E a próxima viagem vai ser a...

10:53

A ideia era ir à Islândia. Ando há anos a dizer que quero lá ir e lá nos decidimos aproveitar o feriado que há cá no final de Outubro. Mas quando fomos para comprar as passagens de avião vimos que ficava demasiado caro para irmos só por quatro dias. Tudo por causa do feriado...

Andámos a pesquisar por outros destinos e acabámos por nos decidir por Paris. Nunca fomos lá, a viagem fica bem mais barata para esses dias em relação a Reykjavik e, ok, pareceu-nos bem.
Sr. Gambuzino, claustrofóbico e, como tal, muito pouco amigo de elevadores, já avisou que vai de escadas ao topo da Torre Eiffel. Eu já avisei que vou lá acima mas, com as minhas vertigens, não o largo nem por um segundo.


Não é desta que vou à Islândia, mas fica para a próxima. Parrrris, oui oui, croissant!

Aquele empurrão* que eu estava mesmo a precisar

09:48


Na fila do supermercado para pagar as minhas compras, com umas três ou quatro pessoas à minha frente, a menina da caixa olha para mim e diz, com um ar muito cândido "Há caixas prioritárias, pode ir para que é logo atendida!"
E eu, que até ao momento estava muito embrenhada nos meus pensamentos, olho para ela sem ter a certeza que tinha ouvido bem. Arregalo os olhos e pergunto apenas com a minha expressão facial, subindo apenas uma das sobrancelhas.
A menina apercebe-se que eu poderei não estar grávida e responde ao meu subir de sobrancelha "não... não está grávida...?"
"Não...", respondo eu, meio a sorrir meio a pensar seriamente na minha vida e que estes três/quatro quilos que eu tenho a mais têm de desaparecer o mais depressa possível.

Chegada a minha vez, a menina desmancha-se em pedidos de desculpa e diz que eu não estou gorda, simplesmente "tem ar de mamã" (o que é isso de ar de mamã?!) e que "como estava debruçada em cima do carrinho de compras, pensei que poderia estar a sentir-se mal...". Não, não estou grávida nem me estava a sentir mal, estava só a apanhar a seca que é normal apanhar-se numa fila de supermercado, respondo eu, a rir-me.

E pronto, apesar da menina ter dito uma data de vezes que "está muito bem! não foi mesmo por achar que estava gorda ou com barriga, nem nada, aiiii, peço imensas desculpas!" e por eu ter dado a entender (espero eu) que não tinha ficado ofendida com esta história, estes três/quatro quilos a mais têm mesmo de ir à sua vidinha. Até setembro, já agora, pela altura do próximo casamento. Nada pior que uma data de pessoas emocionadas e inspiradas com o casamento, virem perguntar quando é que nasce a criança quando a única criança que há é um pneu a mais.

*desta vez, só para variar, é um empurrão metafórico

Coisas que só a mim me acontecem

09:37


Estar a lavar os armários da cozinha em cima de uma cadeira e, ao descer, dar um jeito de tal maneira que para não cair estatelada de trombas e partir-me toda, conseguir apoiar um pé no chão mas ficar com a ponta das costas da cadeira, mais saliente, enfiada na dobra entre o rabo e a outra perna.

Ora portanto, de momento tenho uma nódoa negra (bem negra) do tamanho de uma laranja no rabo. Mais aquela que tenho na perna, à frente, que não faço a mínima ideia como fiz. 

'Tá-se.

Como quase cheguei à hipotermia

10:01

Cheguei à conclusão (da pior maneira) que cabelo curto, para mim, não é compatível com esta terra (semi) polar. Rapei demasiado frio durante este último inverno só pelo simples facto de ter o pescocinho e orelhas desprotegidas, sem cabelo a tapá-los. E não usavas cachecóis e gorro?, perguntam. Claro que usava, eram a minha salvação. Mas convinhamos que cabelo curto e gorro também não são muito compatíveis por dois simples factos: primeiro, enquanto usava gorro, parecia doente, sem um fio de cabelo à vista; segundo, quando o tirava, os efeitos da estática. Basicamente, voltava a parecer a punk que era quando nasci, com os cabelos todos espetados no ar.
Ora portanto, voltar a deixar crescer o cabelo (damn it, é tão mais prático ter o cabelo curto e tem tão mais a ver comigo). Cabelo esse que estava mesmo curtinho. Pixie style. E que agora está só estranho... 

Haja paciência.

Eu e os livros, os livros e eu

10:53


Gosto de roupa, claro que gosto. E de acessórios. Sapatos e malas. Sou viciada em echarpes, lenços e cachecóis. E até nem desgosto de maquilhagem.

Mas eu perco-me mesmo é com livros. Quantas e quantas vezes entro em lojas de moda e não há uma única coisa a que ache piada. Entro, vejo as coisas (sempre a correr que eu não tenho paciência para andar a ver lojas inteiras, peça por peça e perder o meu tempo inteiro nisto) e saio da mesma maneira que entrei, de mãos a abanar.
Já em livrarias a conversa é outra. Perco o meu tempo. Vejo as coisas com calma, as capas, as sinopses, sinto a textura do papel na ponta dos meus dedos e o aquele odor tão próprio dos livros - sim, nisto sou muito pouco ecológica mas o kindle não me convence. Mas compenso de outras formas, juro.
E não há vez que entre em livrarias e não queira trazer uns quantos comigo, mesmo quando já tenho (que tenho sempre) uma pilha deles em lista de espera em casa. Em minha defesa, todos livros que vêm comigo para casa e que me são oferecidos, são lidos, às vezes mais do que uma vez (mais do que certas peças de roupa que acabo por comprar por impulso "ai tão gira, tão original, ai e tal para passar é o cabo das tormentas, fica aí na cesta da roupa até arranjar paciência para te tocar outra vez...)

Eu e os livros temos uma relação bem bonita.

Jonnhy V Amber

10:09

Não sei, não estava lá. Por um lado não quero acreditar que Johnny Depp possa ser assim, que bata na mulher. Afinal de contas, é o Johnny Depp, actor conhecido, talentoso, apreciado e acarinho por todo o mundo. Mas por outro lado, a verdade é que não o conheço de lado nenhum a não ser dos filmes e pouco mais. 

Da mesma maneira que também só conheço Amber Heard de filmes em que tenha entrado, mais nada. Por este mesmo motivo, não gosto de meter a colher e fazer juízos de valor, quer para um lado quer pelo o outro. Não só porque não gosto de acusar ninguém injustamente como também acredito que são acontecimentos como estes (em que há logo meio mundo contra Amber Heard, dizendo que ela anda só à caça de dinheiro) que desmotivam muitas mulheres vítimas de violência doméstica a não denunciar seus namorados e maridos. Porque Amber Heard pode realmente estar a mentir. Mas e se não estiver? 

A única certeza é que alguém aqui está a mentir. Se é ela, se é ele, isso não sei. E enquanto não se sabe (se alguma vez se irá saber), não julgo nem defendo ninguém.

Aquele momento...

12:25

Quando, ao sair de casa pela manha reparas, de soslaio, que aquele vizinho incrivelmente cusco tambem vai sair naquele momento



E comecas a acelerar o passo enquanto atravessas o corredor



E ao passar por Sr. Gambuzino que tinha saido momentos antes para ir por o lixo fora avisas que Sr. Cusco vem ai



Saem para a rua, vao para atravessar a estrada mas nao ha carro que pare para deixar-vos passar



E comecam a ficar nervosos


E Sr. Gambuzino olha para tras para ver o ponto da situacao...



Quando....






E nos:


What?!

10:34

É uma incoerência lutar contra os maus tratos a animais, ficando ao mesmo tempo indiferente face a uma cultura que promove a crueldade obscena entre seres humanos, sob inspiração das "sombras de Grey"



Eu vi o filme. Não gostei. Não que tenha alguma coisa contra as práticas do sado-masoquismo, quem gosta, que esteja à vontade de o fazer na privacidade das suas quatro paredes com quem também goste e consente o mesmo. Mas na altura que o vi lembro-me de achar que todo aquele "romance" não passa de uma grande atracção ao poder. Se Grey fosse pobre, Anastacia nunca iria olhá-lo da mesma maneira. Se Grey fosse pobre, tudo aquilo seria considerado violência e fruto de grandes traumas de infância. Mas como o senhor até era rico e poderoso, a menina lança-se de paixões, despe-se pela primeira vez e leva tau-tau como recompensa. Grey, por sua vez acha piada à ingenuidade e inocência da menina e vê nela um bom desafio.
Portanto, o meu problema é com o filme em si e não tanto com práticas realizadas entre duas (ou mais...) pessoas de forma consensual. 

Independentemente dos problemas psicológicos de quem gosta de sado-masoquismo possa ter (não sou psicóloga para me estender muito neste assunto, apesar de ter a minha opinião pessoal), querer comparar algo consentido entre duas pessoas com o caso do cão matratado (até agora não conheço caso nenhum de algum animal que queira ser maltratado por vontade própria) é querer: a) misturar alhos com bugalhos; b) querer fazer das pessoas estúpidas; c) relevatizar os casos de maus tratamentos a animais.

Mesmo que houvesse aqui algum ponto qualquer de ligação entre as duas coisas, não percebo o porquê de andarem sempre a querer comparar casos. Há sempre espaço para defesa de causas. Há sempre pessoas dispostas a defender as mais variadas causas. A minha, como sabem, é a defesa dos animais, mas não deixo de ser sensível a tantas outras nem acho que a minha é mais ou menos importante.

Querer comparar os potenciais perigos do BDSM com os maus tratos a animais é o mesmo que comparar um café com uma pizza. A ideia pode andar ali perto, mas não tem nada a ver uma coisa com a outra.