostado da actuação de Mark Rylance em Bridge of Spies, estava a torcer que Mark Ruffalo levasse a estatueta consigo por Spotlight.
Não achei piada a grande parte das fatiotas com que as pessoas se apresentaram para os Oscars. É impressão minha ou o glamour Hollywoodesco tem vindo a perder-se ao longo dos últimos anos?
Estou farta do inverno. Quero sol e calor e andar com o pé numa sandaloca aberta que deixe os meus pés apanharem ar e sol e calor. Quero que os meus pés deixem de se sentir permanentemente oprimidos pelas meias (sempre dois pares ou, caso contrário, congelam) e botas. 
Hoje quando saí de casa, às oito da manhã) estavam onze graus negativos (temperatura realmente sentida). Já disse que estou farta do inverno? Pois é, estou mesmo.


2016, o ano de todos os casamentos

10:06


Ainda só vamos em Fevereiro e já tenho três  casamentos marcados para este ano. Três. Todos eles pertinhos uns dos outros. Aliás, tecnicamente, até tenho quatro, mas um, o primeiro, vai ser em Las Vegas e por muito que gostasse de ir (tipo, é claro que gostava de ir... casamento em Las Vegas, o que poderia ser mais fixe que ir a um casamento em Las Vegas?! Um casamento em Las Vegas destes nossos amigos!) não vai ser possivel.
Portanto, se por um lado peço aos anjinhos para que mais ninguém se lembre de casar este ano e de me convidar - ainda por cima, tendo em conta que estamos na Irlanda, temos de contar com uma logística um pouco diferente, como marcar viagens, marcar dias de férias, etc, etc - por outro lado fiquei com a lágrima ao canto do olho de tão emocionada que fiquei (e eu que não sou nada destas coisas de lágrimas ao canto do olho) quando soube este fim-de-semana que a minha querida e adorada amiga Kiki - não, não tenho amigas com nomes pomposos e chiques como Kiki, mas é uma brincadeira nossa - se vai casar.
A Kiki é a minha amiga que foi comigo ver vestidos para o meu casamento (e que me chamou de noiva intragrável por eu ter experimentado apenas quatro vestidos e ter escolhido logo um). Ela ajudou-me a cortar e a dobrar os nossos convites. Ela foi comigo à primeira prova do vestido. Ela foi a primeira amiga a quem contei que nos íamos casar. A Kiki estava comigo quando conheci Sr. Gambuzino. A Kiki é a amiga com quem tenho conversas telepáticas. A Kiki tem uma escova de dentes em minha casa. E é uma das amigas que tem estado presente nos bons e menos bons momentos dos últimos doze anos que nos conhecemos. Mesmo estando separadas, ela em Portugal, eu aqui.
A Kiki é uma das minhas pessoas preferidas de todo o mundo e parte-me ocoração  saber que não vou poder estar com ela como ela esteve comigo, a ver vestidos, a cortar convites de casamento, a ajudar em pequenas grandes coisas como ela o fez quando foi do meu casamento. Mas sei que ela está feliz, e no final do dia, isso é o que conta. E cheira-me que vai ser o primeiro casamento a que vou que me vai fazer chorar baba e ranho...

Kiki, Mimi luvs u*

Da minha ida aos saldos (a tristeza que é comprar uma blusa branca)

11:10


Lá me decido ir aos saldos e a única coisa que realmente me capta a atenção é uma blusa branca. O preço é mais do que simpático e até há várias do meu tamanho.

Todas elas manchadas com base... Sim, que aqui as moças usam mais maquilhagem (especialmente base e auto-bronzeadores) que um empreiteiro usa reboco para as paredes.

Eu sei, eu bem sei, que podia comprar à mesma e lava-la em casa. Masssss não, não me parece. 

E quando eu pensava que ele não podia ser mais geek...

12:36

Sr. Gambuzino sai de casa ao final da tarde, passados poucos minutos de termos chegado do trabalho, com um frio que fazia as nádegas baterem castanholas, de propósito para ir comprar cartas Magic.


Geek mais geek, não há.


Mistério......

10:22

Hoje levantei-me uma hora mais cedo. Sr. Gambuzino tinha de ir mais cedo para o trabalho e eu decidi fazer o mesmo, até me dava jeito ir adiantando umas coisas. Portanto, meti os pés fora da cama uma hora mais cedo. Fiz o que faço todas as manhãs. Demorei o mesmo tempo que demoro todos os dias a chegar ao estaminé, entre quinze a vinte minutos a caminhar.
E cheguei apenas 15 minutos mais cedo àquilo que é habitual.
Vá-se lá perceber.

Por esta é que não estava mesmo à espera (surpresa mais que boa)

12:18


Sábado ao final da tarde, chego a casa depois de umas voltas que tinha a dar, e Sr. Gambuzino diz-me para ir ao quarto, que estava lá uma coisa para mim.
Entro e vejo em cima da cama um envelope. Comeco a rir, rir muito. 
Sr. Gambuzino oferece-me sempre um postal pelo meu aniversário e neste ultimo, nada de postal para mim. Segundo ele, não tinha visto nada que lhe chamasse a atenção, e eu derretida por uns quantos numa papelaria mesmo perto do seu trabalho. Andei, portanto, cerca de três meses a chateá-lo, a perguntar "então, e o meu postal?" Às tantas já o fazia mesmo pelo prazer de o chatear do que outra coisa, confesso. 
Quando vi o postal em cima da cama, pensei que era, finalmente, o meu postal de aniversário.
Mas não, era mais que isso.
A dedicatória estava no envelope, mas o postal era na verdade um voucher da loja de tatuagens, a melhor cá do burgo e onde fiz a última.
Quando vi o que realmente era, tive de me conter para não desatar a chorar, de alegria, claro - que tínhamos amigos em casa e nestes momentos dou numa de macho que cheira a cavalo e não chora à frente de ninguem.
O que vai ser, já há que está mais que decidido e escolhido. Agora só falta marcar o dia.