Não andar a ver imagens de comida, daquelas que uma pessoa quase consegue sentir o seu cheiro de tão apetitosa que parece, quando trouxeste apenas sopa para o almoço.
A ideia era ir à Islândia. Ando há anos a dizer que quero lá ir e lá nos decidimos aproveitar o feriado que há cá no final de Outubro. Mas quando fomos para comprar as passagens de avião vimos que ficava demasiado caro para irmos só por quatro dias. Tudo por causa do feriado...
Na fila do supermercado para pagar as minhas compras, com umas três ou quatro pessoas à minha frente, a menina da caixa olha para mim e diz, com um ar muito cândido "Há caixas prioritárias, pode ir para que é logo atendida!"
E eu, que até ao momento estava muito embrenhada nos meus pensamentos, olho para ela sem ter a certeza que tinha ouvido bem. Arregalo os olhos e pergunto apenas com a minha expressão facial, subindo apenas uma das sobrancelhas.
A menina apercebe-se que eu poderei não estar grávida e responde ao meu subir de sobrancelha "não... não está grávida...?"
"Não...", respondo eu, meio a sorrir meio a pensar seriamente na minha vida e que estes três/quatro quilos que eu tenho a mais têm de desaparecer o mais depressa possível.
Chegada a minha vez, a menina desmancha-se em pedidos de desculpa e diz que eu não estou gorda, simplesmente "tem ar de mamã" (o que é isso de ar de mamã?!) e que "como estava debruçada em cima do carrinho de compras, pensei que poderia estar a sentir-se mal...". Não, não estou grávida nem me estava a sentir mal, estava só a apanhar a seca que é normal apanhar-se numa fila de supermercado, respondo eu, a rir-me.
E pronto, apesar da menina ter dito uma data de vezes que "está muito bem! não foi mesmo por achar que estava gorda ou com barriga, nem nada, aiiii, peço imensas desculpas!" e por eu ter dado a entender (espero eu) que não tinha ficado ofendida com esta história, estes três/quatro quilos a mais têm mesmo de ir à sua vidinha. Até setembro, já agora, pela altura do próximo casamento. Nada pior que uma data de pessoas emocionadas e inspiradas com o casamento, virem perguntar quando é que nasce a criança quando a única criança que há é um pneu a mais.
*desta vez, só para variar, é um empurrão metafórico
Gosto de roupa, claro que gosto. E de acessórios. Sapatos e malas. Sou viciada em echarpes, lenços e cachecóis. E até nem desgosto de maquilhagem.
Mas eu perco-me mesmo é com livros. Quantas e quantas vezes entro em lojas de moda e não há uma única coisa a que ache piada. Entro, vejo as coisas (sempre a correr que eu não tenho paciência para andar a ver lojas inteiras, peça por peça e perder o meu tempo inteiro nisto) e saio da mesma maneira que entrei, de mãos a abanar.
Já em livrarias a conversa é outra. Perco o meu tempo. Vejo as coisas com calma, as capas, as sinopses, sinto a textura do papel na ponta dos meus dedos e o aquele odor tão próprio dos livros - sim, nisto sou muito pouco ecológica mas o kindle não me convence. Mas compenso de outras formas, juro.
E não há vez que entre em livrarias e não queira trazer uns quantos comigo, mesmo quando já tenho (que tenho sempre) uma pilha deles em lista de espera em casa. Em minha defesa, todos livros que vêm comigo para casa e que me são oferecidos, são lidos, às vezes mais do que uma vez (mais do que certas peças de roupa que acabo por comprar por impulso "ai tão gira, tão original, ai e tal para passar é o cabo das tormentas, fica aí na cesta da roupa até arranjar paciência para te tocar outra vez...)
Eu e os livros temos uma relação bem bonita.
Não sei, não estava lá. Por um lado não quero acreditar que Johnny Depp possa ser assim, que bata na mulher. Afinal de contas, é o Johnny Depp, actor conhecido, talentoso, apreciado e acarinho por todo o mundo. Mas por outro lado, a verdade é que não o conheço de lado nenhum a não ser dos filmes e pouco mais.
Quando, ao sair de casa pela manha reparas, de soslaio, que aquele vizinho incrivelmente cusco tambem vai sair naquele momento
E comecas a acelerar o passo enquanto atravessas o corredor
E ao passar por Sr. Gambuzino que tinha saido momentos antes para ir por o lixo fora avisas que Sr. Cusco vem ai
Saem para a rua, vao para atravessar a estrada mas nao ha carro que pare para deixar-vos passar
E comecam a ficar nervosos
E Sr. Gambuzino olha para tras para ver o ponto da situacao...
Quando....
E nos:
É uma incoerência lutar contra os maus tratos a animais, ficando ao mesmo tempo indiferente face a uma cultura que promove a crueldade obscena entre seres humanos, sob inspiração das "sombras de Grey"
Vai tu!













